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Corpo, Abstração e Linguagem na Arte Portuguesa – Obras da Secretaria de Estado da Cultura na Coleção de Serralves
de 19 DEZ 2017 a 08 ABR 2018
"Corpo, Abstração e Linguagem na Arte Portuguesa” reúne 30 obras da Coleção da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) em depósito na Fundação de Serralves. A exposição representa, por um lado, os primórdios da constituição da Coleção de Serralves e, por outro, uma perspetiva muito singular sobre a arte produzida em Portugal entre as décadas de 1960–80. As obras escolhidas atestam os diversos níveis de diálogo e confluência formais que os artistas portugueses souberam estabelecer entre si e com o contexto internacional a partir do pós-guerra. Uma das particularidades mais notáveis da arte portuguesa neste longo período de consolidação das práticas artísticas em Portugal foi a relativa indiferença ou o recurso instrumental aos aspetos mais conceptuais e performativos da arte, não obstante alguns artistas se terem dedicado a eles, como Graça Morais, António Palolo e José de Carvalho, ou até terem sido incontornáveis e essenciais em períodos específicos das carreiras de Alberto Carneiro, Ângelo de Sousa e Julião Sarmento. O que esta exposição procura verificar é o modo como a pintura e a escultura enquanto meios resultaram primordiais a todos estes artistas e às suas indagações artísticas e filosóficas.

Quase todos os artistas selecionados para esta mostra estudaram e iniciaram as suas carreiras no difícil ambiente da ditadura portuguesa em que a censura e a repressão política e cívica conduziu vários deles à prisão, caso de Júlio Pomar e de Nikias Skapinakis, ou ao exílio mais ou menos forçado e permanente, como aconteceu com António Dacosta, Jorge Martins e Paula Rego. A partir da segunda metade dos anos 1950, vários dos protagonistas da arte portuguesa do último terço do século XX tiveram a possibilidade de realizar estudos no estrangeiro, quase sempre em Paris ou Londres, com pontuais estadas em Munique ou Nova Iorque, como foi o caso de Lourdes Castro, René Bertholo, João Vieira, Jorge Martins, Alberto Carneiro, Ângelo de Sousa e Eduardo Batarda. Tal permitiu aos artistas desta geração absorverem as pesquisas modernistas desenvolvidas pelos artistas da geração anterior, como Júlio Pomar, Fernando Lanhas, Nikias Skapinakis e Joaquim Rodrigo, articulando-as com os questionamentos plásticos e estéticos que se processavam nos centros artísticos internacionais.

Para estes artistas bem informados acerca dos caminhos da arte europeia e norte-americana na exploração da diluição das fronteiras entre cultura erudita e popular, no interesse pelas diversas manifestações da realidade e da comunicação mediática, na desmaterializaçãodos objetos artísticos, a opção pela pintura e pela escultura foi motivada pelo imperativo de desfazer um regime de imagens dependente da propaganda ideológica do Estado Novo, vinculado à representação dos valores conservadores e populares de uma sociedade que se queria estática, e reelaborar novas formas de ver e imaginar a realidade, consonante com a visão dinâmica de um mundo em transformação.
  • LocalCentro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco
  • Dias 19 DEZ 2017 - 08 ABR 2018

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