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O MUSEU COMO PERFORMANCE 2016
de 17 SET 2016 a 18 SET 2016
Cally Spooner, Gustavo Ciríaco, Jassem Hindi, Keith Hennessy & Eoghan Ryan, Mel O’Callaghan, Pedro Lopes, Quarto (Anna Mesquita e Leandro Zappala), Ramiro Guerreiro,  Sally Golding, Spatial

A segunda edição de "O Museu como Performance”, um eixo de programação do Museu de Arte Contemporânea de Serralves que sublinha a crescente importância da performance na arte contemporânea, apresenta no Museu e Parque de Serralves, durante dois dias, dez performances de artistas de várias partes do mundo (Canadá, Brasil, Austrália, Arábia Saudita, Reino Unido, Portugal), ligados a disciplinas artísticas tão diversas como as artes visuais, o cinema, a dança, a música e o teatro, que apontam para novas direções no campo da performance. 

Os trabalhos que integram a edição deste fim de semana dedicado à performance revelam exemplarmente a sua vitalidade e diversidade. Contemplam projetos relacionados com a encenação teatral (Gustavo Ciríaco), ambientes performativos estranhos e provocatórios (Jassem Hindi & Keith Hennessy & Eoghan Ryan), abordagens físicas duracionais (Quarto), conferências-performance (Ramiro Guerreiro), explorações musicais (Pedro Lopes), ações inquietantes no Parque de Serralves (Mel O’Callaghan), cinema expandido (Sally Golding +Spatial) e até interpretações de canto lírico (Cally Spooner). 

Ativando diversos espaços do Museu e do Parque, em diálogo com a arquitetura e o seu contexto natural envolvente, estes projetos convidam-nos a refletir sobre a relevância e o alcance das atuais aceções de corpo, gesto, som e palavra.  

Acesso: Bilhete do Museu


Imagem: Quarto (Leandro Zappala & Anna Mesquita). [Corda Duracional], 2014. Fotografia: cortesia dos artistas.
Actividades Relacionadas
SALLY GOLDING & SPATIAL: 17 SET (15h00-15h30), Galerias do Museu

Nesta colaboração, os artistas multimédia Sally Golding (Australia/Reino Unido) e Spatial (Matt Spendlove, Reino Unido) tomam como base as respetivas práticas, utilizando iluminação sonorizada e novos softwares num live set "ótico-sónico” de imersão sensorial e hipnótica. Numa síntese das suas já longas investigações sobre fenomenologia ótica e acústica, Golding e Spatial exploram as qualidades da performance ao vivo numa manifestação clara das suas intenções audiovisuais. 
Sally Golding é reconhecida internacionalmente pelas intensas performances de cinema expandido. Spatial é um irreverente músico ligado a desconstruções estéticas e estruturais do dub numa dedicação ao espectro mais grave da música eletrónica. Desde 2012, tem vindo a apresentar projetos audiovisuais em vários festivais e plataformas online.

RAMIRO GUERREIRO: 17 SET (16h00, 18h30) E 18 SET (15h00, 17h00), Biblioteca

PORTFOLIO — LA PUBBLICITA
17 SET, 16h00-16h20
18 SET, 15h00-15h20
Portfolio – La Pubblicita consiste no folhear de um livro de grandes dimensões com pinturas sobre tecido produzido especificamente para este programa de performancesO livro apresenta formas retiradas do vocabulário da arquitetura, publicidade e design modernistas e mostra, por um lado, como o ideário que lhes deu origem se transformou hoje numa espécie de catálogo estritamente formal e, por outro lado, como se pode contar uma narrativa do nosso passado recente que nos ajuda a refletir sobre o presente. 

J. W. THORNING EM CHAMARANDE
17 SET, 18h30-19h15
18 SET, 17h00-17h45
Uma conferência que apresenta ao público os trabalhos idealizados em 1967 por J. W. Thorning para o parque do Castelo de Chamarande, nos arredores de Paris, através de materiais encontrados no próprio Chateau durante uma residência artística de Ramiro Guerreiro em 2010. 

Ramiro Guerreiro (Lisboa, Portugal, 1978) é um artista visual cujo trabalho emprega desenho, fotografia, instalação, mas que se tem dedicado com crescente visibilidade à performance. A sua prática analisa as relações entre arquitetura e normativas sociais, nomeadamente a sujeição do corpo implicada pela arquitetura modernista. 





QUARTO (LEANDRO ZAPPALA & ANNA MESQUITA): 17 SET (18H00-21H00), Galerias do Museu

Quarto é a designação da dupla de artistas Anna Mesquita e Leandro Zappala (Petrópolis, Brasil, 1984; Petrópolis, Brasil, 1975). A sua prática artística é caracterizada por projetos que questionam os limites do corpo, em apresentações performativas de longa duração, em movimento perpétuo, em constante execução e transmutação e por isso nunca totalmente concluídas. Em Serralves apresentam a peça Durational Rope [Corda Duracional], que envolve uma fisicalidade extrema entre um corpo e uma corda. Consiste numa exploração performativa na qual a dupla de artistas usa uma corda de 1000 metros de comprimento para testar a capacidade de um corpo. Na performance, que se estende por três horas, a corda é manipulada de forma a gerar uma tensão entre corpos e matéria. O esforço físico implicado para manter a corda em constante movimento, quase insuportável, abala gradualmente as nossas noções de corpo e objeto, de ego e drama.

CALLY SPOONER: 17 SET (17h30, 19h30) E 18 SET (16h30, 19h30), Hall do Museu

17 SET: 17h30-17h45, 19h30-19h45
18 SET: 16h30-16h45, 19h30-19h45

DAMNING EVIDENCE ILLICIT BEHAVIOUR SEEMINGLY INSURMOUNTABLE GREAT SADNESS TERMINATED IN ANY MANNER
Soprano: Veronika Benning

Cally Spooner (Ascot, Reino Unido, 1983) é uma artista britânica cuja prática examina os protocolos da apresentação ao vivo e géneros específicos como o recital e o musical da Broadway. Nos seus trabalhos, Spooner analisa o estatuto do discurso na cultura contemporânea. Em Serralves a artista apresenta a peça Damning Evidence Illicit Behaviour Seemingly Insurmontable Great Sadness Terminated in Any Manner, em que uma cantora lírica interpreta frases muito críticas em relação à mediatização da atualidade que vão surgindo num painel de leds instalado no Museu. Partindo de momentos embaraçosos de celebridades, nomeadamente o pedido de desculpas público de Lance Armstrong em que o ciclista admitiu na televisão ter usado drogas ilícitas para melhorar o seu desempenho desportivo, Spooner constrói uma série de libretos, cada um reunindo comentários publicados em vídeos do Youtube. 
PEDRO LOPES: 17 SET (16h30-17h00), Foyer do Auditório

GRAMOPHONE TOPOLOGIES

A prática de Pedro Lopes (Cascais, Portugal, 1986) enquadra-se na música experimental, caracterizando-se pela constante reavaliação das conceções do que pode ser música. Apesar de, nos últimos oito anos, ter elegido o gira-discos como objeto central de experimentação, o projeto apresentado em "O Museu como Performance”, Gramophone Topologies, representa uma rutura com a sua anterior abordagem musical e cria gestos e sons para um outro instrumento esquecido: o gramofone, precursor de todos os meios de gravação, de todos os instrumentos elétricos e eletrónicos, do discurso do DJ. Pedro Lopes enquadra este projeto num movimento que recusa o fechamento digital e procura novas formas de existir fisicamente em frente a uma audiência. 

SALLY GOLDING: 17 SET (20H00-20H15), Parque

FACE OF AN OTHER

Sally Golding é uma artista multimédia britânica cuja prática combina a projeção de filmes e composições lumínicas e sonoras e se traduz em performances de cinema expandido e instalações participativas. As suas performances são transmissões de luz, forma e cor, em que a artista recorre a diversos dispositivos geradores de luz e som – como motores de velhas máquinas de costura e projetores de luzes strobe – para gerar inquietantes e hipnóticas distorções visuais. Em "Face of an other” a artista recorre a um bizarro processo de acumulação de imagens e sons para explorar noções do grotesco e do sinistro no seio das obsessões ligadas à estética do terror. Estas manifestam-se como projeções fantasmagóricas e fragmentárias no próprio corpo de Golding, numa relação clara com o contexto da investigação mais alargada que a artista tem desenvolvido sobre as qualidades e (ir)realidades daquilo que se apresenta como "ao vivo” e sobre as inquietações sinestésicas do audiovisual.

GUSTAVO CIRÍACO: 18 SET (15h30-16h40, 18h30-19h40), Galerias do Museu

GENTILEZA DE UM GIGANTE

A prática artística de Gustavo Ciríaco (Rio de Janeiro, Brasil, 1969) situa-se entre a performance e as artes visuais. O artista utiliza movimento, texto, vídeo, fotografia, em obras que viajam entre a galeria de arte e o teatro. O trabalho apresentado em Serralves, Gentileza de um Gigante, transporta os espectadores para um mundo em miniatura, recriado sobre uma mesa onde dois performers criam paisagens através da sucessão de pequenos panoramas. Segundo Ciríaco, neste trabalho "os corpos de um homem e de uma mulher movem-se e são ao mesmo tempo figura e fundo, corpos gigantes que ora se espelham no que constroem, ora se veem como donos provisórios de um território, onde manipulam materiais que dão origem a montanhas, vales, rios, planícies […].” 
MEL O’CALLAGHAN: 18 SET (18h00-18H15), Parque

ENSEMBLE

Mel O’Callaghan (Sydney, Austrália, 1975) é uma artista que recorre a diversos meios como o vídeo, a performance e a instalação. Em Serralves, O’Callaghan apresenta Ensemble, uma performance em que assistimos à reação de um homem face à violência. Apresentada no Parque de Serralves, a performance cria um quadro impressionante: um homem luta contra a água expelida por uma mangueira de incêndio, sendo empurrado até ao seu limite físico. O ato retratado exige, portanto, uma grande determinação e resiliência do performer, num protesto silencioso que convida à introspeção e ao questionamento do significado de liberdade individual. 

JASSEM HINDI, KEITH HENNESSY & EOGHAN RYAN: 18 SET (20h00-20h50), Auditório

FUTURE FRIEND/SHIPS

Jassem Hindi, Keith Hennessy & Eoghan Ryan (Jeddah, Arábia Saudita, 1981; Sudbury, Canadá, 1959, Dublin, Irlanda, 1987), que se definem como oráculos amadores, descrevem o seu trabalho como uma reação poética a toda a loucura que caracteriza o mundo contemporâneo, como um discurso alternativo e "anarco-queer”, que apesar de atacar o status-quo não deixa de ser uma declaração de amor ao mundo, mas tal como ele poderia ser. Em future friend/ships, através de fragmentos de poesia enraivecida (de Nazik al Malaika e Donna Haraway, entre outros), de adereços kitsch, de alusões à ficção-científica, de movimentos corporais que recriam a energia do punk, artistas e encenador propõem um futuro alternativo. Nas suas palavras, "Quanto mais geramos o potencial para transformação, mais surpreendidos seremos pelo futuro.” 

Mecenas Exclusivo do Museu
  • LocalMuseu e Parque de Serralves
  • Dias 17 SET 2016 - 18 SET 2016

O Museu como Performance

Curadoria: Cristina Grande, Ricardo Nicolau, Pedro Rocha
Produção: Ana Conde, Cristina Grande, Pedro Rocha, Ricardo Nicolau
Coordenação técnica e Som: Nuno Aragão
Luz: Rui Barbosa
Vídeo e Cinema: Carla Pinto


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