#
CONTACTE-NOS
(+351) 226 156 500
OFICINA DE DRAMATURGIA COM RUI CATALÃO
de 04 OUT 2014 a 05 OUT 2014
Oficina de dramaturgia orientada pelo encenador Rui Catalão a partir de temas da obra Marwan e da prática dramatúrgica de Rui Catalão.  

Sinopse 
Nesta oficina, tentarei envolver os participantes no modelo de trabalho que pratico para as minhas peças. Contarei muitas histórias, histórias pessoais, histórias dos trabalhos que fiz e daqueles em que participei com outros artistas, e será também uma ocasião para os participantes perceberem que não basta saber contar uma história: há também que estar preparado para assumi-la no nosso corpo, na nossa pessoa, deixar que a confusão entre intérprete e pessoa aconteça, e sentir que uma história é apenas a tradução, por palavras ou por ações, de uma história maior, de outros corpos maiores, de que os nossos corpos são a herança, a memória, o testemunho, e também a matéria-prima. Uma história conta-se por palavras, em papel, em vídeo, numa canção ou usando outro formato. E uma história também traduz o sentido do corpo que a carrega. Quando digo corpo, penso na sua aparência, naquilo que esconde e revela, penso no que fizemos do nosso corpo, o que os outros fizeram dele, penso também na sua herança, na sua identidade, na sua cultura, naquilo a que se expôs e do que se protegeu, e penso também que um corpo é ainda a parcela de outros corpos coletivos. Nalguns desses corpos reconhecemo-nos, em outros casos somos corpos estranhos. É um workshop em que serão bem vindos os tímidos, os reservados, os introspetivos, os medrosos e até os cobardes - só eles sabem o que custa assumir um corpo para viver uma história, e do que se deve escolher para que apenas uma parte dessa história seja contada. Nota final: quando digo história, entenda-se "ficção”. Ninguém precisa de saber onde está a verdade, já que até as mentiras produzem realidade, ou aparência disso. 
Rui Catalão
  
Requisitos para o início do trabalho 
Cada participante deve trazer um "objeto”. Esse objeto deve ser um "objeto com história”: uma história pessoal, um artigo de jornal, um livro, um disco, ou um objeto mesmo que lhe permita partilhar uma história com os restantes participantes. Resumindo: algo que tenha um passado, de maneira a que no contexto de grupo possa ser redimensionado ou simplesmente usado.
Cada um desses objetos com história vai gerar um módulo. Esses módulos serão depois trabalhados coletivamente, até serem totalmente ou parcialmente conjugados uns com os outros. Trata-se portanto de selecionar os módulos que melhor combinam entre si, mas também aqueles que melhor geram dinâmica de grupo entre os participantes. 

Orientação: Rui Catalão
Lotação: 30 pessoas
Acesso: 40€, inscrição prévia - Inscreva-se aqui
Amigos de Serralves, estudantes e maiores 65 anos: 50% desconto - Inscreva-se aqui


Fotografia: Patrícia Almeida
O trabalho cénico de Rui Catalão (n. 1971, Cacém) ronda os temas da memória, do acaso, da fragilidade, da transparência, de uma relação interpelativa com o público e de como o ato de contar histórias altera a perceção de um dado corpo. É autor e intérprete dos solos Dentro das palavras (26 espetáculos em Portugal, Roménia e Eslovénia em 2010-11) e Auto-retrato assistido de Constantin Brâncushi (2011). Em 2014 estreou Canções i comentários, e em 2012, Melodrama para 2 atores & um fantasma e Manifesto de Goya (na Noite do Manifesto), os três no Teatro Maria Matos. Fez ainda as peças de grupo Elogio da classe política portuguesa (2004); Domados, ou não (com os alunos da escola Balleteatro na Fundação Serralves, 2011) e escreveu a peça Ester, encenada por 12 companhias de teatro juvenil para o programa Panos 2013, da Culturgest.
Colabora habitualmente com o casal João Galante-Ana Borralho, tendo trabalhado na dramaturgia de Estalo Novo (com a Companhia Maior, 2013), Atlas (2012) e Untitled-still life (2009).
Em 2006-2009 viveu na Roménia, centralizando a sua actividade como dramaturgo e performer no Centrul National al Dansului, em Bucareste; assinou as peças de grupo Atît de frageda, Coada Soricelului, Follow that summer; assinou a dramaturgia para peças de Madalina Dan (Iluzionistele), Mihaela Dancs e Carmen Cotofana (First steps); apresentou as séries de improvisação Acum totsi împreuna e Rui no CNDB; dirigiu workshops de dramaturgia e performance em Bucareste e Cluj.
Em 2009 fez uma residência artística no Teatro Cullberg (Estocolmo); e participou no festival Springdance (Utrecht), onde apresentou o seu dispositivo de cinema-ao-vivo. Trabalhou ainda com João Fiadeiro, Miguel Pereira, Manuel Pelmus, Brynjar Bandlien, Maile Colbert e Eduard Gabia (com quem apresentou How to become invisible no Festival de Avignon, 2011).
No cinema, escreveu os argumentos de O capacete dourado e Morrer como um homem; e foi ator em A cara que mereces, de Miguel Gomes.  Colaborador episódico do suplemento Ípsilon do jornal Público, concebeu e organizou o livro "Anne Teresa De Keersmaeker em Lisboa” (INCM), a convite dos programadores de Artista na Cidade, e é autor de Ingredientes do Mundo Perfeito, sobre o teatro de Tiago Rodrigues.
  • LocalSala Multiusos
  • Horário10h00 - 13h00
  • Dias 04 OUT 2014 - 05 OUT 2014

Ser Amigo faz a diferença.
Junte-se a nós! 

MoradaRua D. João de Castro, 210
4150-417 Porto Portugal
Latitude 41º9'35.40"N
Longitude 8º39'35.35"W
CONTACTE-NOS 226156500
SIGA-NOS
Serralves