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FESTA DO OUTONO 2015
27 SET 2015
A 7ª edição desta Festa convida à (re)descoberta de formas de existir com maior ligação à terra, no sentido da construção de uma sociedade mais justa e sustentável, em ambiente de grande festividade. 
Redescubra saberes e práticas ancestrais ligadas à tradição rural, contacte com as raças autóctones de animais domésticos da Quinta e com modos de cuidar de recursos essenciais à vida, como a biodiversidade, a água, o solo e a energia, entre muitos outros temas. 
Oficinas educativas, música, dança, ciência e teatro, farão deste um dia especial!

Acesso: Entrada gratuita

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  • LocalPARQUE DE SERRALVES
  • Horário10h00 - 19h00
  • Dias27 SET 2015
Atividades para todas as idades. Sem marcação prévia, sujeitas à lotação em cada momento nos horários de funcionamento.
Local: Prado e Celeiro
Horário: 10h00-19h00

PLANETA ENERGIA
No Planeta Energia tudo se move ao sabor dos ventos, da água e da imaginação. Caixas desidratadoras, batedeiras solares, fornos de cartão ou aquecedores garrafão, demonstrarão como a Ciência pode responder criativamente a pequenos desafios do dia-a-dia.
Orientação: Mundo Científico

ANIMAIS ARQUITETOS
Vamos conhecer os animais do Parque e as suas improváveis construções na natureza. Onde se refugiam os musaranhos? Quem habita os bugalhos?  Quem construiu microscópicos túneis nas folhas de árvores? Viverão os abelhões no interior das colmeias? Histórias vivas para desvendar que quase parecem pertencer ao imaginário da ficção.
Orientação: Mundo Científico

FARMÁCIA NATURAL
As plantas são utilizadas desde a antiguidade para os mais diversos fins terapêuticos, cosméticos e alimentares. Nesta farmácia natural vamos explorar o universo das plantas medicinais. Tocar, cheirar, identificar e produzir extratos com plantas do Parque serão tarefas para boticários de todas as idades. 
Orientação: Mundo Científico
Participação especial: Rita Roquette – Bloom Sativum
Bloom Sativum: é um projeto que nasceu em 2012 e está sediado no Norte de Portugal. Tem como objetivo a revalorização da flora espontânea portuguesa e das tradições de conexão à natureza. Realizam mensalmente atividades como as Caminhadas de Identificação de Plantas Silvestres, Cursos de Herbalismo Medicinal, Oficinas de Culinária Silvestre e Oficinas Criativas de Reconexão Ecológica.

BRINCATEMPO
Na oficina do Brincatempo vamos construir brinquedos que povoaram a infância de muitas gerações e que se tornaram intemporais. Catavento que apanha o vento, aviões elástico que voam sem parar ou bonecos tão curiosos quanto teimosos na sua postura sempre em pé, farão as delícias de meninos de todas as idades. 
Orientação: Mundo Científico

SABORES DO OUTONO
O outono traz aromas, sons e cores que se confundem no paladar. Raviollis de maçã, queijo fresco adocicado com mel ou lollipops de abóbora polvilhados com especiarias trarão para a ribalta os protagonistas da verdadeira festa do outono no Parque.  
Orientação: Mundo Científico

O CIENTISTA DAS ESTAÇÕES DO ANO
As estações do ano são um apelo ao despertar dos sentidos. Como percecionamos o passar do tempo? As noites frescas, os dias mais pequenos, as mudanças de cor na paisagem, o adormecer lento do turbilhão de vida no Parque; vamos dar um salto ao universo e simular como a Terra se move ao longo do ano. Conseguiremos então desvendar por que ocorrem as estações do ano, os equinócios e os solstícios? Ou por que começam as folhas a revelar cores escondidas quando chegam os dias mais pequenos? Preparado para uma aventura planetária?
Orientação: Mundo Científico

PLANTAR E MINHOCAR
O que será que acontece quando juntamos num vaso especial terra, plantas, minhocas e restos de comida? Vamos descobrir como montar num vaso um ecossistema em miniatura e aprender o que o mantém em equilíbrio. Que truques nos ajudam a poupar água e a manter a fertilidade do solo? Que plantas podemos cultivar? Vamos ainda conhecer as minhocas vermelhas Eisenia foetida e aprender coisas incríveis sobre estes seres vivos - como são, o que comem e como trabalham.
Orientação: Anabela Pereira, Dina Marques, José Pedro Fernandes, Marco Ramos

GALHOS, BICHOS E NOVELOS
Neste outono vamos dar liberdade às nossas mãos para construir figuras com materiais orgânicos – fios de lã, linhos, sedas e outras matérias do Parque de Serralves. Atar, envolver, amarrar, dar pequenos nós, para inventar e criar novos mundos imaginários. 
Orientação: Cristina Camargo, Ivone Almeida, Joana Nascimento, Sofia Santos

ENTRE LINHAS
O que é que há em comum entre um fuso, um bicho-da-seda, uma lançadeira, uma ovelha e uma roca? 
Como se de um casulo se tratasse, em "Entre Linhas” vamos criar uma instalação conjunta cruzando movimentos naturais e ancestrais à medida que a ação de cada um de nós se acrescenta numa enorme estrutura. Afinal, linha a linha se tece uma trama… já dizia o bicho-da-seda!
Orientação: Ana Vieira, Andreia Coutinho, Magda Silva, Rita Faustino

Estamos TRAMAdos!
Vamos criar uma instalação, acrescentando, acumulando e complicando uma trama que invade todo um espaço. Este ganhará uma densidade de linhas que nos obriga a condicionar o movimento do corpo, serpenteando neste lugar labiríntico. Estamos tramados!
Orientação: Paulo Jesus, Raquel Correia, Raquel Sambade, Sónia Borges

PINTURAS DE OUTONO
Ao ar livre e em cavaletes, vamos pintar com tintas coloridas e fazer desenhos com formas reais e imaginárias. Podes imitar o que vês à tua volta, criar garatujas com riscos ou até fazer borrões, mas vamos todos marcar no papel a chegada do outono!
Orientação: Catavento

À VOLTA DA PALHA
Nesta oficina a palha é a rainha das criações para, em família, inventar o que a imaginação propuser: bonecos-brinquedo inspirados nos bichos da Quinta e da Horta, personagens de uma história… Uma viagem ao mundo da criatividade com materiais naturais num ambiente de Festa tradicional.
Orientação: Ana Martins e Carlos Carvalho

CANTINHO DOS INVESTIGADORES 
No âmbito da parceria entre a Fundação de Serralves e o CIBIO-InBIO - Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, o público poderá visitar o "Cantinho dos Investigadores" onde estarão em exposição diversos projetos deste centro de investigação. Daqui partirão, orientados por investigadores especializados um conjunto de percursos exploratórios da fauna e flora do Parque de Serralves. 
Lotação: grupos com um máximo de 25 participantes
Duração: 45 min

AS AVES DE SERRALVES
Orientação: Pedro Andrade
Horário:10h30

DEMONSTRAÇÃO DAS TÉCNICAS UTILIZADAS NO ESTUDO DOS MICROMAMÍFEROS
Orientação: Joana Paupério
Horário:11h00

OS ANFÍBIOS DE SERRALVES
Orientação: Raquel Ribeiro 
Horário: 12h00

OBSERVAÇÃO DE LÍQUENES
Orientação: Cláudia Oliveira
Horário: 14h00

DEMONSTRAÇÃO DAS TÉCNICAS UTILIZADAS NO ESTUDO DOS MORCEGOS 
Orientação: Francisco Amorim, Vanessa Mata
Horário:15h00

OS INSETOS DO OUTONO NO PARQUE
Orientação: José Manuel Grosso-Silva
Horário:16h00

OS COGUMELOS DO OUTONO EM SERRALVES
Orientação: Ricardo Castilho
Horário:17h00

ÁRVORES E ARBUSTOS DO PARQUE
Orientação: Sofia Viegas 
Horário: 18h00

Bzzzoira Moira
Teatro e Marionetas de Mandrágora
As lendas de mouras encantadas e seres fantásticos povoam todo o país. No norte do país conheço de perto, desde criança, algumas histórias que se contam sobre estes locais. Esta é a história sobre um poço negro que dizem esconder um tesouro guardado por uma moura encantada por um feitiço... Durante a noite a jovem chora, enquanto se penteia, mas durante o dia é transformada num animal que afugenta o aguadeiro a caminho do poço, onde vai buscar água... Este é o início de uma extraordinária história. À noite quando percorro as ruas recordo que cada recanto esconde uma lenda, que esconde um mistério, que revela um pouco de nós, da nossa identidade e cultura.
Local: Passeio da Levada
Horários: 12h00, 14h15 e 17h00
Duração: 45 minutos

Cabeça
Filho da Mãe
"Lembro-me de, em miúdo, olhar para o meu tio-avô a tocar guitarra. As unhas encurvadas e amarelas dos cigarros, o cabelo branco e liso, colado à cabeça. Não havia muitas perguntas, o mundo era simples. Na verdade, aquilo que eu via não era um homem encanecido, dobrado sobre si mesmo, a dedilhar, era, isso sim, algo mais evidente, como haveria de perceber mais tarde: a guitarra e o guitarrista eram a mesma música. Mas o nosso crescimento passa pelo arrefecimento do mundo, pela necessidade de o dissecar, de o enfiar no microscópio e em equações de terceiro grau. O mundo começa a ganhar linhas rectas, torna-se geométrico, onde até as lágrimas são uma espécie de matemática. Pitágoras dizia, e os seus seguidores, como aquele de Crotona, repetiam, que a música e a matemática são exactamente a mesma coisa. Uma oitava corresponde precisamente a 1/2 da corda da viola; a terceira nota natural é 1/3 da corda; e a quinta natural é 3/4. E isto é apenas um pequeno exemplo de como as músicas que ouvimos são feitas de matemática, tal como as pedras são feitas de música e os nossos sentimentos são rigorosamente geométricos. É assim que se compreende a música utilizando a razão. Mas, lamentavelmente, não se ouve nada, não se sente nada. Para isso é preciso fazê-lo com o corpo, que, sendo uma espécie de tabuada, não deixa de ser feito de terra e de entender essa linguagem que se escreve com uma pá. Por vezes é preciso um filho da mãe capaz de nos colocar outra vez naquele lugar da infância, naquele espaço antigo, onde a guitarra e o guitarrista eram a mesma música. Melancólico, o filho da mãe, consegue conjugar memórias, partindo de uma base que se repete e que se vai tornando cada vez mais complexa, como os pássaros fazem quando cantam. Os ritmos cruzam-se, para cima e para baixo, como barcos a vencer tempestades, fazendo com que tudo se confunda, os ossos com a pele, o interior com o exterior, a sede com o vinho. Não é só tocar, é escavar os sons e trazê-los para fora da guitarra. E a música, com o seu poder catártico, faz-nos acordar.
Não há arte nenhuma capaz de nos fazer mover, mexer e dançar como faz a música. Para que, no dia do Juízo, os mortos se levantem, serão necessárias trombetas. Ou, sendo menos ortodoxo, guitarras. Um quadro do Rembrandt não atinge os ossos, chega a muitos lugares, mas não faz dançar, não faz bater o pé. Se há alguma coisa capaz de nos fazer levantar, dançar, exultar, de um momento para o outro, é a música. Abre caminho pelas nossas veias, pelos músculos, é feita de carne e fala essa linguagem. Todo o universo se move por causa da música das esferas, por causa dos acordes que Deus tocou no Início, dobrado sobre si mesmo, a dedilhar uma guitarra. Tudo se move por causa de um filho da mãe.
Texto de Afonso Cruz
Local: Prado
Horário: 14h00
Duração: 45 minutos

Princesa Bruxa
Mariana Amorim e Ricardo Alves | uma coprodução Ovo Alado e Esquiva Companhia de Dança
Uma princesa foi condenada a dançar para uma árvore até que ela floresça. E durante todo o dia dança para a árvore morta. A árvore parece querer florir outra vez, mas durante a noite a princesa transforma-se numa bruxa que dança toda a noite fazendo com que a árvore volte a murchar.
Texto e encenação de Ricardo Alves
Coreografia e interpretação de Mariana Amorim
Músicas de Lufa-Lufa (Carlos Adolfo e Ricardo Rocha)
Adereços de Sandra Neves
Figurinos de Inês Mariana Moitas
Voz off de Ivo Bastos
Local: Clareira da Presa
Horários: 11h00 e 15h00
Duração: 40 minutos

Na Rua
Útero – Associação Cultural 
"Na Rua” é um espetáculo pensado para o espaço público. "Apanhar” as pessoas que se deslocam de manhã cedo para o trabalho e que ao fim do dia fazem a mesma coisa em sentido inverso, todos os dias da semana. Todas as pessoas que habitam nos limites da cidade e que entram e saem para trabalhar sem nunca usufruir das possibilidades que uma cidade oferece. Interromper esse percurso por dois ou três minutos. O objeto é um "pequeno teatro” onde um performer e um espectador desenvolvem uma relação íntima ao longo desses breves minutos. Objeto oval de ferro com um envolvimento em acrílico e com duas entradas para a cabeça de um performer e um espectador. As cores garridas fazem prever uma situação divertida e de lazer. É esse contraste entre essa expetativa e a história escrita por José Luis Peixoto que é contada. Uma história curta com um grande poder dramático e de reflexão sobre o espaço público. Estreamos às 7 da manhã no Cais de Sodré, em Lisboa. Assim, as primeiras sessões foram feitas às primeiras horas do dia, quando milhares de pessoas entram na cidade para trabalhar. O espetáculo acabou por ter uma grande aceitação e isso fez com que fosse apresentado em vários centros culturais (e assim já sem a tensão de ser feito na rua). Achámos que devia continuar a  manter os objetivo de interromper as pessoas que passam por breves minutos e pensámos ter algo semelhante também para as crianças. Recentemente fizemos um workshop onde cada participante se confrontava com esta situação na rua, com um texto criado por si.
Direção - Miguel Moreira
Interpretação: André Santos, Catarina Barbosa, Catarina Félix, Diana Coelho, Flávio Rodrigues, Mara Andrade, Miguel Moreira, Tânia Diniz
Texto - José Luís Peixoto
Cenografia - Jorge Moreira
Objeto Construído - Leonel e Bicho
Local: Prado, Clareira da Presa, junto aos Estábulos
Horários: 10h30-12h30, 13h00-15h00, 15h30-17h30

Microglobo
Teatro mais pequeno do mundo 
Há quatrocentos anos atrás o Teatro Globo de William Shakespeare estava no seu auge. Milhares de espectadores, de todos os grupos sociais londrinos, vinham assistir a espetáculos como Hamlet, Sonho de uma Noite de Verão, Romeu e Julieta ou a Tempestade. 
O que poucos sabem é que o grande bardo tinha um segundo teatro, muito mais pequeno que o Globo de Londres e conhecido como o Pequeno Globo. Este era na verdade um teatro ambulante que ia de feira em feira pela Inglaterra, mas também pela Europa fora. Tinha tudo que o grande Globo tinha, mas em ponto pequeno. Era na verdade um laboratório onde Shakespeare experimentava as suas últimas criações perante o público popular das feiras e das praças. 
Através de um estudo exaustivo de documentos e artefactos, encontrados um pouco por todo velho continente, a equipa do Teatro Mais Pequeno do Mundo, reconstruiu este pequeno teatro batizando-o de MicroGlobo. 
A reconstrução do MicroGlobo passa não só pela estrutura física do pequeno teatro numa carroça, mas pela reconstrução de alguns das dezenas de micro-espetáculos apresentados no século XVII. 
Poucos sabem ainda que Shakespeare, além de grande poeta do palco, tinha uma costela amorosa bastante ativa. E que uma das razões para viajar tanto pelo mundo foi pelo contacto que lhe permitia com as donzelas dos países por onde foi passando com o seu pequeno teatro. 
Uma verdade, hoje incontornável, é que William deixou descendência um pouco por todo lado. Os cinco artistas deste novo MicroGlobo do século XXI são todos descendentes do grande mestre do teatro inglês e, seguindo as pegadas do seu ilustre antecessor, convidam a entrar no MicroGlobo e a deliciar-se com as pequenas pérolas teatrais que apresentam.
E são estes descendentes, que seguindo as pegadas do seu ilustre antecessor convidam a entrar no MicroGlobo e para se deliciar com as pequenas pérolas teatrais que apresentam para o seu prazer e em honra do pai de todo teatro moderno, William Shakespeare. 
Local: Encosta das Aromáticas 
Horário: 10h30 e 14h30
Duração: 120 minutos

Pierre Bastien– a performative dj set
Pierre Bastien 
Pierre Bastien trará ao Parque de Serralves oito instrumentos musicais africanos e sul-americanos, todos parte integrante da sua coleção pessoal. Os instrumentos serão tocados mecanicamente através de mecanismos caseiros: algumas estruturas feitas de peças Meccano e ativadas por motores elétricos. Estes introduzirão uma seleção de peças musicais da biblioteca de média do Musée du Quai Branly, em Paris. O objetivo é o de ter o instrumento de cada peça gravada a tocar em frente aos ouvintes. Uma exceção: o antigo chifre Oeste africano introduzirá um conjunto do Uganda.
Com agradecimentos especiais ao Musée du Quai Branly e Les Siestes Electroniques. 
Local: Palco Prado
Horário: 16h00
Duração: 50 minutos

Afrobaile
Celeste/Mariposa
Os Celeste/Mariposa são um coletivo (e recente editora discográfica) lisboeta representado em palco por Wilson Vilares e Francisco Sousa, que pretende dar a conhecer o tremendo património musical dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), muito do qual gravado em Lisboa dos anos 70 até hoje. É, em grande parte, musica de ligação forte com a cultura portuguesa, mas que por razões políticas foi quase totalmente ignorada até hoje, pelos próprios portugueses. Com uma coleção de discos dos PALOP internacionalmente reconhecida, os Celeste/Mariposa trazem a Serralves o seu Afro-Baile, que se tem afirmado em Lisboa como uma força cultural crescente, mas também fora de portas com quatro tours europeias (duas delas em 2015). O Afro-baile é uma celebração sem limites das fantásticas sonoridades dos 5 PALOP, da marrabenta de Moçambique ao gumbé da Guiné-Bissau, passando pelo funaná de Cabo Verde, o Socopé de S. Tomé e Príncipe ou o semba e rebita de Angola. Dito em Luanda: "Não vale a pena parar. Puxa!"
Um fim de Festa relaxado, divertido e alegre para "por a mexer" todas as idades.
Local: Prado
Horário: 18h00
Duração: 60 minutos

MANUFATURA: SABER-FAZER
Escalas mais reduzidas de produção permitem tirar partido de matérias-primas e recursos humanos locais, estimulando o desenvolvimento de economias de proximidade. Estas, mais pequenas e locais, dão controlo ao indivíduo estimulando o empreendedorismo, as relações colaborativas e reduzindo a dependência económica de movimentos económicos de grande escala. As pequenas e médias escalas de produção são também aquelas através das quais se criam produtos de grande valor acrescentado que competem no mercado global não pelo preço, mas antes pela qualidade e diferenciação. Estas duas oficinas experimentais com exposição de materiais e técnicas abordam estas temáticas, a partir dos casos práticos da lã e da cestaria, de forma a tornar a informação acessível, apetecível e experimentável por todos os públicos.
Conceção e coordenação: Alice Bernardo
Horário: 10h00-19h00

Experimentação Têxtil
O visitante poderá conhecer, experimentar e aprender sobre os processos que transformam a fibra em tecido, desde a fiação até à tecelagem. 
A matéria prima utilizada será a lã, já que é a mais acessível em termos de aprendizagem para o público indiferenciado que é típico da Festa de Outono (crianças pequenas, jovens, adultos, pessoas com mais experiência).
Teremos amostras de lãs para ver e sentir, cardação, fiação com fuso manual (introdução à técnica de fiação com fuso de suspensão e fuso português), fiação com rodas de fiar e tecelagem em diferentes teares (4 teares).
Sendo que este ano é permitida a venda de material, serão disponibilizados objectos relacionados com o tema - matérias-primas, ferramentas, produtos mais finalizados, manuais técnicos. Desta forma, caso alguém fique interessado pela actividade que experimentou/viu, poderá levá-la para casa.

Experimentação Cestaria
Cada participante poderá construir um cesto de vime do início ao fim, aprendendo as técnicas básicas e utilizando as ferramentas e materiais próprios deste ofício. 
Cada cesteiro orientará 6 pessoas de cada vez, que começarão e terminarão uma peça, dando lugar à próxima apenas quando a anterior terminar.

As 47 raças autóctones nacionais são o resultado de um processo milenar de elevado grau de adaptação a condições ambientais, por vezes extremas, que lhes permite uma utilização eficiente dos recursos disponíveis. Estas raças, parte integrante do património histórico e cultural do País, contribuem para a manutenção de sistemas de produção sustentáveis num perfeito enquadramento com o ecossistema. A sua associação a produtos tradicionais de qualidade traduz-se num potencial de valorização económica com um importante papel na fixação das populações nos meios rurais. 

A RAÇA BARROSÃ
AMIBA (ASSOCIAÇÃO DE CRIADORES DE BOVINOS DA RAÇA BARROSÃ)
A AMIBA, Associação de Criadores de Bovinos da Raça Barrosã, é a entidade responsável pelo programa de conservação e melhoramento da raça  Barrosã, uma raça bovina autóctone portuguesa considerada como em risco de extinção. A presença desta raça de bovinos visa dar a conhecer o património genético nacional e divulgar o trabalho desenvolvido pela AMIBA, que representa, para além desta raça autóctone, as raças ovinas Bordaleira de Entre Douro e Minho e Churra do Minho e as quatro raças  autóctones existentes em Portugal de galinhas: raça Branca, raça Amarela, raça Preta Lusitânica e raça Pedrês Portuguesa.
Com o objetivo de divulgar e promover a Raça Barrosã convidamos o público a visitar o Picadeiro da Quinta de Serralves, onde poderão contactar com quatro bovinos da raça Barrosã - um touro, uma vaca com uma cria e uma  novilha - e obter informação relativa às vantagens das raças autóctones relativamente às exóticas, bem como conhecer as suas especificidades.
Local: Picadeiro
Horários: 10h00—13h00; 15h00—19h00

O BURRO DE MIRANDA
AEPGA (ASSOCIAÇÃO PARA O ESTUDO E PROTEÇÃO DO GADO ASININO)
O Burro de Miranda teve, durante muito tempo, um enorme valor e utilidade como animal de sela, de apoio nos trabalhos agrícolas e no transporte. A sua utilidade nestas áreas diminuiu com o avançar da mecanização agrícola, êxodo rural e o abandono das práticas agrícolas tradicionais. No entanto, esta raça autóctone é detentora de um património genético, ecológico e cultural único no nosso país. O objetivo desta atividade é levar o maior número de pessoas a fascinar-se pelo Burro e a compreender a sua importância social, cultural, económica e ecológica.
Local: Passeio da Levada
Horários: 10h30, 11h30, 12h30; 14h30, 15h30, 16h30, 17h30
Duração: 30 minutos
Lotação: 16 participantes por sessão

O GARRANO DO GERÊS
CENTRO HÍPICO DO PORTO E MATOSINHOS
O cavalo garrano é o mais antigo das raças portuguesas. É uma raça protegida devido ao risco de extinção que esteve sujeita até há poucos anos. Com o objetivo de promover o cavalo Garrano na equitação, a Escola de Equitação do Centro Hípico do Porto e Matosinhos estará presente na Festa do Outono, aproveitando assim para divulgar os benefícios desta modalidade que é desporto, arte e terapia. Em parceria com a Fundação de Serralves, a Escola promove cursos de iniciação à Equitação, marcando assim o regresso desta modalidade à Quinta nas férias de verão.
Local: Picadeiro
Horários: 10h00—13h00; 15h00—19h00

BioQuiz
O BioQuiz revitaliza o tradicional jogo de Quiz - um jogo de perguntas e respostas – adotando como tema a Biodiversidade. O público é convidado a testar os seus conhecimentos em família, respondendo perante imagens apelativas, sons surpreendentes e mesmo a algumas perguntas com componente olfativa! Cada sessão de BioQuiz é composta por um conjunto de 20 perguntas com duração de cerca de 40min. Os Jogos realizar-se-ão na Cabana, um espaço especial na Quinta de Serralves. Diversão e conhecimento para toda a família.
Conceção e Orientação: A conceção das perguntas, todas com resposta de escolha múltipla, foi efetuada pela equipa Serralves 360º com a colaboração de investigadores do CIBIO-InBIO. Serralves 360º é um projeto de colaboração FS-CIBIO-FCT para a divulgação de ciência em Serralves.
Horário: 11h00; 12h00; 15h00; 16h00; 17h00; 18h00
Lotação: limitada ao espaço disponível

"O Parque em Macro II”
Esta exposição renova a oportunidade de ver o Parque de Serralves para além do que naturalmente se consegue observar a olho nu. 
A macrofotografia, que tem o propósito de captar detalhes de pequenos objetos ou de pequenos seres vivos, muitas vezes invisíveis à vista desarmada, é a técnica utilizada para esta mostra de imagens em grande formato. A fauna e a flora do Parque são evidenciadas num universo imenso e pouco explorado, causando a admiração e o deslumbre do público por este outro mundo escondido que também nos rodeia.
O Parque de Serralves, classificado como Monumento Nacional desde 2012, e, recentemente reconhecido na publicação The Gardener’s Garden, da editora Phaidon, como um dos 250 jardins dos mais notáveis do mundo, oferece ao público com esta exposição um motivo adicional para uma fruição prolongada deste espaço singular.
A exposição integrará novamente as imagens vencedoras do concurso lançado ao público para captar o "seu” Parque em macro.
Comissariado: João Almeida
Local: Caminho do Prado

"Histórias" - TENHO 25 ANOS (2014 - 2015) - PROJETO INTERGERACIONAL
O projeto intergeracional "Tenho 25 anos", fruto de uma parceria entre a Fundação de Serralves e a Câmara Municipal do Porto, conclui, com a presente exposição, a sua quarta edição. Envolveu, nesta edição, séniores do Centro de Dia do Bom Pastor (Cruz Vermelha) e jovens do Centro António Cândido, no pressuposto de que a interação intergeracional contribui decisivamente para a saúde e o equilíbrio em todas as idades e de que o bem-estar é uma construção permanente, para a qual o lúdico e a criatividade contribuem de forma privilegiada. Um jogo de papéis situado num "aqui" e num "agora" imaginários, em que todos se assumem como adultos com 25 anos, mais uma vez enquadrou as atividades. O tema - Histórias - remete para a ideia de que somos narrativas em construção, as histórias (e as estórias) que nos contam, que contamos, criamos e/ou recriamos. Com elas aprendemos, crescemos e renovamos. Com elas nos construímos a nós, aos outros e ao mundo em que vivemos. 
Local: Lagar

Pátio da Nogueira
10h-19h

Feira de Produtos Biológicos
Muitas propostas saborosas e saudáveis de produtos frescos ligados a um modo de vida mais consciente e saudável. 

Feira da Festa
Uma variedade de produtos, jogos e merchandising, assim como livros relacionados com a temática do Parque de Serralves.

JUNTE-SE A NÓS!

1. Encontre-nos no Pátio da Nogueira
2. Responda a 2 perguntas sobre Serralves
3. Por cada resposta certa oferecemos-lhe 10% de desconto na adesão ao cartão de Amigo.

Acesso
O acesso é gratuito e realiza-se pelos portões da Avenida Marechal Gomes da Costa e Rua Bartolomeu Velho 141.

Pulseiras identificativas
Para contribuir para uma maior segurança serão disponibilizadas pulseiras identificativas para colocar no pulso das crianças. São distribuídas por voluntários nas entradas do evento e devem ser preenchidas com o nome da criança, do responsável e o respetivo contacto telefónico.

Programação
Por motivos imprevistos, o programa poderá estar sujeito a alterações.

Este evento conta com o apoio de voluntários, devidamente identificados, que poderão ajudá-lo a usufruir das várias atividades e serviços que propomos
para esta Festa.

Encontram-se encerradas as incrições para o voluntariado na festa do outono.
Qualquer dúvida ou pedido de informação por favor enviar correio eletrónico para voluntariadoserralves@serralves.pt, a que responderemos com a maior brevidade possível.

Associação de Criadores de Bovinos da Raça Barrosã (AMIBA)
Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA)
Câmara Municipal do Porto
Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO)
Centro Hípico do Porto e Matosinhos
Diretora Geral: Odete Patrício
Diretora do MuseuSuzanne Cotter
Diretor do Parque: João Almeida
Diretor de Recursos e Projectos EspeciaisHugo Neto
Diretor de Comercial, Desenvolvimento e Comunicação: Miguel Rangel
Diretora Administrativa e FinanceiraSofia Castro

Programação
Serviço EducativoElisabete Alves, Liliana Coutinho
Coordenação da ProduçãoMarina Freitas
ConsultoriaGiacomo Scalisi
Produção e Montagem: Ana Rocha, Anabela Silva, António Rocha, Augusto Alves, Augusto Sousa, Carla Almeida, Carlota Carqueja, Cristina Lapa, Diana Cruz, Hugo Viana, Júlio Fonseca, Luciana Pereira, Manuel Alves, Manuel Pinto, Miguel Pinheiro, Paula Gouveia
Serviço de Artes PerformativasCristina Grande, Pedro Rocha
SomNuno Aragão
VídeoCarla Pinto

Ser Amigo faz a diferença.
Junte-se a nós! 

MoradaRua D. João de Castro, 210
4150-417 Porto Portugal
Latitude 41º 9'35.40"N
Longitude 8º39'35.35ºW
CONTACTE-NOS 226156500
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