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Encontro na exposição "Marwan" com "A Aventura da cabeça do escravo Jaber" de Sa’adallah Wannous (1941-1997)
25 SET 2014
Ao longo do seu percurso artístico, Marwan teceu redes de cumplicidade criativa com vários poetas e dramaturgos, vendo na poesia e no teatro um potencial de expressão política que lhe interessa e à qual a pintura, segundo o próprio, dificilmente chega de forma justa. A literatura é tão importante para Marwan que, se não fosse pintor, Marwan teria escolhido esta via de expressão e criação. É neste contexto que, no dia 25 de Setembro, no espaço das galerias da exposição Marwan e numa parceria com o programa "Leituras no Mosteiro”, do Teatro Nacional de S. João, convidamos o público a partilhar connosco a leitura do texto teatral A Aventura da cabeça do escravo Jaber, do grande dramaturgo sírio Sa’adallah Wannous (1941-1997). A peça A Aventura da cabeça do escravo Jaber  (1969) foi concebida para ser lida fora da sala do teatro, com a participação do público. Wannous, antevendo que os temas da sua obra continuariam atuais, escreveu-a deixando espaços em aberto para que o público, o seu tempo e as suas circunstâncias, participem também na construção do seu texto. O que fará a leitura partilhada deste texto à experiência das pinturas de Marwan?

Acesso: a atividade é gratuita, mediante a aquisição de bilhete para a exposição no valor de 3€ (com os descontos habituais).
Sa’adallah Wannous nasceu em 1941, em Hosain al-Bahr, e morreu no dia 15 de Maio na cidade de Damasco, Síria. Dramaturgo, produtor e crítico, é considerado um dos grandes autores dramáticos do mundo árabe. As suas peças combinam o uso de formas tradicionais da literatura árabes – o conto, em particular – com técnicas dramáticas ocidentais, como a técnica da distanciação, do dramaturgo alemão Bertold Brecht. Wannous licenciou-se em jornalismo pela Universidade do Cairo, prosseguiu os seus estudos em França, onde foi influenciado por várias correntes e escolas de teatro europeu, em particular, por autores de teatro como Jean Anouilh, Brecht, Eugène Ionesco e Erwin Piscator. De regresso à Síria, Wannous trabalhou como editor e crítico para o Ministério da Educação Sírio, foi editor das secções de arte e cultura do jornal Sírio Al-Baath e do jornal libanês As-Safir. No final da década de setenta, ajudou a criar e ensinou no Instituto Superior de Teatro de Damasco. O seu trabalho como autor de peças teatrais começa na década de sessenta, trabalhando o tema da relação entre o indivíduo, a sociedade e o poder. Tendo sido profundamente abalado pelos resultados das guerras Israelo-árabes, nos seus contos e peças iniciais de um só ato, examinou os temas do poder e da corrupção e a necessidade do envolvimento pessoal na vida política. Em 1969, juntamente com um grupo de autores teatrais, Wannous defendeu e acompanhou o surgimento do Festival Árabe de Teatro, em Damasco, seguido por dramaturgos de todo o mundo Árabe. Neste festival, Wannous introduziu o seu "teatro da politização”, em substituição do tradicional "teatro político”, tendo como objetivo promover um papel mais ativo do teatro no processo de mudança social e política. Das suas obras iniciais destacam-se, A viagem de Hanthala ao torpor da Consciência (1978), Uma noite de entretenimento para o dia 5 de Junho (1968), na qual alguns atores eram colocados no meio da audiência para provocar os atores em palco e envolver a audiência no diálogo e O Elefante, O Rei de todos os tempos (1969), uma dramatização dos efeitos do despotismo. Duas outras peças O rei é o rei (1977) e A Aventura da cabeça do escravo Jaber (1969), derivaram de histórias das Mil e Uma Noites. Wannous abandonou a União Árabe de Escritores, da Síria, em apoio ao escritor Adónis (Adunis, pseudónimo de Ali Ahmad Said), que foi expulso da organização pelas suas atitudes liberais em relação a Israel. Em 1982, no rescaldo da invasão israelita de Beirute, Wannous deixou de escrever durante uma década. De regresso à escrita, no início dos anos noventa, escreveu A Violação (1990), uma peça sobre o conflito Israelo-árabe, Fragmentos de História (1994), Rituais de Signos e Transformações (1994) e Miragem Épica (1996). Em 1996, foi selecionado pela UNESCO e pelo Instituto Internacional de Teatro, para apresentar o discurso anual de celebração do Dia Internacional de Teatro (27 de Março).

  • LocalMuseu de Serralves
  • Horário21h00 - 22h00
  • Dias25 SET 2014

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