Mur 19 | Anna

Ciclo de Cinema

Casa do Cinema
07 FEV 2021

Horário: 17:00


Mur 19

Mark Rappaport | EUA | 22 min. | 1966

Anna

Pierre Koralnik | FR | 85 min. | 1967

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Nesta sessão, composta por uma curta metragem e uma longa, reflete-se sobre a potência do glamour no cinema (de Hollywood e também da Nouvelle Vague) a partir de dois filmes menos conhecidos dos anos 1960 que usam as obsessões dos seus protagonistas (masculinos) por fotografias de estrelas do cinema (Greta Barbo e Anna Karina). Mur 19 (1966) é um dos primeiros filmes do cineasta independente norte-americano (radicado em França) Mark Rappaport e retrata a relação de Gerald Mur com uma imagem de Garbo. Este fascínio – tema central da obra do realizador, cinéfilo obcecado pelas estrelas (e figuras secundárias) do cinema clássico americano e europeu – inicia uma reflexão sobre o cinema: ele estuda uma fotografia ampliada e depois é a câmara que o estuda a ele sob diversos ângulos, acabando ele próprio, por sua vez, a filmar a própria câmara, num duelo de olhares. A quem pertence o olhar: à estrela, à câmara/fotógrafo/realizador ou ao espetador?

A longa metragem, realizada por Pierre Koralnik para a estação televisiva ORTF (o primeiro filme a cores produzido para esse canal) chama para o título o nome da sua personagem principal, que é igualmente o nome da sua atriz: Anna, de Anna Karina. Esta é uma comédia musical que adapta para a realidade francesa dos anos 1960 o musical clássico de Hollywood realizado por Stanley Donen, Funny Face (1957), com Audrey Hepburn e Fred Astaire. Desta feita, o filme constrói-se em torno de canções de Serge Gainsbourg (orquestradas por Michel Colombier; a banda musical seria editada em disco), que participa também como ator. Rodado em 35mm nas ruas de Paris (por oposição à Paris de papelão de Donen), na discoteca Bus Palladium e na gare de l’Est, no castelo Porgès de Rochefort-en-Yvelines e na praia de Deauville, Anna compõe-se a partir das inspirações musicais e coreográficas (com a assinatura de Victor Upshaw), mas também pop e gráficas (onde a direção de fotografia de Willy Kurant tem uma enorme influência). A história é a da paixão de um agente publicitário pela imagem de uma rapariga fotografada por acaso numa estação. Em busca da modelo desconhecida, o apaixonado agente espalha por toda a cidade cartazes com o seu rosto ampliado.


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