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Lançamento do livro "Lisboa, Cidade Triste e Alegre" de Victor Palla e Costa Martins
17 DEZ 2015
Com presença especial de Teresa Siza e Álvaro Domingues e dos editores editores José Pedro Cortes e André Príncipe.

"Lisboa, Cidade Triste e Alegre” de Victor Palla e Costa Martins, é o mais importante photobook português, editado pela primeira vez em 1959 em sete fascículos subscritos. Em 2009, a editora Pierre von Kleist editions voltou a reeditar o livro, celebrando o 50º aniversário da publicação original. Depois do enorme sucesso nacional e internacional desta reedição, o livro volta novamente a estar disponível. Esta nova edição foi feita à total semelhança da primeira, incluindo ainda um suplemento com uma nova introdução do crítico inglês Gerry Badger.
A apresentação do livro será centrada fundamentalmente no contexto da arquitetura, e na Escola de Arquitectura do Porto em particular, local onde estudaram os dois autores.
Na mesa de apresentação estarão os convidados Teresa Siza e Álvaro Domingues, juntamente com os editores José Pedro Cortes e André Príncipe.

Desconto de 10% no dia do lançamento.

Sinopse
‘Lisboa, Cidade Triste e Alegre’ da dupla de arquitetos-fotógrafos Victor Palla (1922-2006) e Costa Martins (1922-1996), originalmente publicado em 1959, em 7 fascículos subscritos, é uma sinfonia visual sobre a Lisboa dos anos 50, mostrando a cidade nos seus diferentes aspetos.
O livro reúne cerca de 200 fotografias, que os autores paginaram em estreita relação com excertos de poesia da autoria de Fernando Pessoa (et Álvaro de Campos, Ricardo Reis), António Botto, Almada Negreiros, Camilo Pessanha, Mário de Sá-Carneiro, Alberto de Serpa, Cesário Verde, Gil Vicente, e inéditos de Eugénio de Andrade, David Mourão-Ferreira, Alexandre O'Neill, Jorge de Sena, entre outros nomes da cena literária portuguesa de então, com destaque ainda para o texto de abertura de José Rodrigues Miguéis.
"Este livro levou três anos a preparar. Cerca de seis mil clichés foram o resultado da tarefa a que os autores se votaram, tarefa que é um tributo de amor à cidade em que ambos nasceram e vivem. E dessas seis mil fotografias, foram escolhidas cerca de duzentas para formarem o conjunto desta obra. Sem dúvida existem belas fotografias de Lisboa, da Lisboa pitoresca e monumental. Mas este álbum é diferente: não se trata de um simples inventário ou reportagem documental e muito menos duma coleção de "bonitas” provas isoladas. As fotografias que compõem o volume, afastando-se tanto quanto é possível daquilo que se entende por fotografia de "salon”, são antes o retrato da Lisboa humana e viva através dos seus habitantes — de dia, de noite, nos seus bairros, na Baixa, no Tejo — revelação ora alegre ora triste, mas sempre terna e sentida, da vida duma cidade." 
Victor Palla e Costa Martins
É um livro graficamente exuberante. As páginas com metade do tamanho, as duplas páginas com margem de recorte, os encartes, as fotografias com cores impressas litograficamente criam um caleidoscópio de impressões que combinam com a agitação e confusão da própria experiência citadina. É um livro feito como um filme, em movimento. Pela primeira vez, as fotografias foram feitas com o objetivo de servir o livro e são fluídas e rápidas, valorizando a crueza do que é espontâneo acima do estudado e tecnicamente perfeito. Retrata uma Lisboa vulgar, maioritariamente proletária, e até mesmo desmazelada, que o governo de Salazar desejava ignorar.
Representou o nascimento de uma fotografia portuguesa verdadeiramente modernista.
Depois da primeira edição, o livro foi praticamente esquecido, até que, em 1982, António Sena o retirou da sombra através da exposição Lisboa e Tejo e Tudo, na galeria Ether. Nessa altura, juntaram-se muitos dos fascículos que continuavam por encadernar e fizeram-se cerca de 200 cópias. A reputação internacional do livro surgiria depois, associada à sua inclusão em 'The Photobook: A History, Vol. 1', de Gerry Badger e Martin Parr que o descrevem assim: "Lisboa, Cidade Triste e Alegre é particularmente notável pelo uso de ideias gráficas desenvolvidas por fotógrafos como William Klein ou Ed van der Elsken, criando um livro vibrante, com uma sequência cinemática".
A Pierre von Kleist editions é uma editora portuguesa de livros de fotografia fundada por André Príncipe e José Pedro Cortes, tendo já 20 livros publicados.

Teresa Siza (Matosinhos, 1948) é historiadora e fotógrafa, licenciada em Filosofia. Foi diretora do Curso Superior de Fotografia da Cooperativa Árvore, entre 1997 e 2007 foi diretora e criadora do Centro Português de Fotografia, instalado na Cadeia da Relação do Porto.

Álvaro Domingues (Melgaço, 1959) é geógrafo, doutorado em Geografia Humana pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1994. Desde 1999 é
docente do mestrado integrado e do curso de doutoramento. É também membro do Conselho Científico. Como investigador do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da FAUP, tem desenvolvido uma actividade regular de investigação e publicação no âmbito de projectos com a Fundação Calouste Gulbenkian, com a Fundação Ciência e Tecnologia, com a CCDR-N, CCDR-C, com a Xunta da Galiza, com a Escola Técnica Superior de Arquitectura da Coruña, com a Erasmus Iniversity of Rotterdam-EURICUR, com o Club Ville Aménagement – Paris; com o CCCB,
Barcelona, com a Universidade Tècnica de Barcelona-Arquitectura, com a Universidade de Granada – Planeamento e Urbanismo, com as Universidade Federal de S. Paulo e do Rio de Janeiro-Brasil, com as Universidades do Minho e Coimbra, com os municípios de Guimarães e Porto, com a Ordem dos Arquitectos, com a Fundação de Serralves e a Fundação da Juventude, entre outros. No CEAU-FAUP a sua actividade centra-se na Geografia Humana, Paisagem, Urbanismo e Políticas Urbanas, quer em termos de investigação, quer em termos de assessoria externa e formação.

André Príncipe (Porto, 1976) é fotógrafo, cineasta e editor. Publicou seis livros. A sua última longa-metragem, "Campo de flamingos sem flamingos”, estreou
comercialmente em 2014. Exposições recentes no Centro Galego de Arte Contemporânea , em Santiago de Compostela, no Centro de Artes Visuais em Coimbra, no Le Bal em Paris e galeria Pedro Alfacinha, em Lisboa. O seu livro "You´re living for nothing now, I hope you´re keeping some kind of record” será publicado em 2016. 

José Pedro Cortes (Porto, 1976) iniciou os estudos nas áreas da fotografia e cinema no Porto. Após uma série de anos a viajar e trabalhar como fotografo comercial, terminou o mestrado em fotografia no Kent Institute of Art & Design (UK) em 2004.
Em 2006, depois de ter vivido três anos em Londres, regressou a Lisboa para participar no programa de criação artística da Gulbenkian, na área da fotografia. Desde 2004 que expõe regularmente o seu trabalho em exposições individuais e colectivas. Desde cedo, Cortes tem focado seu trabalho na edição e no formato de livro, tendo publicado "Silence” (2005), "Things Here and Things Still to Come” (2011), Costa (2013) e, mais recentemente, "One’s Own Arena” (2015) . É co-fundador e editor da editora Pierre von Kleist, que publicou até agora 21 livros de fotografia. O seu trabalho é representado em várias coleções públicas e privadas.

  • LocalLivraria do Museu de Serralves
  • Horário19h00 - 20h00
  • Dias17 DEZ 2015

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