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LIAM GILLICK: CAMPANHA
de 28 JAN 2016 a 08 JAN 2017
UMA EXPOSIÇÃO EM QUATRO MOMENTOS

Liam Gillick, um influente artista britânico sediado em Nova Iorque, apresenta em Serralves Campanha, uma exposição com um ano de duração, concebida como uma série de intervenções escultóricas sempre diferentes, exibidas na sala central e noutros espaços do Museu de Serralves.
Esta é a primeira exposição de Liam Gillick (1964, Aylesbury, Reino Unido) em Portugal e resulta de uma série de visitas ao Museu de Arte Contemporânea de Serralves iniciada em 2013. 
Gillick apresenta uma sobreposição de situações espaciais e performativas que expandem projetos escultóricos datados de finais dos anos 1990 até ao presente, alguns deles nunca executados. Incluindo som, peças escultóricas e obras baseadas em texto, a coreografia de espaços, objetos e ideias de Gillick aborda poeticamente temas como o tempo, a história e a duração, além dos códigos visuais e espaciais do social. 

O primeiro momento desta série foi Factories in the Snow, patente na sala central do Museu desde 28 de janeiro e que funcionou como uma introdução à exposição. A obra, que foi concebida por Gillick para uma exposição em Manchester em 2007, consiste num piano disklavier e neve artificial preta. A peça tocada ao piano é a tentativa do artista de tocar, de memória, a música "Grândola, Vila Morena”, de José Afonso.

Em abril, o segundo momento coincide com a data oficial de inauguração da exposição (8 de abril): novamente na sala central do Museu, será apresentado o projeto AC/DC Joy Division House.
Sobre este segundo momento, Liam Gillick escreveu: "Na sequência de uma encomenda para criar um projeto de arte pública em Itália, concebi em 1993 um edifício destinado a ser construído em Milão. (…) O edifício foi pensado como parte de um centro social para adolescentes no sul da cidade e as suas paredes exteriores têm pintados títulos de canções e nomes de bandas, que inevitavelmente serão modificados pelos utilizadores do centro social. A arquitetura é semelhante à dos edifícios envolventes, mas a decoração nas paredes e o facto de ser um edifício de grandes dimensões fazem com que se distinga.” 
A partir de 8 de abril uma versão em pequena escala deste edifício será apresentada em Serralves. Nesta peça Gillick aborda a noção da arquitetura como projeto, construção e intervenção nos espaços físicos e sociais. 

No terceiro momento, em maio, o piano e a neve do primeiro momento e uma nova versão transparente de AC/DC Joy Division House, vão juntar-se e incorporar elementos de texto e som. A exposição vai também ocupar a chamada Sala de Mármore, no piso inferior do Museu, com uma instalação de grandes dimensões intitulada A Game of War (Terrain) [Um Jogo de Guerra (Terreno)]. Em 1977 o situacionista francês Guy Debord fundou a sociedade Strategic and Historical Games, com o objetivo de produzir um "jogo de guerra”, atualizando a teoria militar de modo a incorporar alterações na comunicação e na estratégia. Gillick desenvolve o Kriegspiel de Guy Debord, destinado a ser jogado por dois adversários num tabuleiro de 500 quadrados. 

O quarto e último momento da exposição, em setembro, culmina num conjunto de intervenções na arquitetura do Museu. Serão criadas uma série de "plataformas de discussão”, fazendo uso das claraboias existentes e que iluminaram as outras obras no decorrer de Campanha. 

Esta exposição reflete o compromisso permanente de Liam Gillick com questões de processo, participação, coletividade e tomada de decisões, expressão da sua abordagem diversificada à linguagem e à linguagem do espaço.
No contexto arquitetónico e programático de Serralves, a exposição de Gillick vem contribuir para levar por diante o objetivo do Museu de articular novos modelos expositivos em resposta à prática específica de cada artista nas suas dimensões escultóricas, discursivas e temporais. 

A acompanhar a exposição será publicado um livro que documenta o projeto ao longo do ano e que inclui textos de Liam Gillick e outros autores. 

"Campanha” é organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto, e comissariada por Suzanne Cotter, Diretora do Museu, com a assistência da curadora Filipa Loureiro. 


Imagem: Foto Filipe Braga, © Fundação de Serralves, Porto.
Actividades Relacionadas
DATAS DA EXPOSIÇÃO

I. 1º Momento: 28 JAN 2016
II. 2º Momento: 08 ABR 2016
III. 3º Momento: 25 MAI 2016
IV. 4º Momento: 30 SET 2016

CONVERSA PÚBLICA: 09 ABR (Sáb), 16h00

Com o artista e Suzanne Cotter, Diretora do Museu. 
LANÇAMENTO E SESSÃO DE AUTÓGRAFOS: "INDUSTRY AND INTELLIGENCE – CONTEMPORARY ART SINCE 1820" - 09 ABR (SÁB), 17h30, Livraria

Com o artista Liam Gillick e Suzanne Cotter, Diretora do Museu de Arte Contemporânea de Serralves.

A história da arte moderna é muitas vezes contada através de progressos estéticos que se coadunam bem com as mudanças culturais e políticas. De Courbet a Picasso, de Malevich a Warhol, aceita-se que a arte acompanhe as interrupções da industrialização, do fascismo, das revoluções e da guerra. No entanto, filtrar a história da arte moderna apenas através de acontecimentos catastróficos, não poderá explicar os desenvolvimentos subtis que levam à profunda confusão no coração da arte contemporânea.
Em Industry and Intelligence – Contemporary Art since 1820, Liam Gillick escreve uma genealogia repleta de nuances, que nos ajuda a apreciar o compromisso da arte contemporânea com a história, mesmo quando ela nos parece apática ou cega aos eventos da atualidade. 


VISITAS ORIENTADAS

06 MAR (DOM), 12h00
Por Samuel Silva, Serviço Educativo 

WORKSHOP PARA FAMÍLIAS

07 AGO (DOM), 11h00–12h30
Arte sem Fronteiras, por Inês Caetano, Serviço Educativo

Um jogo de guerra (Terreno) - ativação de jogo: 09 JUL (Sáb), 17h00

Integrada na exposição de Liam Gillick "Campanha”, Um jogo de guerra (Terreno) irá ser jogada por especialistas em jogos de estratégia, conferindo uma dimensão participativa à obra. O artista estará presente durante o jogo. 

Guy Debord criou este jogo como parte da sua empresa Strategic and Historic Games em 1965. Trata-se de um simulador de guerra baseado em princípios militares desenvolvidos pelo teórico militar Claus von Clausewitz. Surgiu uma versão em 1977 e aquela que aqui se vê deriva da versão online criada pelo Radical Software Group em 2008. É um jogo de estratégia e conflito assimétrico atualizado de modo a incorporar guerra urbana, armas não-convencionais, táticas de guerrilha e organização em células. Destina-se a ser disputado por duas pessoas. Para Debord: "Podemos dizer que o jogo de guerra reproduz de forma rigorosa todos os fatores que afetam a guerra e, de maneira geral, a dialética de todos os conflitos”.


Acesso: mediante aquisição de bilhete Museu
Mecenas Exclusivo do Museu
Apoio
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  • Dias 28 JAN 2016 - 08 JAN 2017
Liam Gillick vive e trabalha em Nova Iorque. Estudou Belas Artes no Goldsmiths College, Universidade de Londres. Entre as suas exposições individuais recentes contam-se: "All-Imitate Act”, Stedelijk Museum, Amesterdão (2015); "From 199C to 199D”, Magasin – Centre national d’art contemporain, Grenoble, França (2014); "From 199A to 199B: Liam Gillick”, Hessel Museum of Art, Bard College, Nova Iorque (2012); "A Game of War Structure”, IMMA – Irish Museum of Modern Art, Dublin (2011). As exposições coletivas recentes incluem "Adventures of the Black Square: Abstract Art and Society 1915–2015”, Whitechapel Gallery, Londres (2015); "Une histoire, art, architecture et design, des années 80 à aujourd'hui”, Centre Pompidou, Paris (2014); "The Decade 1984–1999”, Centre Pompidou Metz, Metz, França (2014); "9 artists”, Walker Art Center, Minneapolis, USA (2013); "One foot in the real world”, IMMA – Irish Museum of Modern Art, Dublin (2013); "Reading List: Artist’s Selections from the MoMA Library Collection”, MoMA Library, Nova Iorque (2013). Gillick participou na Bienal de Istambul e na Bienal de Arte Contemporânea de Moscovo de 2015. Em 2009, representou a Alemanha na Bienal de Veneza. Foi distinguido com o Paul Cassirer Kunstpreis, Berlim, em 1998, nomeado para o Turner Prize, Tate, Londres, em 2002, e para o Vincent Award no Stedelijk Museum Amsterdam em 2009. É autor de inúmeros livros, incluindo um volume com uma seleção dos seus textos críticos. De entre as obras públicas mais conhecidas do artista destacam-se o edifício do Home Office (Ministério do Interior britânico), em Londres, e a sede da Lufthansa, em Frankfurt. Ao longo do tempo Gillick alargou a sua prática a instalações experimentais e projetos de colaboração com artistas como Louise Lawler, Philippe Parreno e Lawrence Weiner. 

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