"This is the first U.S. museum exhibition of mirror works and drawings by Iranian artist Monir Shahroudy Farmanfarmaian (b. Qazvin, Iran, 1924). Considered in relation to the Guggenheim’s historical commitment to abstraction, this presentation examines the artist’s rich body of work in its own right and as part of a transnational perspective on artistic production and its reception."
in Solomon R. Guggenheim Museum, Nova Iorque
"Monir Shahroudy Farmanfarmaian: Possibilidade Infinita. Desenhos e Obras com Espelhos 1974-2014", a primeira exposição antológica de obras geométricas com espelhos e desenhos da reputada artista iraniana Monir Shahroudy Farmanfarmaian (nascida em 1924 em Qazvin).
"Monir Shahroudy Farmanfarmaian: Possibilidade Infinita. Desenhos e Obras com Espelhos 1974-2014” centra-se na obra escultórica e gráfica de Monir ao longo de mais de quarenta anos de carreira. Embora a sua prática artística também se apresente sob a forma de pintura narrativa, é a sua abordagem distintiva à abstração geométrica que melhor permite uma entrada cativante numa obra em que conceitos de repetição e de progressão, aliados às tradições estéticas da arquitetura e da decoração islâmicas, proporcionam, nas palavras da artista, uma "infinita possibilidade”.
Na sua maioria, as obras selecionadas pertencem à coleção da própria artista, não sendo vistas publicamente desde os anos 1970. Incluem alguns dos seus primeiros relevos em espelho sobre gesso sobre madeira e uma série de obras geométricas com espelhos em grande escala que fizeram parte exposição da artista organizada por Denise René nas suas galerias de Paris, em 1977, e Nova Iorque, no mesmo ano.
A exposição revela como os princípios de composição deste período foram posteriormente traduzidos em trabalhos de grande escala, incluindo uma série de portas em vidro gravado que criou para a sua casa de Nova Iorque nos anos 1980, e as esculturas com espelhos de escala mais ambiciosa baseadas no conceito de "famílias” geométricas que a artista produziu na última década, quando regressou ao seu estúdio de Teerão em 2004.
Uma seleção de composições abstratas em papel produzidas por Monir entre 1976 e 2014, aqui apresentadas pela primeira vez, mostra o papel central do desenho enquanto fundamento concetual da prática escultórica da artista. Os desenhos oferecem também uma perspetiva sobre a produção artística de Monir quando se viu privada do seu estúdio durante os anos de exílio nos EUA após a Revolução Islâmica de 1979.
"Monir Shahroudy Farmanfarmaian: Possibilidade Infinita. Desenhos e Obras com Espelhos 1974-2014” é também uma oportunidade para estrear um novo documentário sobre a atual produção de Monir, realizado por Bahman Kiarostami e coproduzido pela curadora iraniana Leyla Fakhr, que analisa a obra e a vida de uma artista cuja carreira foi marcada por mudanças políticas radicais no seu país e no estrangeiro.