A colecção do Museu, que abrange um período que vai de finais da década de sessenta até à actualidade, é constituída por aquisições directas do Museu, obras em depósito do Estado e de coleccionadores privados, bem como doações. Inicia-se simbolicamente em 1968, mas refere-se concretamente aos acontecimentos sócio-culturais da segunda metade da década de sessenta, na qual, a par da consagração da arte pop, se assiste ao lançamento das bases da desmaterialização da obra de arte, ao cruzamento de géneros formais, à utilização do filme, da fotografia e do texto como suportes de projectos conceptuais e ao promover da indistinção entre arte e vida, acompanhado pela agitação de novas ideias políticas e sociais.
Em Portugal estes anos anunciam os experimentalismos dos anos 70, e o início de um diálogo mais informado com experiências internacionais. A colecção de Serralves pretende por isso, a par da atenção ao contexto internacional, representar de modo exaustivo as rupturas acontecidas na arte portuguesa entre meados da década de sessenta e finais da década de 70, dedicando especial atenção à relação dos artistas portugueses com os seus congéneres estrangeiros.
Projecto de Inventariação, Digitalização, Informatização e Divulgação do Acervo da Fundação de Serralves
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