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Simpósio "Direito à cidade: criminalização da pobreza"
12 DEZ 2015
Este simpósio será o terceiro da série "Direito à cidade” que teve início durante a 31ª Bienal de São Paulo. "Direito à cidade” prosseguirá a sua investigação sobre a linguagem hostil e a gestão militarizada dos espaços urbanos, visíveis hoje por toda a parte nas cidades globalizadas. Irá debater os significados e efeitos da lógica de segurança que rege a gestão das cidades e dos seus espaços, populações, costumes e movimentos. Se é verdade que a evidência abunda, os nexos que articulam o governo da segurança, o governo dos espaços urbanos e as estratégias de privatização do espaço público continuam a ser entendidos como estratégias de poder, violência e produção de mercados. 
Em Serralves, o objetivo do projeto é discutir as conexões entre o desenvolvimento urbano e os direitos dos cidadãos no Brasil e em Portugal. Analisaremos a atual política de controlo de multidões no que diz respeito à criminalização dos pobres e à militarização da polícia em cidades portuguesas e brasileiras. O simpósio reúne artistas, ativistas e académicos de Portugal e do Brasil.

Depois da conversa, projetar-se-á um documentário do realizador brasileiro Rodrigo Siqueira. Intitulado Orestes, é o seu segundo documentário para cinema – a sua longa-metragem de estreia, Terra deu, terra come, foi o documentário brasileiro mais premiado em 2010/2011.  
Orestes é uma adaptação para a realidade brasileira da tragédia grega homónima, escrita por Ésquilo em 485 a. C. Através de uma série de psicodramas o filme coloca em diálogo dois momentos da história do Brasil: a ditadura militar dos anos 1970, que terá deixado marcas profundas nas narrativas oficiais e na subjetividade dos brasileiros, e a violência policial que, segundo Siqueira, caracteriza o presente político. Híbrido de tragédia e documentário, o filme desenvolve-se em torno do julgamento de Orestes, que matou o próprio pai - um agente da ditadura militar infiltrado nos movimentos de resistência - 37 anos depois de vê-lo matar a sua mãe. Crime passional? Crime político? Qual a distância entre a justiça, a verdade e a subjetividade coletiva? Orestes é o ponto de partida para muitas perguntas.

Participantes: 
- Carolina Christoph Grillo (Brasil)
- José António Pinto (Portugal)
- Raquel Rolnik (Brasil) - Por motivos imprevistos não poderá estar presente. 
- Luís Fernandes (Portugal) 
- Virgílio Borges Pereira (Portugal)
Moderação: Amarante Abramovici (Portugal) 

Acesso: gratuito mediante aquisição de bilhete Museu e Parque (emitido no dia)
Lotação: sujeito à lotação da sala


  • LocalGalerias do Museu
  • Horário15h00 - 19h00
  • Dias12 DEZ 2015

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