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Mais opiniões sobre Serralves |

A 2.ª edição da Trama – Festival de Artes Performativas resultante de uma parceria entre a Fundação de Serralves, a Casa da Música, o brrr _Live Art, o Lado B e a Matéria Prima, apresenta no fim de semana de 2, 3 e 4 de Novembro várias propostas nas áreas da música, da dança e da live art.
Pensado para a cidade em que se inscreve, a Trama constrói uma malha neste território, da Baixa à Boavista, passando pelo Castelo do Queijo, revelando - por vezes devolvendo - novas geografias aos públicos e criadores. Ocupando diferentes espaços – do auditório à sala de estar, do hotel à loja, da praça ao bar e ao parque de estacionamento – a Trama transforma a forma como são percebidos na sua dimensão pública. Instaura a rua como possível palco para a experiência e explora as suas potencialidades performativas e experimentais.
Introspectiva, mas também festiva, a Trama vive de dia e de noite. Pela noite de sexta-feira, a Festa acontece simultaneamente em três espaços culturais de uma mesma rua, ligados à noite do Porto. No sábado o Tramming, na Casa da Música, toma o lugar do habitual Clubbing.
As propostas – diversificadas nos seus suportes, protocolos, durações e intenções – questionam o formato e a prática convencional do espectáculo, confrontando-nos com a dúvida, a hesitação, as perguntas dos próprios criadores. A Trama propõe práticas artísticas onde a performatividade se entende actual, actuante e reveladora de imaginários, perspectivas e pensamentos encarados/apresentados numa dimensão aberta e reflexiva.
SEXTA-FEIRA, 02 NOV
19h30 MÚSICA
“The destiny’s cars play 8ways, 32wheels”
um projecto de Mathieu Delvaux
Produção: Happy New Ears, Kortrijk (B)
Local: Parque de Estacionamento do Castelo do Queijo
22h00 DANÇA/TEATRO
“Até que Deus é destruído pelo extremo exercício da beleza”
de Vera Mantero & Guests
Com Vera Mantero, Brynjar Bandlien, Loup Abramovici, Marcela Levi, Pascal Quéneau, Andrea Stotter
Local: Auditório de Serralves
23h30 MÚSICA
“CuiCui Box”
de CuiCui
Local: Praça dos Poveiros
00h00 MÚSICA
FESTA TRAMA
00h00
Makigami Koichi
Justus Köhncke (DJ Set)
Local: Passos Manuel
22h00
GANG OF ONE Dj set (salão nobre)
01h00
Macacos do Chinês
"Guerrilha Nite" (DJs) (Fritus Potatoes Suicide + Disparo + Cpt. Luvlace)
Local: Maus Hábitos
02h00
Khan (DJ Set)
Local: Pitch Club
SÁBADO, 03 NOV
LIVE ART
“Vento em popa”
de Balla Prop
Local: Vários locais da cidade
MÚSICA
(dj)INSTAnt
Local: Vários locais da cidade
12h00-24h00 LIVE ART
“Ghost Dance”
Pelos Lone Twin
Local: Loja da Pensão Monumental
14h00-23h30 LIVE ART/INSTALAÇÃO
Performances - 15h00, 17h30 e 23h00
“muda”
de Amarante Abramovici & Ana Deus
Local: A Sala
16h30 LIVE ART
“Sacrifício de verdade”
de Marta Bernardes
Local: Bar Panorâmico do Hotel D. Henrique
18h00 MÚSICA
Daniel Menche
Local: Maus Hábitos
22H00 MÚSICA
“The destiny’s cars play 8ways, 32wheels”
um projecto de Mathieu Delvaux
Produção: Happy New Ears, Kortrijk (B)
Local: Parque de Estacionamento do Castelo do Queijo
23h00 MÚSICA
"Clubbing + Trama = Tramming"
Actuações de Jimi Tenor & Kabu Kabu, James Chance & Les Contorsions, Justus Köhnke (live act) e Bandidos Desesperados (DJ)
Local: Casa da Música
01h00 MÚSICA
“CuiCui Box”
de CuiCui
Local: Casa da Música
DOMINGO, 04 NOV
LIVE ART
“Vento em popa”
de Balla Prop
Local: Vários locais da cidade
MÚSICA
(dj)INSTAnt
Local: Vários locais da cidade
14h00-18H00 LIVE ART/INSTALAÇÃO
Performances - 14h30 e 17h00
“muda”
de Amarante Abramovici & Ana Deus
Local: A Sala
15h00 LIVE ART
“Sacrifício de verdade”
de Marta Bernardes
Local: Bar Panorãmico do Hotel D. Henrique
16h00 MÚSICA
Nossa Senhora de Fátima Machine: Concerto com os Pés
de António Contador & Calhau!
Local: Bar Panorâmico do Hotel D. Henrique
17h30 MÚSICA
Makigami Koichi
Local: Passos Manuel
19h30 DANÇA
“Two discusssions of an anterior event “
de Jennifer Lacey
Local: Auditório de Serralves
7.5 € (lotação limitada a 250 lugares)
Acesso ao concerto de Anthony Pateras
22h00 MÚSICA
Daniel Menche
Local: Foyer do Auditório de Serralves
23h00 MÚSICA
Anthony Pateras
Local: Auditório de Serralves
24h00 MÚSICA
(dj)INSTAnt
Local: Foyer do Auditório de Serralves

SEXTA-FEIRA, 2 NOVEMBRO
19h30 MÚSICA
“The destiny’s cars play 8ways, 32wheels”
um projecto de Mathieu Delvaux
Produção: Happy New Ears, Kortrijk (B)
Local: Parque de Estacionamento do Castelo do Queijo
Destiny’s cars é o projecto que abre a 2ª edição do Festival TRAMA e consiste numa união de fontes sonoras provenientes de oito carros tunning cujos sistemas de som estão ligados a uma mesa de mistura, enquanto os espectadores são rodeados por esses mesmo carros e pelos sons que deles são emitidos. Apresentados fora do contexto, estes carros parecem formar uma orquestra que interpreta uma composição musical.
Mathieu Delvaux, o responsável pelo projecto, vive e trabalha na Bélgica. Constrói vídeo e música através do uso de materiais em situações de conflito. Trabalha com objectos emblemáticos, tais como carros e guitarras eléctricas.
Este espectáculo repete sábado, dia 3 de Novembro, às 22h00
SEXTA-FEIRA, 2 NOVEMBRO
22h00 DANÇA/TEATRO
“Até que Deus é destruído pelo extremo exercício da beleza”
de Vera Mantero & Guests
Com Vera Mantero, Brynjar Bandlien, Loup Abramovici, Marcela Levi, Pascal Quéneau, Andrea Stotter
Local: Auditório de Serralves
direcção artística
Vera Mantero
interpretação e co-criação
Brynjar Bandlien
Loup Abramovici
Marcela Levi
Pascal Quéneau
Vera Mantero
Andrea Stotter
concepção de espaço e figurinos
Nadia Lauro
música ao vivo
Boris Hauf
desenho de luz
Jean-Michel Le Lez e Mael Iger
colaboração dramaturgica
Bojana Bauer
produção executiva
O Rumo do Fumo
co-produção
Centre Chorégraphique National de Tours
Centre Pompidou - Les Spectacles Vivants / Festival D'Automne
Culturgest de Lisboa
Le Quartz/Scène Nationale de Brest
O Espaço do Tempo de Montemor-o-Novo
* espectáculo falado em inglês com legendagem; duração 80 m.
este projecto tem o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian
O Rumo do Fumo é apoiado pelo Ministério da Cultura / Instituto das Artes
Auditório de Serralves
80 m.
Seis pessoas sentadas. Os seus corpos têm a palavra. O seu “devir junto” anuncia-se através de uma linguagem instável, um inglês com sonoridades singulares. As suas capacidades de comunicar são constantemente desafiadas. Eles navegam entre transparência e opacidade; exercitam-se por entre a tecelagem dos laços, suspensos por um fio.
Como exercer uma postura teatral até ao esgotamento? Escolher um meio que nos é comum, mas que não dominamos. Olhar de frente as pessoas e convidá-las a seguir-nos quando partimos. O “aqui e agora” que procuramos está tão alongado que já não há pertença. Está arrasado.
Recomeçamos sempre, sem nunca chegar ao mesmo lugar.
Bojana Bauer
Para Vera Mantero a dança não é um dado adquirido, acredita que quanto menos o adquirir mais próxima estará dela, usa a dança e o trabalho performativo para perceber aquilo que necessita de perceber, vê cada vez menos sentido num performer especializado (um bailarino ou um actor ou um cantor ou um músico) e cada vez mais sentido num performer especializadamente total, vê a vida como um fenómeno terrivelmente rico e complicado e o trabalho como uma luta contínua contra o empobrecimento do espírito, o seu e o dos outros, luta que considera essencial neste ponto da história.
SEXTA-FEIRA, 2 NOVEMBRO
23h30 MÚSICA
“CuiCui Box”
de CuiCui
Local: Praça dos Poveiros
Sempre preocupados em estarem no topo do Rock’n’roll avant-gard, Cuicui decidiram criar o concerto de concerto “cosy”. A obra consiste na criação de uma caixa de cartão, na qual os músicos tocarão para apenas duas pessoas, dadas as reduzidas dimensões da mesma. O concerto será perceptível a partir do exterior, graças ao poderoso som proveniente da caixa instalada na rua
Este espectáculo repete na noite de sábado, dia 4 de Novembro, à 1h00, na Praça Casa da Música
SEXTA-FEIRA, 2 NOVEMBRO
FESTA TRAMA
00h00
Makigami Koichi
Local: Passos Manuel
Makigami Koichi é uma das mais criativas vozes da actualidade e um nome fundamental do underground musical japonês. A sua banda Hikashu, que lidera há mais de 25 anos, inclui elementos de teatro, performance e entretenimento, que concorrem para a aclamação crítica e pública das mutilações musicais operadas por este projecto, com percursoras incursões pelo techno, noise, sampling, jazz e folk, antecipando tendências e abrindo novos caminhos no panorama musical japonês. Koichi é conhecido pela grande amplitude de expressão vocal, onde se inclui as duplas vozes do cantar Khoomii, pelo free-playing no theremin e pelo seu humor.
Tem colaborado com um grande número de artistas oriundos de vários estílos musicais, tais como Takahashi Yuji, John Zorn, Ikue Mori, Otomo Yoshihide, David Moss, Lauren Newton, Anthony Coleman,Umezu Kazutoki, Carl Stone, Jon Rose, Guy Klucevsek, e Derek Bailey. Projectos em curso incluem a reinterpretação avant-pop de canções populares japonesas, performance com tecnologia interactiva e improvisação vocal.
Este espectáculo repete domingo, dia 4 de Novembro, às 17h30
Justus Köhncke (DJ Set)
Local: Passos Manuel
Justus Köhncke apresenta no festival TRAMA uma das grandes estreias do ano. Uma experiência dupla que vai mostrar em versão concerto (na Casa da Música) e DJ (Passos Manuel) aquele que é um dos artistas alemães mais carismáticos - um amante do pop, do Techno-Dic e do Disco-Tec
Justus Köhncke deu os primeiros frutos em Dusseldorf, em finais dos anos 80, quando o seu primeiro projecto como duo (Blood And Honey), começou a fazer versões electrónicas de Amanda Lear. Em 1992, em conjunto com Eric D. Clark e Hans Nieswandt, formaram o trio “Whirlpool Productions”, responsável pelo grande êxito e já um clássico “From Disco To Disco.
O que torna Justus Köhncke num artista tão particular, no meio que o rodeia, é a sua relação com o universo Pop e Disco. O resultado do seu trabalho nunca foi contaminado pelo virus “minimal”, e a voz, aliada ao ritmo e a uma melodia orgânica, consegue convocar as mesmas emoções, senão mais intensas, aos ouvintes.
01h00
Macacos do Chinês
Local: Maus Hábitos
O projecto Macacos do Chinês nasceu na Amadora, reavivando as influências africanas, árabes, brasileiras, japonesas e de todas as culturas que Portugal tocou e a que não ficou indiferente, miscenizando-se quase que por instinto. Macacos do Chinês exploram géneros como o funk, o soul, o reggae, o rock ou até o pop. Qualquer coisa, dizem eles, entre o grimme, a música popular, o dancehall e uma pitada de Liam Howlett. O colectivo define-se da seguinte forma:
“É precisamente por brincadeira que surge o projecto Macacos do Chinês. Cozinhado no meio de um caldo Knorr, sabor a cachupa com cozido à portuguesa e caril, os MDC procuram a mistura que os constitui. Ainda sem visibilidade e ainda pouco temperados, ambicionam altos feitos e estão determinados a fazer com que agora seja sempre a subir pela cadeia alimentar acima, até que o macaco esteja a par com os outros crescidos”.
"Guerrilha Nite" (DJs) (Fritus Potatoes Suicide + Disparo + Cpt. Luvlace)
Local: Maus Hábitos
O DJ set composto pelos Fritus Potatoes Suicide, Disparo e Cpt. Luvlace intervenientes habituais das Guerilha Nites vão apimentar a noite da Festa do TRAMA no espaço cultural Maus Hábitos.
02h00
Khan (DJ Set)
Local: Pitch Club
Artista prolífico e multifacetado, Khan colaborou e actuou com diversos artistas tais como Diamanda Galas, Julee Cruise, Brigitte Fontaine e Kid Congo Powers, NIck Cave & The Bad Seeds, Gun Club, The Cramps, entre muitos outros. As suas actuações incendiárias e irreverentes têm feito um enorme sucesso por todo o mundo, para além de revelarem o enorme potencial criativo deste músico com formação clássica em piano.
SÁBADO, 3 DE NOVEMBRO
LIVE ART
“Vento em popa"
de Balla Prop
Local: Vários locais da cidade
Aproveitando o fluxo dos espectadores, na deslocação por vários espaços dispersos pela cidade que acolhem o festival, será realizado um percurso através do qual se procuram estabelecer relações, contagiar e incorporar o público do festival, os eventuais transeuntes e o próprio espaço urbano e os diversos elementos que o povoam - ruas, passeios, degraus, paredes, carros, postes, caixotes do lixo, sinalética, árvores. Serão introduzidas algumas acções específicas que possam contribuir para a incorporação ou mesmo o contágio nesta celebração.
As primeiras experiências do grupo composto por Ana Ulisses e Susana Chiocca ocorreram em 2006. Inicialmente mais ligado ao universo musical, o projecto tem-se revelado uma forma de incorporar diversas áreas, desde a spoken word, a performance e a fotografia.
Esta intervenção repete domingo, dia 4 de Novembro.
SÁBADO, 3 DE NOVEMBRO
MÚSICA
(dj)INSTAnt
Local: Vários locais da cidade
A residir em Paris, (dj)INSTAnt, responde ainda pelos nomes Jaw, Jozão, Jonjon, Lelli, Tanouch, Jojo, Jojosh, Babaweldi, dj Invisible. É ainda o criador da The Zufall Big Band e vocalista e autor das letras para a banda dOP, que recentemente editou o EP “The Between Blues” pela Circus Company, casa dos Noze, Antislash e Ark, entre outros. É também fotógrafo e membro da AutopsyFilms. Caracterizado pela sua portabilidade, (dj)INSTAnt actua em espaços e situações inusitados como quartos de banho ou sessões fotográficas.
Esta intervenção repete domingo, dia 4 de Novembro, na cidade e encerra a Trama, no foyer do Auditório de Serralves, às 24h00.
SÁBADO, 3 DE NOVEMBRO
12h00-24h00 LIVE ART
“Ghost Dance”
Pelos Lone Twin
Local: Loja da Pensão Monumental (Av. Dos Aliados, 165)
Em Ghost Dance dois performers vestidos de cowboys e de olhos vendados dançam lentamente durante doze horas. Em silêncio, os dois cowboys ouvem os passos um do outro enquanto tentam manter um ritmo perfeito. Ao longo do dia, os espectadores juntam-se espontaneamente à dança, enquanto os cowboys vacilantes e exaustos continuam.
A companhia inglesa Lone Twin cria eventos teatrais e site-specific para uma diversidade de locais e contextos, desde perfomances e eventos para a comunidade, a apresentações em palco e em estúdio.
SÁBADO, 3 DE NOVEMBRO
14h00-23h30 LIVE ART/INSTALAÇÃO
Performances - 15h00, 17h30 e 23h00
“muda”
de Amarante Abramovici & Ana Deus
Local: A Sala (Rua do Bonjardim 235, 2ª)
Num lugar de reclusão doméstica, ensaiam-se propostas de ocupação do tempo e do espaço. Um punhado de gestos, acções e ocorrências para exorcizar o medo de ter medo. Muda de pele, de roupa, de voz. Mudança de casa.
Ana Deus começou a carreira a cantar em bandas pop rock durante as décadas de 80 e 90, tem vindo a dirigir as suas intervenções para formatos mais livres cruzando-
-se com poesia e vídeo.
Amarante Abramovici depois de uma formação na área do cinema e a par da realização de algumas curtas-metragens, tem desenvolvido projectos em colaboração com criadores de outras áreas, privilegiando a experiência que resulta desses encontros.
A instalação repete domingo, dia 4 de Novembro com apresentação de performances, às 14h30 e 17h00.
SÁBADO, 3 DE NOVEMBRO
16h30 LIVE ART
“Sacrifício de verdade”
de Marta Bernardes
Local: Bar Panorâmico do Hotel D. Henrique
Na performance a solo “Sacrifício de Verdade”, Marta Bernardes com o apoio de materiais muito simples e do seu uso quotidiano conta uma história que se prende essencialmente com o processo de projectar um sacrifício diante de um público. Todo o discurso assenta em supostos documentos que conferem veracidade À história contada o que entra em conflito com o nariz de pinóquio que é usado. O tom em que se dirige ao público é quase informal e explicativo e está em permanente jogo a demonstração de um desejo ou projecto de sacrifício bem como as razões pelas quais esses projectos foram abandonados e substituídos por outros mais eficientes. Estas demonstrações de abandono e não execução acontecem no preciso momento em que executa o dito projecto, ou seja, faz efectivamente o sacrifício para que se demonstre as razões pelas quais ele não seria passível de ser feito. Uma tensão aporética simples que põe em causa as noções de verdade e de representação bem como os pressupostos de acontecimento.
Esta performance repete Domingo, dia 4 de Novembro, às 15h00.
SÁBADO, 3 DE NOVEMBRO
18h00 MÚSICA
Daniel Menche
Local: Maus Hábitos
A música de Menche parte da premissa que qualquer fonte sonora é propícia para a criação musical, pois o som, segundo a perspectiva pessoal do autor, não deve estar sujeito a preconceitos ou formalismos castradores. Os meios utilizados para a concretização de tais premissas são múltiplos: distorção, corrosão, processamento extremo das frequências sonoras, adição de camadas de som e percussão abrasiva.
Rudeza, assombro e obsessão são algumas das palavras que assaltam a nossa imaginação quando nos deparamos com o trabalho de Daniel Menche. O músico americano residente em Portland é criador de peças sonoras com uma forte componente metafórica, peças essas que se reportam a estados emocionais terríficos, que se assemelham a uma música que gera palavras em vez de sons, que estimula o olhar ao invés da audição.
Daniel Menche actua novamente domingo, dia 4, às 22h00, no Auditório de Serralves
SÁBADO, 3 DE NOVEMBRO
23h00 MÚSICA
"CLUBBING + TRAMA = TRAMMING"
Actuações de Jimi Tenor & Kabu Kabu, James Chance & Les Contorsions na sala 2, e de Justus Köhnke (live act) e Bandidos Desesperados (DJ) no Bar 1
Local: Casa da Música
O percurso TRAMA prolonga-se pela noite, com a realização do “Tramming” que, na Casa da Música, tomará o lugar do habitual Clubbing, com a realização do concerto de Jimi Tenor & kabu kabu, James Chance & Les Contorsions, o live act de Justus Köhnke e DJing dos Bandidos Desesperados.
DOMINGO, 4 DE NOVEMBRO
16h00 MÚSICA
Nossa Senhora de Fátima Machine: Concerto com os Pés
De António Contador & Calhau!
Local: Bar Panorâmico do Hotel D. Henrique
O irreverente trio “Nossa Senhora de Fátima Machine”, formado em Julho de 2007 por António Contador, Marta e Alves von Calhau, define-se assim:
“Nossa Senhora de Fátima Machine foi criada (…) a partir do fóssil de uma máquina de meditação budista. Tínhamos o desejo íntimo de conceber uma máquina, não tanto que meditasse como a dita Buddha Machine, mas que alucinasse. Invocámos então o sol psicadélico que fecundou a aparição de Fátima a 13 de Maio de 1917 e abrimos a buddha machine. Curto-circuitámos o seu programa, manipulando com os pés o príncipio básico da sua razão de andar por aí pelas lojas e pelos ouvidos daqueles e daquelas que acreditam que existem budas dentro de caixas de plástico. O buda da Buddha Machine foi então substituído pela Fátima da Nossa Senhora e o som que antes saía de lá não saiu mais.”
DOMINGO, 4 DE NOVEMBRO
19h30 DANÇA
“Two discusssions of an anterior event “
de Jennifer Lacey
Local: Auditório de Serralves
7.5 € (lotação limitada a 250 lugares)
Acesso ao concerto de Anthony Pateras
Jennifer Lacey debruça-se sobre o seu próprio percurso artístico retomando o solo Skin Mitten para criar Two discussions of an anterior event, peça introspectiva e complexa, situada entre a renovação, o comentário distanciado e a obra nova.
Two discussions of an anterior event, Jennifer Lacey compromete-se em retomar Skin Mitten, um solo que a criadora não dançava há 10 anos. Retomando esta peça, Jennifer Lacey decidiu que o estatuto dos objectos e as acções do espectáculo (vestido de criança que cobre um microfone, natas temperadas num leite concentrado, vaselina que esfrega sobre o seu braço…) não são mais pertinentes nem têm hoje o mesmo sentido. Interpretar uma versão”corrigida” também lhe pareceu inoportuno. Jennifer Lacey começou então a trabalhar numa versão legendada da “ documentação”do espectáculo e da captação vídeo.
A referência aos textos é variada. Oscilam entre o anedótico, um falso recuo histórico-crítico e a actualidade do momento durante o qual ela retoma a dança.
O solo é redançado sem os símbolos da performance. É apresentado ao mesmo tempo que o vídeo e projectado em écran de cinema.
Two discussions of an anterior event situa-se entre o imediatismo da presença física da bailarina e a manifestação da sua identidade “histórica”.
Coreógrafa americana sediada em Paris, Jennifer Lacey é membro da companhia Randy Warshaw em Nova Iorque até 1994.Alimentada pelos seus encontros com outros artistas americanos como Jennifer Monson, DD Dorvillier, John Jasperse, Yvonne Meir ou Ellen Fisher, a coreógrafa começa a partir de 1991 a desenvolver os seus próprios trabalhos coreográficos, apresentados em teatros, festivais e manifestações internacionais, inicialmente nos Estados Unidos e depois na Europa, nomeadamente em França.
O seu trabalho conta com as colaborações privilegiadas dos compositores e artistas sonoros como: Zeena Parkins, Jonathan Bepler e Franz Pomassi e dos artistas visuais como Peter Kogler e Nadia Lauro. Jennifer colabora ainda, na qualidade de coreógrafa e intérprete, nos projectos de criação e nas sessões de trabalho iniciadas por outros criadores: Loїc Touzé, Boris Charmatz, Le Quatuor Knust, Emmanuelle Huynh, Benoît Lachambre, Catherine Contour, Latifa Laâbissi, Alain Buffard e Deborah Hay.
DOMINGO, 4 DE NOVEMBRO
23h00 MÚSICA
Anthony Pateras
Local: Auditório de Serralves
Em "Chasms", o último álbum de Anthony Pateras, o piano é radicalmente reconfigurado numa orquestra de percussão psicoacústica, onde através de ritmos complexos e uma grande intensidade fisica e performativa se possibilita a exploração de novas regiões tímbricas.
Através de meios puramente acústicos, este trabalho enceta uma abordagem performativa que é empática, em termos composicionais, da composição algorítmica e e da nova música contemporânea electrónica.
Em essência, "Chasms" é música electroacústica criada únicamente com piano preparado.
Esta música respeita e intersecta o passado, o presente e o futuro.
Anthony Pateras cruza a composição, improvisação e electrónica em formas e contextos variáveis. O seu trabalho centra-se essencialmente na expansão das possibilidades organizacionais do som através de uma aproximação exploratória ao timbre, à forma e à performance.
Como compositor, o seu trabalho tem sido executado por vários ensembles e orquestras como o Slagwerkgroep Den Haag, Dutch Radio Kammerorkest, Melbourne Symphony, Flux String Quartet e a Los Angeles Philharmonic.
Ao vivo, apresenta-se regularmente na Europa e Australásia com composições para ensembles e orquestra, em piano preparado, no trio Pateras/Baxter/Brown, na voz & electrónica, em duo com Robin Fox, com o quarteto de Hip-Hop mutante Beta Erko ou dirigindo os seus próprios trabalhos de composição musical. Editou numerosos discos, nomeadamente registos de longa duração nas editoras Tzadik, Mego, Synaesthesia e Quecksilber, e escreve também música para filmes.

