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"AV. DOS BONS AMIGOS" DE RUI CATALÃO
03 OUT 2014
Esta peça começou a formar-se após uma série de visitas que o artista Rui Catalão fez a um amigo da sua geração, que estava internado na ala de oncologia de um Hospital em Lisboa. Catalão testemunhou a progressiva incapacitação física do amigo, que começou a adquirir a aparência de um bebé. Essa imagem completou-se na última vez em que o viu: usava apenas uma fralda.
Através de memórias pessoais, geracionais e da história recente do país, Catalão incorre numa excursão imaginária a temas e procedimentos que nos são comuns, mas que nos habituámos a remeter para a privacidade: o pânico da morte e a relação de medo que estabelecemos com o desconhecido gerada pelas inibições a que sujeitamos o nosso corpo.

Av. dos Bons Amigos
Em Av. Dos Bons Amigos convido os espectadores, dispostos em semi-círculo, a experimentarem o que é "uma hora psicológica”. Através de anedotas e faits divers, memórias pessoais, geracionais e da história recente do país, incorro numa excursão imaginária a temas que nos são comuns, mas que nos habituámos a remeter para a privacidade: o pânico da morte, e como as inibições a que sujeitamos o nosso corpo geram a relação de medo que estabelecemos com o desconhecido. 
Av. Dos Bons Amigos é o meu terceiro solo, e o sexto episódio em que exploro a autobiografia e a memória como matérias ficcionais. Cada uma destas peças são o equivalente cénico ao que na literatura se convencionou chamar bildungsroman (romance de formação). Iniciada com Dentro das palavras (2010), que inclui os quatro primeiros episódios, e continuada em Auto-retrato assistido de Constantin Brâncushi (2011), esta série de "solos acompanhados” é um jogo de contra-cenas com as pessoas que encontro no público. 
Pela forma como me ajudam a desbloquear a memória, a partir a parede invisível que separa o público do palco, esta relação directa com as pessoas na audiência representa um regressar à velha tradição dos contadores de histórias, cujo desempenho era devedor da curiosidade dos ouvintes. 
Rui Catalão

Bilhete normal: 5,00€
Bilhete estudante, maiores de 65 e Amigos de Serralves: 2,50€

O trabalho cénico de Rui Catalão (n. 1971, Cacém) ronda os temas da memória, do acaso, da fragilidade, da transparência, de uma relação interpelativa com o público e de como o ato de contar histórias altera a perceção de um dado corpo. É autor e intérprete dos solos Dentro das palavras (26 espetáculos em Portugal, Roménia e Eslovénia em 2010-11) e Auto-retrato assistido de Constantin Brâncushi (2011). Em 2014 estreou Canções i comentários, e em 2012, Melodrama para 2 atores & um fantasma e Manifesto de Goya (na Noite do Manifesto), os três no Teatro Maria Matos. Fez ainda as peças de grupo Elogio da classe política portuguesa (2004); Domados, ou não (com os alunos da escola Balleteatro na Fundação Serralves, 2011) e escreveu a peça Ester, encenada por 12 companhias de teatro juvenil para o programa Panos 2013, da Culturgest.
Colabora habitualmente com o casal João Galante-Ana Borralho, tendo trabalhado na dramaturgia de Estalo Novo (com a Companhia Maior, 2013), Atlas (2012) e Untitled-still life (2009).
Em 2006-2009 viveu na Roménia, centralizando a sua actividade como dramaturgo e performer no Centrul National al Dansului, em Bucareste; assinou as peças de grupo Atît de frageda, Coada Soricelului, Follow that summer; assinou a dramaturgia para peças de Madalina Dan (Iluzionistele), Mihaela Dancs e Carmen Cotofana (First steps); apresentou as séries de improvisação Acum totsi împreuna e Rui no CNDB; dirigiu workshops de dramaturgia e performance em Bucareste e Cluj.
Em 2009 fez uma residência artística no Teatro Cullberg (Estocolmo); e participou no festival Springdance (Utrecht), onde apresentou o seu dispositivo de cinema-ao-vivo. Trabalhou ainda com João Fiadeiro, Miguel Pereira, Manuel Pelmus, Brynjar Bandlien, Maile Colbert e Eduard Gabia (com quem apresentou How to become invisible no Festival de Avignon, 2011).
No cinema, escreveu os argumentos de O capacete dourado e Morrer como um homem; e foi ator em A cara que mereces, de Miguel Gomes.  Colaborador episódico do suplemento Ípsilon do jornal Público, concebeu e organizou o livro "Anne Teresa De Keersmaeker em Lisboa” (INCM), a convite dos programadores de Artista na Cidade, e é autor de Ingredientes do Mundo Perfeito, sobre o teatro de Tiago Rodrigues.
  • LocalAuditório de Serralves
  • Horário22h00 - 23h00
  • Dias03 OUT 2014
  • Preço€ 5,00
OFICINA DE DRAMATURGIA
04-05 OUT 2014, 10h00-13h00

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