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NOVAS PERSPETIVAS - CONVERSAS ENTRE ARTE E ARQUITETURA (2017/12/07)
07 DEZ 2017
"Preferia que [esta nossa conversa] fosse decorrendo naturalmente à medida que íamos falando, movendo-nos entre temas de uma forma ligeira, evitando qualquer agenda ou intenção programática"
Diálogo entre Jorge Pinheiro e Pedro Cabrita Reis que se pode ler no catálogo da exposição "Jorge Pinheiro: D' après Fibonacci e as coisas lá fora"
 
Com moderação de Anabela Mota Ribeiro, esta sessão do ciclo Novas Perspetivas junta os artistas Jorge Pinheiro e Pedro Cabrita Reis a Eduardo Souto de Moura, o arquiteto que concebeu o desenho de instalação da exposição em que os três estiveram envolvidos.
 
O ciclo ‘Novas Perspetivas’ desenvolvido pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves em 2017 centra-se na relação entre arte e arquitetura e juntará proeminentes arquitetos, artistas, filósofos, escritores e curadores de Portugal e de várias partes do mundo. 
"Conversas entre arte e arquitetura” tem curadoria da jornalista Anabela Mota Ribeiro em colaboração com Suzanne Cotter e Carles Muro do Museu de Arte Contemporânea de Serralves.

Lotação: 250 pessoas
Acesso: 3€ (Amigos de Serralves, estudantes e maiores 65 anos: 50% desconto)
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  • LocalAuditório de Serralves
  • Horário18h30 - 20h00
  • Dias07 DEZ 2017
  • Preço€ 3,00
Pedro Cabrita Reis nasceu em Lisboa em 1956, cidade onde vive e trabalha. Com reconhecimento internacional consolidado, o seu trabalho tornou-se crucial para o entendimento da escultura a partir de meados da década de 1980. A sua complexa obra, caracterizada por um idiossincrático discurso filosófico e poético, engloba uma grande variedade de meios: pintura, escultura, fotografia, desenho e instalações compostas de materiais encontrados e de objetos manufaturados. Utilizando materiais simples e submetendo-os a processos construtivos, Pedro Cabrita Reis recicla reminiscências quase anónimas de gestos e ações primordiais repetidos no quotidiano. Centradas em questões relativas ao espaço e à memória, as suas obras adquirem um sugestivo poder de associação que, transpondo o visual, alcança uma dimensão metafórica.

A complexa diversidade teórica e formal do trabalho de Pedro Cabrita Reis procede de uma reflexão antropológica contrária ao reducionismo do discurso sociológico. De facto, é sobre silêncios e indagações que assenta a obra de Pedro Cabrita Reis.

Participou em importantes exposições internacionais, tais como na Documenta IX em Kassel, em 1992, nas 21ª e 24ª Bienais de São Paulo, respetivamente em 1994 e 1998, e no Aperto na Bienal de Veneza de 1995. Em 2003, representou Portugal na Bienal de Veneza e em 2009 participou na Xème Biennale de Lyon, "The Spectacle of the Everyday”.

O seu trabalho tem sido exibido em exposições organizadas por diversos museus e centros de arte, de onde se destacam: "Sometimes one can see the clouds passing by”, Kunsthalle Bern, 2004; "Stillness”, Camden Arts Centre, London, 2004; "True Gardens #3 (Dijon)”, FRAC Bourgogne, Dijon, 2004; "Pedro Cabrita Reis”, MACRO, Museo d'Arte Contemporanea, Roma, 2006; "La ciudad de adentro”, OPA, Guadalajara, 2007; "True Gardens #6”, Kunsthaus Graz, Graz, 2008; "Pedro Cabrita Reis”, Fondazione Merz, Torino, 2008; "La Línea del Volcán", Museo Tamayo, Mexico City, 2009; "Deposição”, Pinacoteca de São Paulo, 2010, "One after another, a few silent steps”, Hamburger Kunsthalle, Hamburg, 2009 - Carré D’Art, Nîmes, 2010 - Museum for Contemporary Art, Leuven, 2011 - Museu Colecção Berardo, Lisbon, 2011; "States of Flux – Pedro Cabrita Reis", Tate Modern, London, 2011-2013; "A Remote Whisper”, 55a Biennale de Venezia, 2013; "Lifted Gaze”, De Vleeshal, Middelburg, 2014; "Alguns nomes”, Galeria Mul.ti.plo, Rio de Janeiro, 2014; "Fourteen paintings, the preacher and a broken line”, The Power Plant, Toronto, 2014; "The London angles”, Sprovieri Gallery, London, 2014; "The Field”, Peter Freeman Inc., New York, 2014; "Herbarium (Madrid)”, Galeria Juana de Aizpuru, Madrid, 2015; "Les lieux fragmentés”, Hotel des Arts, Toulon, 2015; "A few drawings, a façade inside and a possible staircase”, The Arts Club, Chicago 2015; "Pedro Cabrita Reis”, Kewenig Galerie, Berlin 2015; "Pedro Cabrita Reis”, Konkrete Mehr Raum!, Osnabrück 2015; "La casa di Roma - L’Albero della Cuccagna”, MAXXI – Museo Nazionale delle Arti del XXI secolo, Rome 2015; "A casa de Coimbra - anozero’15 – um lance de dados, Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra”, Sala da Cidade, Refeitório do Convento de Santa Cruz, Coimbra 2015; "Todo o Património é Poesia”, Fórum Eugénio de Almeida, Évora 2016; "Fallen and Standing”, Kewenig Galerie, Palma de Mallorca 2016; "Show me your wound - TEFAF Maastricht”, Maastricht Exhibition and Congress Centre (MECC) 2016; "Art Unlimited / Basel 2016”, Halls Messe Basel, Hall 2.1, Basel 2016; "DA COLEÇÃO EM LISBOA - O Olhar do Artista: Obras da Coleção de Serralves”, Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, Lisboa 2017; "Das pequenas coisas”, Atelier-Museu Júlio Pomar, Lisboa 2017; "Parcours”, Art Basel, Basel’s Münsterplatz, Basel 2017; "Col-Lecció per Amor a L’Art. Ornament = Delicte?”, Bombas Gens Centre d’Art, Valencia 2017

Eduardo Souto de Moura nasce no Porto (Portugal) a 25 de Julho de 1952.
Licencia-se em Arquitectura pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto em 1980.
Colabora com o arquitecto Noé Dinis em 1974.
Colabora com o arquitecto Álvaro Siza Vieira desde 1975 a 1979.
Colabora com o arquitecto Fernandes de Sá de 1979 a 1980.
De 1981 a 1991 trabalha como Professor Assistente do curso de Arquitectura na FAUP.
Inicia a actividade como profissional liberal em 1980.
Professor convidado em Paris-Belleville, Harvard, Dublin, Zurich, Lausanne e Mantova.
Recebeu vários prémios e participou em vários Seminários e Conferências em Portugal e no estrangeiro. Em 2011 recebe o Prémio Pritzker, em 2013 o Prémio Wolf e em 2017 o Prémio Piranesi.

Jorge Pinheiro nasceu em 1931 em Coimbra e atualmente vive e trabalha no Estoril. Formou-se em Pintura na Escola de Belas Artes do Porto em 1963. Entre 1963 a 1976 foi professor nesta escola e depois na Escola de Belas-Artes de Lisboa. Em 1968 integrou o grupo "Os Quatro Vintes", juntamente com Ângelo de Sousa, Armando Alves e José Rodrigues. Iniciando a sua produção artística num campo de tendência expressionista e figurativa, Jorge Pinheiro tomou contacto com o abstracionismo geométrico após uma viagem pela Europa em 1966, apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Posteriormente, entre 1969 e 1970, novamente bolseiro da Gulbenkian, estudou Semiótica da Pintura em Paris, e a sua produção artística seguiu a via do abstracionismo, numa abordagem geométrica e cromática da pintura, em que a habitual forma retangular do suporte é substituída por formatos menos ortodoxos. O desenho é também uma importante componente da obra de Jorge Pinheiro. Em obras em papel notáveis, como "Ensaios para uma "reescrita” da partitura de Filipe Pires - Figurations III” (1969) ou "Quinze ensaios sobre um tema ou Pitágoras jogando xadrez com Marcel Duchamp” (1975), Pinheiro desenvolve relações formais e rítmicas com a escrita caligráfica e a música. A obra de Jorge Pinheiro estende-se também à escultura de base geométrica, que o artista desenha e projeta meticulosamente e que concretiza em materiais como o acrílico, o ferro e o espelho. Ainda nos anos 1970 Jorge Pinheiro regressa à figuração, numa vontade de continuar a refletir sobre a realidade histórica, política e cultural. A malha geométrica, que desenvolvera na década de 1970 baseada na série de Fibonnaci e sobre a qual assentara a sua obra, continua a servir de base à composição das suas pinturas, em que mantém a utilização da cor e trabalha o desenho rigoroso das figuras.

Desde os anos 1950 a obra de Jorge Pinheiro tem sido apresentada em várias exposições individuais e coletivas, como "De tempos a tempos – À memória do Ângelo”, Cooperativa Árvore, Porto, 2015; "Realmente real”, Galeria Fernando Santos, Porto, 2010; "Jorge Pinheiro: Exposição Antológica”, Fundação Calouste Gulbenkian (CAM), Lisboa, 2002; "Perspectiva: Alternativa Zero”, Museu de Serralves, Porto, 1997. Os seus trabalhos estão representados em importantes coleções nacionais como a da Fundação Calouste Gulbenkian, a do Museu do Chiado, a da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e a da Fundação de Serralves.


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