Facebook Linkedin Twitter
#
CONTACTE-NOS
(+351) 226 156 500
FROM COLLECTIONS TO ARCHITECTURAL MUSEUMS: REFLECTIONS ON THE FUTURE MUSEUM(S) OF ARCHITECTURE IN PORTUGAL
08 SET 2016
Não há registo de que maquetes ou desenhos de edifícios fossem já itens de colecionador na Antiguidade. As primeiras representações de arquitetura sobreviventes são na forma de pequenas esculturas. Na Idade Média, criaram-se gabinetes em que os objetos de arte e curiosidades eram preservados; e as representações arquitetónicas eram geralmente de natureza simbólica. Até ao início do século XIV apenas os documentos originais e representações de arquitetura Clássica eram considerados dignos de coleção. Com a imprensa, livros e gravuras desempenharam um papel importante na divulgação e recolha de representações arquitetónicas. Ilustrações e catálogos ajudaram a difundir o conhecimento da arquitetura e serviram como modelos para o ensino até ao final do século XIX, que testemunhou a ascensão da exposição do edifício, com a apresentação de maquetes de grande escala.
As coleções de artefactos arquitetónicos já existem desde a época Barroca, mas só em 1934 foi fundado o primeiro museu dedicado estritamente à arquitetura, o Museu Schusev em Moscovo. No início da década de 1980, com o advento do pós-modernismo, um novo interesse na dimensão estética dos registos arquitetónicos começou a manifestar-se, e os museus de arquitetura começaram a surgir um pouco por toda a Europa. Os museus de arquitetura existem para documentar não só os projetos construídos, mas também as utopias e experiências devem ter o seu lugar lá. As coleções de arquitetura podem invocar e resgatar o que está em perigo de se perder e/ou desenvolver o pensamento crítico. 
Através do desejo de permanecer atual e preservar tantos documentos arquitetónicos quanto possível, um grande número de objetos inevitavelmente irão desaparecer. O que é que, então, vale a pena preservar e o que não?
Portugal é um dos raros países da Europa onde não existe um museu nacional para esta disciplina. O que não significa que não se trabalhe nesse projeto, em diferentes lugares e com diferentes ambições. Após a Expo’98 em Lisboa destaca-se um artigo escrito pela arquiteta Ana Tostões intitulado "7 razões para a criação do Museu Português de Arquitetura”. Em 2001 surgiu um estudo prévio para um museu de arquitetura de Lisboa realizado pelos arquitetos Aires Mateus, encomendado pela Câmara Municipal. Em 2004, emergiu a hipótese do Pavilhão de Portugal, desenhado pelo arquiteto Álvaro Siza. Em 2005, o mesmo arquiteto realizou o projeto para a Casa da Arquitetura (CA) em Matosinhos, a convite da autarquia, que aspirava em transformar-se na referência nacional para o setor. Até que em 2009 abriu ao público, na antiga casa de família de Álvaro Siza, onde foi instalado o Centro de Documentação deste arquiteto. Entretanto o projeto inicial das instalações futuras da CA foi posto de parte, estando obras em curso para instalação na antiga fábrica da Real Companhia Vinícola com inauguração prevista para abril de 2017. Outras instituições a destacar são a Fundação Instituto Marques da Silva, criada em 1994 (passou a fundação em 2009), pertencente à Universidade do Porto, que continua a recolher acervos e arquivos de alguns nomes fundamentais da arquitetura na cidade, e o Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA), criado em 1992, com sede no Forte de Sacavém, e que detém o mais extenso arquivo português do sector. Em 2015 surgiu a notícia da criação do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia em Lisboa, da Fundação EDP, com inauguração prevista para o início de outubro deste ano.
É com expectativa que se enfrenta o futuro da museologia da arquitetura em Portugal, e para o qual esperamos contribuir com este ciclo de conferências, para um maior esclarecimento e debate do estado da arte das coleções e Museus de Arquitetura com algumas das instituições de referência na área e o futuro do(s) futuro(s) Museu(s) de Arquitetura em Portugal. A esta questão junta-se o mediatizado destino tripartido do arquivo de Álvaro Siza, entre a Fundação Calouste Gulbenkian, Serralves e o Canadian Centre for Architecture (CCA).
Qual a experiência e perspetiva daqueles que diariamente lidam e trabalham em Museus de Arquitetura e que aprendizagens podem ser adoptadas no panorama nacional?

Esta é a 2ª sessão do ciclo de conferências internacional "From Collections to Architectural Museums: Reflections on the Future Museum(s) of Architecture in Portugal" iniciado em janeiro de 2016, na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, e que agora encerra em Serralves, no Porto.

Acesso: gratuito mediante inscrição prévia para o email info@contentoreconteudo.pt


  • LocalBiblioteca de Serralves
  • Horário18h00 - 20h30
  • Dias08 SET 2016
18h00
Sessão de abertura

18h15
Reborning & development/ Schusev State Museum of Architecture - Irina Korobina

18h45
A coleção de arquitetura do Musée national d'art moderne/ Centre Pompidou. Constituição, conservação, valorização - Valentina Moimas

19h15
O Sistema de Informação para o Património Arquitetónico da DGPC - Rui Ferreira da Silva

19h45
Debate 
Moderação: Vasco Martins Costa - engenheiro, ex-Diretor da DGEMN e consultor de Serralves para o arquivo do arquiteto Álvaro Siza

Diretora do Schusev State Museum of Architecture (Rússia).
Doutorada em Arquitetura, académica da International Academy of Architecture, conselheira da Academia Russa de Arquitetura e Ciências da Construção, membro do Conselho Consultivo do Instituto de Arquitetura de Barcelona, membro do Confluence Board (França), membro da União dos Arquitetos de Moscovo. Formada no Instituto de Arquitetura de Moscovo.
Em 1992 - 2001 Irina fundou e dirigiu a "Architectural Gallery", organização cultural sem fins lucrativos envolvida em questões de arquitetura. Entre 1998 - 2002 ela foi autora e produtora do programa de TV semanal "Architectural Gallery", o primeiro programa de TV profissional sobre arquitetura, urbanismo e património no canal de televisão Russian TV. Em 2001, Irina fundou o C: CA / Center of Contemporary Architecture, a organização não-governamental cuja atividade é a criação de informação e ambiente cultural para promoção da arquitetura atual e dirige-a até agora. C: CA é um ponto de referência entre o mundo da arquitetura Russa e a comunidade arquitetónica externa, promovendo debates, conferências, workshops e seminários. Ela foi curadora de inúmeras exposições Russas e internacionais, incluindo o projeto Russo no pavilhão Italiano na IX Bienal de Veneza e a instalação de vídeo para o Pavilhão da Rússia na XI Bienal de Veneza. Ela é autora de cerca de 30 documentários de TV e filmes dedicados à arquitetura. O assunto espacial da sua atenção é o problema da proteção do património Vanguardista. Irina é autora de alguns livros, bem como uma grande quantidade de publicações críticas dedicadas à arquitetura, património e desenvolvimento urbano. Desde 2010 Irina é a Diretora do Schusev State Museum of Architecture.

Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com pós graduações em Biblioteca e Documentação (Faculdade de Letras|UL) e História Contemporânea de Portugal – Séc. XX (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas- UNL). 
Iniciou a sua atividade profissional no Instituto Nacional de Estatística, tendo, a partir de 1987, desempenhado funções no Instituto Português do Livro e das Bibliotecas e Direccção-Geral das Artes. Foi chefe de Divisão de Estudos e Documentação no Instituto de José de Figueiredo (1996-2000), e chefe de Divisão de Documentação e Divulgação no Instituto Português de Conservação e Restauro (2000-2006) e do Instituto dos Museus e da Conservação (2006-2012). Entre 2012 e 2014 foi coordenador da área de Arquivos, Bibliotecas e Documentação da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC). Atualmente é chefe da Divisão de Documentação, Comunicação e Informática da DGPC.
Neste âmbito, entre outros projetos, foi responsável pela gestão de sistemas de informação no IJF e IPCR; coordenou as áreas de comunicação e divulgação, criando a página Web do IPCR, a página Web do IMC, apoiando a atividade editorial e organizando eventos de âmbito nacional e internacional no IPCR e IMC. Foi igualmente responsável pelo desenvolvimento de projetos na área da gestão de informação, nomeadamente o tratamento, descrição e digitalização do Arquivo Fotográfico e Radiográfico de conservação e restauro e o projeto restauro.pt – Sistema integrado de bases de dados de Conservação e Restauro.
Foi membro da Direção da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD). 
Participou em congressos e eventos nacionais e internacionais nas áreas da conservação e restauro do património, sistemas de informação e documentação, marketing e comunicação cultural, tendo apresentado diversas comunicações.
Tem trabalhos publicados em monografias e publicações periódicas nas áreas da história contemporânea e do património cultural.
Foi louvado pela participação no processo de reestruturação orgânica do Ministério da Cultura (2006).


Arquiteta e historiadora de arquitetura.
Estudou arquitetura no Instituto de Arquitetura de Veneza
Graduada em arquitetura DPLG na Escola de Arquitetura de Paris La Villette
DEA em História da arquitetura moderna e contemporânea, na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne.

Trabalha no departamento de arquitetura do Museu nacional de arte moderna/ Centro Pompidou desde 2007.
Encarregada principalmente das aquisições para a América Central e do Sul, Espanha e Portugal.

Curadora das salas temáticas do Museu:
"Architectures gonflables", 2008
"Paulo Mendes da Rocha", 2011.
"Tatiana Bilbao", 2011-2012.
"MBM Arquitectes", 2012.
"Eduardo Souto de Moura", 2013
"Architectures d’Amérique Latine", 2013-2014
"Tadao Ando", 2014
"Ruptures e permanences", 2015. Aquisições recentes: Aires Mateus, Elemental-Aravena, Dellekamp-Montiel, Aldrete, Triptyque, Estudio America, Rocha, BNKR, Arroyo, Langarita-Navarro, Mazzanti, Christ & Gantenbein, arquitetos HHF architects, amid.cero9, Ai Weiwei.

Curadora adjunta para a exposição "Dominique Perrault", Centro Pompidou, 2008.
Co-curadora da exposição "Architectures Parisiennes 1950-2015" Centro Pompidou Málaga, inauguração 1 de dezembro de 2016.

Professora na Escola nacional superior de arquitetura de Paris la Villette, desde 1997.

Curso "Penser la ville, penser l’architecture", 1997 - 2002
Curso de projeto "Architecture, ville, urbanité" 3º ciclo, 2002-2006
Curso de projeto "Édifice et espaces urbains : enjeux et échelles de projet" Master 2, desde 2006.
Enquadramento de memórias, direcção de projetos de fim de ciclo de estudos (TFE), estágios e júri de graduação.


Ser Amigo faz a diferença.
Junte-se a nós! 

MoradaRua D. João de Castro, 210
4150-417 Porto Portugal
Latitude 41º 9'35.40"N
Longitude 8º39'35.35ºW
CONTACTE-NOS 226156500
SIGA-NOS
Serralves