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Reflexão



Actualmente, metade da população mundial (3,5 mil milhões de pessoas) vive em cidades. Estima-se que, em 2050, 70% da população seja urbana, sendo que 95% desta expansão ocorrerá em países em vias de desenvolvimento.

As cidades ocupam apenas 2% da superfície terrestre, mas nelas se consome 60-80% da energia a nível mundial, e a elas correspondem 75% das emissões de carbono.A rápida urbanização ocorrida nas últimas décadas coloca desafios importantes em termos ambientais, económicos e sociais. Desde logo, exerce pressão sobre diversos recursos, sobre a saúde pública, gera congestionamento, entre outros potenciais impactos.Contudo, as cidades são uma importante conquista da Humanidade.

Edward Glaeser, na sua recente e influente obra "O Triunfo da Cidade", considera as cidades a maior invenção humana, e enaltece o papel das cidades como engenhos de inovação, de produtividade, de mobilidade económica e social, e de sustentabilidade. A densidade associada às "massas de humanidade conectada" que são as cidades aparece, assim, como um aspecto fundamental na compreensão destas eficiências e vantagens associadas às cidades.São estes temas que ocuparão o debate da última sessão do Ciclo de Conferências "Serralves e o Rio+20", sobre Cidades.

Comissariado: Ana Teresa Lehmann
Oradores: Joan Trullén, Carlos Brazão, José Mendes, Rui Moreira
Moderador: Ana Teresa Lehmann


05 JUL 2012 - DAS 21:30 ÀS 23:00 - AUDITÓRIO DE SERRALVES

De acordo com a ONU, por ano mais de 226 milhões de pessoas são afetadas por algum tipo de desastre. Entre 2000 e 2010, a mesma fonte estima que os prejuízos financeiros associados a desastres atingiram cerca de um trilhão de dólares.Desastres (causados por secas, enchentes, tsunamis, furacões terremotos e outros desastres naturais) têm consequências devastadoras no ambiente, na vida humana, na economia e na sociedade.

Daí que um desastre natural tem, normalmente uma vertente de desastre económico e social. O tema dos Desastres, um dos 7 eixos temáticos estruturantes da Conferência Rio+20, apresenta desafios consideráveis, que requerem respostas a vários níveis, e, como tal, implicam uma governação e cooperação internacionais deveras estreitas e coordenadas. Envolvem atuações e políticas no âmbito preventivo e de preparação (incluindo aspectos como informação e gestão de conhecimento, sistemas de previsão, capacitação para a resiliência), bem como respostas robustas a emergências ambientais, e reconstrução/regeneração dos ecossistemas e das sociedades afetadas. Convocam entidades locais, regionais, nacionais e internacionais, e toda a sociedade civil.

É este o tipo de considerações que será alvo de debate na Sessão sobre Desastres, em que será feita uma contextualização do tema, uma avaliação da situação actual, do passado recente, e onde serão projectadas perspetivas e cenários para o futuro, tendo sempre em conta o elo central da sustentabilidade (entendida latu sensu -- ambiental, social e económica), a economia verde e o quadro institucional para o desenvolvimento.

Comissariado: Ana Teresa Lehmann
Oradores: Viriato Soromenho Marques, Carlos Borrego, Tânia Barbosa
Moderador: Ana Teresa Lehmann


14 Jun 2012 - das 21:30 às 23:00 - Quintas - Auditório de Serralves

O Emprego é um dos temas que mais mobiliza o debate na economia e sociedade atuais. Tal é totalmente justificado, tendo presentes os dados preocupantes sobre o aumento de desemprego (incluindo desemprego juvenil e qualificado), em consequência da recente crise que assolou particularmente o mundo desenvolvido -- sendo de destacar a Europa, onde tal fenómeno se reveste de maior intensidade.

Por outro lado, nas próximas décadas, elevadíssimos contingentes populacionais de países emergentes entrarão no mercado de trabalho, colocando o desafio do emprego numa posição ainda mais destacada na agenda económica e política.Esta sessão pretende debater um dos temas mais enfatizados na conferência Rio+20: de que forma uma economia mais verde, promotora e resultado de um modelo de desenvolvimento mais sustentável, poderá contribuir para a geração de empregos também mais verdes, permitindo contribuir para a solução dos desafios atuais neste âmbito? Discutir-se-ão as estimativas pertinentes sobre o emprego verde, as maiores oportunidades e áreas de expansão deste tipo de empregos, o impacto da mudança estrutural implicada por uma economia mais verde (potenciais vencedores e perdedores, benefícios e custos de ajustamento), a temática da reindustrialização da Europa e de Portugal, as interfaces com a mudanças tecnológicas e as políticas internacionais, europeias e nacionais a este nível.

Comissariado: Ana Teresa Lehmann
Oradores: Graça Carvalho, Elisa Ferreira, António Cunha
Moderador: Ana Teresa Lehmann


24 MAI 2012 - DAS 21:30 ÀS 23:00 - QUINTAS - AUDITÓRIO DE SERRALVES

A Energia constitui uma temática transversal e central no contexto da maioria dos desafios e oportunidades que o Mundo enfrenta na atualidade. Desde a produção de qualquer tipo de bem ou serviço, passando pelo impacto nas alterações climáticas e na biodiversidade, pela criação de emprego, pela geração de rendimentos, bem como por uma infinidade de outros temas ambientais, económicos e sociais, preocupações ligadas à Energia são omnipresentes.

Neste sentido, organizações e políticas públicas internacionais, regionais, nacionais e subnacionais dão, justificadamente, cada vez mais importância à questão energética. A relevância estratégica, económica e política da Energia é, assim, crescente.Central para esta Conferência será a consideração das principais ameaças e oportunidades neste domínio, considerando as suas interfaces com uma economia e uma sociedade que se quer mais 'verde' e sustentável.

Comissariado: Ana Teresa Lehmann
Oradores: Jorge Moreira da Silva, Jorge Vasconcelos e Carlos Pimenta
Moderador: Luís Braga da Cruz


10 Mai 2012 - das 21:30 às 23:00 - Auditório de Serralves

A Alimentação constitui, desde sempre, um dos grandes desafios da Humanidade. No entanto, este tema reveste-se de particular relevância no presente, antecipando ameaças (e também oportunidades) que se perfilam nas próximas décadas.

Factores como a degradação da biodiversidade, dos solos, dos oceanos e da água, das florestas, bem como políticas proteccionistas e guerras comerciais no sector agrícola entre países desenvolvidos e emergentes têm evidenciado riscos significativos de escassez e insegurança no abastecimento, e de aumento exponencial nos preços de alguns bens alimentares.

Persistem problemas graves de fome e não pára de aumentar a incidência de doenças ligadas a deficiente alimentação, quer em quantidade, quer em qualidade.O sector agrícola é fundamental para o desenvolvimento, para a crição de emprego, e para a erradicação da pobreza e da fome. O imperativo da sustentabilidade implica uma nova atenção a esta temática, particularmente a repensar as formas de produção, distribuição e consumo de bens alimentares.

Tal tem implicações ambientais, tecnológicas, económicas, sociais e geopolíticas. É este tipo de considerações que serão alvo de análise e discussão na primeira conferência deste Ciclo, contando com a presença de oradores de referência desta área.

Comissariado: Ana Teresa Lehmann
Oradores: José Manuel Lima Santos, Arlindo Cunha e Isabel Braga da Cruz

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