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PROGRAMAÇÃO 2018


O ano de 2018 será um período em que Serralves se propõe transpor fronteiras, quer pela programação ambiciosa que será apresentada nos espaços da Fundação, com alguns dos mais reconhecidos artistas a nível mundial, quer pelos novos projetos de interligação entre o Museu e o Parque e entre arte e ciência; mas também nas áreas da arquitetura e do cinema e tentando abranger novos domínios nas áreas da reflexão e da educação; procurando chegar mais longe nas iniciativas da economia criativa e empreendendo novos projetos no Parque. Serão transpostas fronteiras em Portugal, com 35 exposições de Serralves por todo o país. Fronteiras reais, com exposições de Serralves no estrangeiro, e fronteiras virtuais, com a disponibilização online de importantes ativos da Fundação.

DESTAQUES DE PROGRAMAÇÃO

O Museu de Arte Contemporânea de Serralves continua a posicionar-se como a instituição de referência na arte contemporânea em Portugal. Serão apresentadas exposições individuais de grandes artistas e também de artistas jovens e emergentes.

A 19 de janeiro é inaugurada no Museu de Serralves a exposição individual da artista italiana Marisa Merz (1926, Turim), "O Céu é um Grande Espaço”. A exposição é uma organização dos museus norte-americanos Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque, e Hammer Museum, de Los Angeles, e o Museu de Serralves é a primeira instituição europeia a apresentar a exposição, que seguirá depois para o Museum der Moderne Salzburg, Áustria. Desenvolvida em colaboração com a Fondazione Merz, em Itália, esta é a primeira grande retrospetiva da obra da pintora e escultora Marisa Merz, a única mulher protagonista do movimento da Arte Povera. Merz, atualmente com 91 anos, recebeu em 2013 o Leão d’Ouro da Bienal de Veneza por "lifetime achievement”, pelo seu prodigioso talento e pela vasta influência da sua obra.

A 8 de fevereiro o Museu de Serralves apresenta "No tempo todo”, de Álvaro Lapa (Évora, 1939 - Porto, 2006), a mais abrangente retrospetiva da obra de Lapa alguma vez realizada, comissariada pelo curador convidado Miguel von Hafe Pérez. Figura incontornável da arte portuguesa no período pós revolucionário, Álvaro Lapa é um dos mais enigmáticos artistas nacionais. Em Serralves estarão reunidas pela primeira vez mais de 200 obras de vários períodos, entre pintura e escultura, numa exposição que evidencia o extraordinário contributo do artista para a arte contemporânea. 

Coincidindo com a apresentação da exposição de Álvaro Lapa será apresentado um ciclo de artes performativas, cinema e pensamento, com propostas oriundas de diversas disciplinas artísticas, a maioria inéditas, perspetivando a influência da obra do artista, do ponto de vista estético e conceptual, junto de pensadores, investigadores e artistas ativos no teatro, performance e artes visuais. 

Em Maio chega a Serralves a segunda parte da Coleção Sonnabend, na sequência da exposição que foi apresentada no Museu de Serralves em 2016, "A Coleção Sonnabend. Meio Século de Arte Europeia e Americana. Parte I”. Esta segunda parte dá especial relevo à fotografia – uma técnica a que a galeria Sonnabend, de forma pioneira, dedicou particular atenção. Uma apresentação de esculturas de Jeff Koons produzidas entre 1985 e 2012 constituirá uma pequena retrospetiva da obra deste icónico artista norte-americano. Serão ainda apresentadas obras de alguns dos grandes nomes da arte contemporânea, como Bernd e Hilla Becher, Bruce Nauman, Candida Höfer ou Gilbert and George. A Coleção Sonnabend é considerada uma das mais importantes coleções de arte americana e europeia da segunda metade do século XX, representando alguns dos movimentos fundamentais da arte ocidental dos nossos dias. Esta exposição é novamente comissariada por António Homem, diretor da Sonnabend Gallery de Nova Iorque.

No início do Verão, em junho, Serralves apresenta no Parque e no Museu uma exposição de Anish Kapoor (Bombaim, India, 1954), um dos mais proeminentes escultores da atualidade, com comissariado de Suzanne Cotter. Sediado em Londres, Kapoor alcançou reconhecimento internacional enquanto membro da geração de novos escultores britânicos dos anos 1980, pelas suas esculturas a uma escala monumental. Um dos trabalhos mais conhecidos de Kapoor a esta escala é Cloud Gate [Portão nuvem] (2006), concebido para o Millenium Park, na baixa de Chicago. No Parque de Serralves Kapoor mostrará uma seleção dos seus trabalhos e projetos mais recentes, alguns nunca antes realizados, que oferece uma panorâmica da sua linguagem escultórica, desde o trabalho reflexivo Sky Mirror [Espelho do céu] até ao dramático esculpir da própria paisagem. Em simultâneo serão apresentados no interior do Museu uma série de modelos e maquetes de trabalhos construídos e não-contruídos, datados dos anos 1990 até aos dias de hoje, que complementam a apresentação no Parque.

O Museu de Serralves apresenta em setembro a primeira exposição em Portugal de uma das maiores e mais influentes figuras da fotografia no século XX: Robert Mapplethorpe. Concebida em parceria com a Robert Mapplethorpe Foundation, Nova Iorque, e com curadoria a cargo de João Ribas, será uma retrospetiva em grande escala da obra de Mapplethorpe (Nova Iorque, EUA, 1946 — Boston, EUA 1989), com algumas das fotografias mais icónicas do século passado, incluindo os seus retratos de estúdio (desde autorretratos a fotografias de artistas, amigos e figuras notáveis da cena cultural do século XX), as naturezas mortas líricas, os nus eróticos e as assemblages de início de carreia e polaroids íntimas. A obra de Mapplethorpe apresentada nesta exposição, incisiva, vasta, provocadora e imensamente influente, fez dele um dos artistas mais importantes do século XX.

Também em setembro será apresentada a exposição "Companhia”, dedicada ao universo estético de Pedro Costa, um dos nomes mais proeminentes do cinema português contemporâneo. Com curadoria de João Ribas e Nuno Crespo, apresenta pinturas, esculturas, desenhos, livros, poemas e documentação que revelam as fontes e as influências da linguagem poética que caracteriza a visão cinematográfica de Pedro Costa. Incluirá ainda retratos históricos de Rubens, Watteau e Picasso, apresentados lado a lado com obras contemporâneas de artistas como Andy Warhol, Jeff Wall e Chantal Akerman, entre outros, provenientes de instituições como o Andy Warhol Museum (Pittsburgh, EUA), o J. Paul Getty Museum (Los Angeles), o Museum of the City of New York, o Victoria & Albert Museum (Londres) o Museo Thyssen-Bornemisa (Madrid), o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia (Madrid), o Palácio Nacional da Ajuda (Lisboa) e o Museu Calouste Gulbenkian (Lisboa). 

Serralves apresenta também aos seus públicos a obra de artistas emergentes, novas vozes da arte feita nos dias de hoje, através da linha de programação Projetos Contemporâneos. Iniciada em 2013, esta vertente vital do programa do Museu apresenta em 2018 mostras das jovens artistas Dayana Lucas (Caracas, 1987), uma das fundadoras da Oficina Arara, no Porto (um laboratório de artes gráficas que revitalizou a edição de autor, funcionando como uma arena para experiências artísticas experimentais e transdisciplinares) e que tem vindo dedicar-se à prática regular do desenho de uma forma simultaneamente minimalista e compulsiva; e ainda de Martine Syms (Los Angeles, EUA, 1988), uma artista que usa vídeo e performance para examinar representações de negritude e a sua relação com a narrativa, o vernáculo, o pensamento feminista e as tradições radicais. 

Em 2018, o Museu de Serralves dará continuidade aos trabalhos que tem vindo a desenvolver com o intuito de ampliar a visibilidade da sua Coleção de Arte Contemporânea, nomeadamente através de exposições, publicações, eventos e conversas públicas. O Museu pretende também prosseguir os projetos de preservação e investigação da sua Coleção, de forma a tornar o seu acervo mais conhecido e compreendido pelas gerações futuras. 

No Museu serão apresentadas exposições a partir de obras da Coleção, como "Serralves: Aquisições Recentes" (com obras recentemente incorporadas na Coleção que permitem acompanhar o desenvolvimento permanente a que a Coleção está sujeita, com aquisições de trabalhos históricos, de obras do meio fotográfico, de trabalhos de jovens artistas e com o alargamento das aquisições a novas geografias, como os países africanos ou do Médio Oriente); ”Zéro de Conduite" (que recebe o título de um filme de 1933 do realizador francês Jean Vigo em que, num colégio interno, quatro rapazes decidem revoltar-se contra a direção da escola; a exposição guia-nos, através de uma grande diversidade de suportes, pela iconoclastia, pelo total desrespeito pelas regras do bom gosto, do bom comportamento e do bem feito, pelo ataque a todas as figuras da autoridade que marcaram indelevelmente a arte dos últimos 60 anos); e ainda "Ana Vieira na Coleção de Serralves" (uma exposição monográfica de uma das mais importantes artistas portuguesas entre a década de 1960 e a atualidade, representada na Coleção de Serralves com obras em vários meios – escultura, instalação, fotografia – que refletem a diversidade da sua prática e o caráter pioneiro da sua crítica aos meios tradicionais da arte, nomeadamente a pintura e escultura).

Em 2018 prossegue, ainda com mais expressão, o intenso programa de exposições itinerantes da Coleção que o Museu de Serralves desenvolve e que tem como grande objetivo tornar a coleção de Serralves acessível para além das portas do Museu, permitindo assim o alargamento da rede de acesso e de aproximação das populações à arte e à cultura. Além de exposições da Coleção em instituições parceiras de grande relevância, como o Palácio da Bolsa, o Museu da Misericórdia, o terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, o Aeroporto do Porto, a Estação de São Bento ou a Gare do Oriente, vão realizar-se ainda exposições da Coleção em localidades de norte a sul de Portugal, em parceria com autarquias fundadoras de todo o país, num total de 35 exposições da Coleção fora dos muros de Serralves.

Prosseguindo o trabalho continuado de internacionalização e de desenvolvimento de laços com os grandes museus de todo o mundo, exposições concebidas ou coproduzidas por Serralves continuarão em 2018 a ser apresentadas em grandes museus internacionais. 

A exposição de Marisa Merz "O Céu é um Grande Espaço”, uma organização dos museus norte-americanos Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque, e Hammer Museum, de Los Angeles, seguirá, depois da sua primeira apresentação europeia em Serralves, para o Museum der Moderne Salzburg, na Áustria. A exposição "Matéria-prima: Um olhar sobre o arquivo de Álvaro Siza”, apresentada inicialmente em Serralves em junho de 2016, e que foi pensada pelo arquiteto André Tavares a partir do depósito na Fundação de Serralves de 40 projetos do arquivo de Álvaro Siza, será em 2018 apresentada nos Estados Unidos da América, na School of Architecture da City University of New York. Ainda em 2018, uma exposição da Coleção de Serralves será apresentada na Embaixada de Portugal em Berlim, na Alemanha. 

Serralves continuará em 2018 a sublinhar o papel determinante da relação entre a arquitetura e a arte contemporânea, quer através de exposições, quer através de momentos de reflexão sobre as práticas arquitetónicas e a sua interseção com a arte e a cultura contemporâneas.

Ainda no mês de janeiro, nos próximos dias 24 e 25, realiza-se em Serralves um workshop com o tema "ARQ 3.0 - Architecture international Challenges”, onde grandes nomes da arquitetura vão protagonizar um momento de reflexão, de discussão e de exploração de novos caminhos e processos para a internacionalização da arquitetura, com especial destaque para a prática arquitetónica da Região Norte de Portugal.

Este workshop surge no âmbito do projeto "Arquitetura 3.0 – Promoção de Novos Modelos de Internacionalização”, que tem como objetivo primordial promover a internacionalização da arquitetura portuguesa e que é financiado pelo Norte 2020. Também no âmbito deste projeto, Serralves organizou um concurso para a conceção arquitetónica de um pavilhão expositivo que possa ser instalado em vários locais da Região Norte e do restante território, para suprir as lacunas que por vezes existem ao nível de espaços expositivos. Como resultado deste concurso, realiza-se entre 25 de janeiro e 24 de fevereiro na Fundação de Serralves uma exposição que integra uma seleção das propostas de arquitetura recebidas. A proposta vencedora será construída e utilizada na apresentação de exposições itinerantes produzidas pela Fundação de Serralves.  

Em março será apresentada na Biblioteca de Serralves a exposição "Construir Lugares – Manuel Marques de Aguiar”, dedicada ao grande arquiteto, urbanista e pensador de paisagens que tinha o desejo de transformar a cidade e a paisagem, construindo lugares que possibilitassem novas vivências. Álvaro Siza testemunha nesta exposição: "muito aprendi com ele, nesse primeiro contacto com o desenho do território. Guardo na memória esses dias de aprendizagem e de convívio marcado pelo seu inexcedível trato e paciente sabedoria”.

Em junho chega a Serralves a exposição "E depois, a História: Kersten Geers, David van Severen e Go Hasegawa”, coorganizada pelo Museu de Serralves e pelo Canadian Centre for Architecture (CCA) e com comissariado de Carles Muro, curador adjunto dos programas de arquitetura do Museu de Serralves e
Giovanna Borasi, curadora geral no CCA. Propõe uma dupla conversa: por um lado, entre dois ateliês de arquitetura e, por outro, entre cada um deles, e a história que os acompanha. Esta dupla conversa coloca-se no centro de um dos debates mais interessantes da prática arquitetónica contemporânea e investiga o papel que a história da arquitetura – de passados recentes ou mais distantes – tem no trabalho de uma nova geração de arquitetos.

Em outubro, e no contexto da doação por Álvaro Siza do seu extenso arquivo de arquitetura a três instituições (Serralves, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Canadian Centre for Architecture), realiza-se "Conversas no arquivo Álvaro Siza – Tom Emerson”, a primeira de uma série de exposições pensadas com o objetivo de colocar este arquivo em conversa com algumas das práticas arquitetónicas contemporâneas mais relevantes. Em cada uma das exposições é convidado um arquiteto que seleciona materiais específicos do arquivo (um desenho, um projeto, um tema) e que propõe uma série específica de regras para apresentar o material selecionado em relação com o seu próprio trabalho. O primeiro convidado a "conversar” com o arquivo de Álvaro Siza será o britânico Tom Emerson, do ateliê londrino 6a Architects, uma das vozes mais singulares da arquitetura europeia contemporânea. 

O ano de 2018 marca ainda o arranque do programa anual de conferências "The Álvaro Siza Talks, Discursos sobre arquitetura”, que têm também como base a doação de parte do arquivo de Álvaro Siza a Serralves e são dedicados ao legado do arquiteto. O objetivo das conversas é a criação e disseminação, a uma escala global, de conhecimento na área da arquitetura. As conferências são organizadas em colaboração com o Prémio de Arquitetura Aga Khan.
No domínio das artes performativas, Serralves apresenta em 2018 uma programação que se distingue pela sua transdisciplinaridade. 

O ano começa, entre fevereiro e maio, com um ciclo de artes performativas, cinema e pensamento apresentado em paralelo com a exposição de Álvaro Lapa no Museu e que se propõe contribuir para uma reflexão aprofundada da associação de Lapa à literatura, teatro, cinema e artes visuais através de criações e reflexões de outros autores que se relacionaram com o mesmo contexto histórico, político e social com que a obra deste artista dialoga. Incluirá apresentações de cinema (de Jorge Silva Melo a Saguenail, de Alberto Seixas Santos a Henri Michaux e Georges Perec/Bernard Queysanne) e de teatro (com a estreia de "Raso como o Chão”, uma criação de João Sousa Cardoso com Ana Deus, e ainda de "O Rapaz de Ucello ou aquilo que nunca perguntei ao Álvaro Lapa”, com Jorge Silva Melo e João Pedro Mamede), uma residência artística com Regina Guimarães, a estreia da performance "O Praner de Urizar”, dos Von Calhau, e conversas na exposição com pensadores, investigadores e artistas.

Na dança, Serralves apresenta em março a estreia nacional de Service No. 5, o mais ambicioso de todos os "Serviços Coreográficos” criados pelo coreógrafo, performer e artista visual Adam Linder. Service No. 5 será interpretado numa sala do Museu de Serralves de 21 a 25 de março, ininterruptamente entre as 15h00 e as 19h00. Quatro performers, vestidos com figurinos elaborados em formas modulares, constituirão um conjunto de quadros vivos gráficos, como se estivessem fixados às paredes e ao chão, parasitando o lugar do Museu.

Em maio Serralves volta a participar no Festival Dias da Dança, que se apoia na ligação fundada entre as cidades do Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia, propondo uma programação de dança contemporânea, nacional e internacional, que assenta num percurso entre diferentes espaços e teatros destas cidades. Este ano, na 3ª edição, o programa continuará a ser assegurado entre as instituições parceiras Teatro Municipal do Porto – Rivoli e Campo Alegre, Serralves, Teatro Nacional São João, Coliseu do Porto, mala voadora (Porto), Cineteatro Constantino
Nery (Matosinhos), Armazém 22 (Gaia) e Balleteatro.

Em setembro surge mais uma edição de O Museu como Performance, que se consolida enquanto plataforma nacional e internacional para a apresentação de novas criações que cruzam as artes performativas e as artes visuais. O programa vem reconhecer a importância crescente da performance na arte contemporânea e contribuir para sedimentar a história de Serralves enquanto museu pioneiro na transdisciplinaridade, caracterizado pelo constante cruzamento entre as artes visuais e as artes performativas, e pela presença regular de nomes aclamados internacionalmente nos domínios da dança, da performance, do teatro, da música e das artes visuais.

Em Outubro Serralves recebe Mette Ingvartsen, uma coreógrafa e bailarina dinamarquesa que se debruça na sua investigação sobre questões como a cinestesia, a perceção, o afeto e a sensação. A Serralves traz "21 pornografias”, que integra um novo ciclo de trabalhos intitulado "The Red Pieces” [As peças
vermelhas], criado recentemente e em que a coreógrafa questiona as fronteiras entre espaço público e privado, colocando literalmente o corpo nu no centro do espaço de representação.

No campo da música Serralves apresenta em abril, em estreia nacional, um trabalho da compositora francesa Éliane Radigue, cujo percurso singular na música eletrónica lhe vale um merecido lugar no grupo dos compositores mais importantes da música dos nossos dias, ao lado de nomes como Terry Riley, Steve Reich ou La Monte Young. Em Serralves serão apresentadas as três partes do ciclo Naldjorlak, interpretadas por Charles Curtis (um dos mais importantes violoncelistas a nível internacional), Carol Robinson (compositora e clarinetista cuja vida musical multifacetada a tem conduzido entre as grandes salas de concerto da música erudita) e Bruno Martinez (o principal clarinetista-baixo na Ópera de Paris desde 1992).

Em maio chega a Serralves "Stichomythia”, uma instalação visual criada pela cenógrafa Nadia Lauro e inspirada em "Shining”, de Stanley Kubrick, um filme onde o Hotel Overlook, a personagem principal, se torna uma paisagem, uma ameaça, um organismo. Lauro deslocaliza a famosa carpete do filme para um espaço ainda mais restrito do que os corredores do hotel do filme, deslocalização ainda mais ficcional pelo carácter tromp-l’oeil da sua topografia que cria ilusões de dobras, buracos, ondas, colinas e movimentos do chão. A interpretação estará a cargo de Zeena Parkins, Volmir Cordeiro e performers convidados.

No início do Verão, em junho, Serralves apresenta "I/E”, uma composição e uma série de apresentações concebidas pelo artista e músico libanês Tarek Atoui (figura altamente respeitada entre os circuitos das vanguardas musicais) em colaboração com Chris Watson (um dos mais importantes artistas a nível mundial que se dedica a trabalhar com gravações sonoras de campo). Desenvolvido como uma arqueologia do som, parte duma investigação dos sons da cidade que estão abaixo da superfície, no mar, no rio, no mundo subterrâneo, numa tentativa de localizar, decifrar e entender a identidade do lugar.

Em Julho, como é já habitual, Serralves apresenta o Jazz no Parque. Nesta que é a 27ª edição são apresentados três projetos que contrariam a separação entre o que se considera mais acessível e popular e o que é remetido para o chamado "experimentalismo”. Ainda que de formas diferentes, todos os grupos que vão apresentar-se no Ténis de Serralves praticam músicas que fazem bater o pé e abanar a cabeça sem que tal implique uma menor preocupação com as questões estéticas ou uma atitude menos inconformista. Nos três primeiros sábados de Julho Serralves apresenta os Naked Wolf (grupo formado por músicos de diversas nacionalidades e conhecidos por uma música que nunca para quieta, associando o jazz com outros idiomas musicais, como o rock, a pop e a folk), Mané Fernandes’ The Mantra of the Phat Lotus & Convidados (em que Mané Fernandes, um dos mais notáveis guitarristas do jazz português, se faz rodear por outros músicos da nova geração que, à sua semelhança, se destacaram na cena do Porto, todos eles exímios instrumentistas e todos eles com ideias frescas) e ainda Lucía Martínez & The Fearless (a estreia em Portugal da baterista e percussionista galega que nos propõe uma música que deriva do universo musical que Ennio Morricone criou para os filmes de cowboys a que chamamos "spaghetti” e também de outros do género Western, evocando ícones do cinema como John Wayne, Clint Eastwood e até Quentin Tarantino; um jazz agitado, eletroacústico e em cavalgada rumo ao Faroeste!).

O mês de outubro ficará marcado pela apresentação de uma nova obra do compositor, improvisador e artista conceptual alemão Nicholas Bussmann, a performance "Wandering Sands”. A obra é inspirada nos jogos com caixas de areia e envolve personalidades várias na liderança de um jogo – desde uma neuro-musicologista que trabalha para think tanks de investigação sobre o futuro, a um banqueiro e ex-diretor-gerente da Lehman Brothers – a três pequenos coros errantes compostos por membros de comunidades nómadas contemporâneas ainda existentes nos Balcãs ou no Báltico.

Em novembro Serralves apresenta "The Speaker”, uma inovadora peça de som e teatro para a voz de Pan Daijing que inclui altifalantes personalizados e eletrónica em tempo real concebida por Werner Dafeldecker e Valerio Tricoli. 

O Parque de Serralves, demonstração viva do permanente compromisso da Fundação com a valorização do seu património, edificado, mas também natural, permanece uma referência ímpar no universo de jardins históricos internacionais. É também palco privilegiado de aprendizagens, de estudo e de investigação. Mas simultaneamente é um local de fruição para os seus milhares de visitantes. 

Entre 16 e 22 de abril o Parque de Serralves recebe novamente o Bioblitz. Já na sua 5ª edição, o Bioblitz é uma inventariação biológica relâmpago feita com a participação do público e de entrada gratuita. Ao contrário de uma inventariação científica, que é limitada a biólogos e cientistas, o Bioblitz é aberto a todos os que queiram participar e identificar plantas e animais do Parque de Serralves. À semelhança do que aconteceu nas últimas edições, o Bioblitz terá dois dias dedicados ao público em geral (21 e 22 de abril, sábado e domingo) e cinco dias exclusivos para as escolas (16 a 20 de abril, de segunda a sexta).

A iniciativa Há Luz no Parque regressa no verão de 2018, já na sua quarta edição. Mais uma vez os públicos de Serralves poderão visitar o Parque à noite e conhecer ou revisitar percursos, árvores e elementos construídos icónicos, decorativamente iluminados. Durante o período da instalação realiza-se um programa de concertos, espetáculos de artes performativas, sessões de cinema ao ar livre, visitas orientadas ao Parque, que contam a sua história e conduzem aos seus elementos naturais notáveis ou até que nos levam a conhecer a vida que desperta à noite, workshops de fotografia noturna e atividades lúdico-pedagógicas para crianças e famílias.

Com o objetivo de valorizar o património natural que o Parque de Serralves encerra – os seus valores naturais e a sua valia patrimonial, paisagística e ambiental – são programadas pelo Serviço Educativo – Ambiente atividades educativas para o público em geral, associadas à proteção e conservação da natureza, à biodiversidade e à ciência, de que são exemplos as visitas sazonais em cada estação do ano, o Serralves ao Luar, a Astronomia no Parque, entre muitas outras.

Em 2018 Serralves reforça a programação na área da reflexão, cumprindo uma vertente da sua Missão e assumindo-se como um centro de reflexão sobre os temas da sociedade contemporânea e o seu futuro.

O programa Novas Perspetivas prossegue em 2018 com o tema "Descolonizar o Museu”. Ao longo do ano, diversos diretores de museus, curadores, pensadores e artistas, portugueses e estrangeiros, vão partilhar em Serralves as suas reflexões sobre a relação entre as programações apresentadas em espaços dedicados à arte contemporânea e os temas ligados às guerras de libertação de ex-colónias, aos processos de colonização e descolonização, à relação das artes visuais com a história comum entre países colonizadores e ex-colónias. Estes temas têm sido alvo de uma crescente atenção por parte de artistas, escritores e pensadores, o que os eleva a matéria de discussão urgente e fundamental sobre a sociedade e a cultura contemporâneas. Estarão em foco, entre outras, questões como "Qual o verdadeiro impacto das guerras de libertação e de que forma têm elas sido pensadas pelas artes visuais?”, "Como é que artistas e instituições museológicas têm estudado e transmitido os colonialismos?”.

Em 2018 serão apresentadas, em parceria com o CIBIO-InBio (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto), duas Grandes Conferências Internacionais sobre Proteção e Conservação da Natureza, que constituirão um foco de debate e sensibilização para as questões associadas à conservação e proteção da Natureza, com especialistas nacionais e internacionais desta área.

Com arranque previsto para fevereiro, as conferências "Entre o Céu e a Terra” vão trazer ao Auditório de Serralves discussões em torno do Religioso, do Espiritual, da Arte e do Pensamento. Com curadoria de Pedro Abrunhosa e de Paulo Mendes Pinto, apresentarão um conjunto de personalidades das mais variadas áreas que abordarão as tensões entre o que se entende como pertença religiosa e os universos da arte, da inovação e da criatividade.

Também em fevereiro tem início o ciclo de conferências "Uma Nova Utopia Europeia”, com coordenação de Álvaro de Vasconcelos, que introduz a discussão da questão da utopia no mundo contemporâneo, numa altura em que se debate o futuro da União Europeia ou mesmo a sua refundação. A comemoração dos 500 anos da publicação da Utopia de Thomas More, em 2016, foi a ocasião para se lançar um debate sobre este tema. Em nove painéis, o ciclo vai debater grandes questões transversais e universais: a paz democrática, a utopia ecológica e tecnológica, a democracia supranacional e participativa, a sociedade de informação, a hospitalidade e a qualidade de vida com baixo crescimento económico. O debate reunirá especialistas e críticos da utopia em debate.

Em outubro o Auditório de Serralves volta a receber as Jornadas AEP/Serralves, já na sua 9ª edição, onde serão apresentados importantes reflexões e testemunhos de decisores institucionais, empresários e gestores, portugueses e estrangeiros, que são protagonistas da globalização da economia e do conhecimento.

Serão ainda realizados durante o ano uma série de ciclos e conferências sobre diferentes temáticas relevantes para as sociedades contemporâneas.

Em 2018 o Serralves em Festa celebra a sua 15ª edição e realiza-se de 1 a 3 de junho, durante 50 horas consecutivas. O maior evento da cultura contemporânea em Portugal e um dos maiores da Europa, terá centenas de atividades a decorrer nos vários espaços da Fundação de Serralves e também em alguns locais da cidade do Porto. Ao longo dos anos tornou-se ponto de passagem obrigatório para milhares de visitantes portugueses e estrangeiros e em 2017 bateu todos os recordes de público ao receber mais de 224 mil visitantes.

A Festa do Outono também regressa em 2018 para a sua 10ª edição. A Festa realiza-se durante dois dias, a 29 e 30 de setembro, e convida todas as famílias a celebrar a chegada da nova estação. O Parque está de portas abertas para reavivar antigas tradições e costumes do Outono e também para provocar a reflexão sobre o que se pode fazer para a construção de uma sociedade mais justa e sustentável. Oficinas educativas, música, dança e ciência fazem deste um fim de semana especial para viver em família.


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