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CICLO DE CONFERÊNCIAS "O IMATERIAL: OS NOVOS PARADIGMAS DA CONTEMPORANEIDADE"
de 20 JAN 2011 a 30 JUN 2011

A Fundação de Serralves, como instituição cultural ao serviço da comunidade nacional, tem por Missão sensibilizar e interessar o público pela cultura contemporânea assumindo-se também como centro de reflexão e debate sobre temas actuais da sociedade. Entre esses temas encontra-se na ordem do dia o da crescente relação entre Cultura e Economia, com potencial para a criação de emprego e riqueza em domínios tão diversos como a arquitectura, o design, as tecnologias de informação, a publicidade, entre muitos outros.

Sendo a produção industrial cada vez mais imaterial, sendo a criatividade e a inovação factores cada vez mais dominantes da competitividade e surgindo a gestão competitiva dos territórios como factor decisivo no quadro da liberalização do comércio e da mundialização económica em curso, a Fundação de Serralves promove o Ciclo de conferências "O Imaterial: Novos Paradigmas da Contemporaneidade”, comissariado por Artur Castro Neves, com o objectivo de dar uma expressão pública ampliada a um conjunto de preocupações relacionadas com as politicas públicas nacionais e internacionais, que aqueles fenómenos têm feito emergir no debate teórico e político.

Convidamos um conjunto de personalidades e de pensadores da prática e da teoria social a protagonizarem esta discussão. O Ciclo organiza-se em torno de um conjunto de 10 sessões, constituídas pelas intervenções de um orador e os comentários de um moderador, em torno das temáticas propostas.

Artur Castro Neves, Comissário do Ciclo de Conferências.

Clique aqui para assistir ao depoimento de Artur Castro Neves, apresentando o Ciclo de Conferências.

PROGRAMA

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Bilhete por sessão:

20 JAN - A riqueza intangível e a inovação na nova economia - 
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03 FEV - As novas organizações do social no século XXI - compre aqui o bilhete para esta sessão.

17 FEV - Cartografia da criação intelectual - compre aqui o bilhete para esta sessão.

03 MAR - Uma sociedade em alta definição - compre aqui o bilhete para esta sessão.

17 MAR - As indústrias culturais e criativas portuguesas - compre aqui o bilhete para esta sessão.

28 ABR - O futuro da ficção no século XXI - compre aqui o bilhete para esta sessão.

12 MAI - A arte da governança - compre aqui o bilhete para esta sessão.

26 MAI - A produção de Valor Público - compre aqui o bilhete para esta sessão.

09 JUN - A estratégia de Lisboa: os europeus sonharam-na; os chineses realizaram-na -  compre aqui o bilhete para esta sessão.

30 JUN - O financiamento global da inovação - compre aqui o bilhete para esta sessão.

03 FEV - As novas organizações do social no século XXI / orador: Diogo Vasconcelos, com moderação de José Dias Coelho

Por Diogo Vasconcelos, gestor, impulsionador em Portugal de políticas públicas visando a economia digital, Distinguished Fellow, Cisco Systems International (London) e Presidente da APDC.
Moderação de José Dias Coelho

O tema desta conferência está no centro das actuais preocupações do mundo corporativo global, relacionado com a consciência contemporânea sobre as grandes alterações em curso na economia e na sociedade. De facto, parece estar a tornar-se cada vez mais transparente que os principais problemas que a sociedade contemporânea vai ter que enfrentar nos próximos 30 anos são os do ambiente, do envelhecimento e das novas formas de loucura, da saúde pública, da energia, da transferência de riqueza e circulação do conhecimento…

Veja aqui o registo da sessão.
03 MAR - Uma sociedade em alta definição / orador: Ismael Augusto, com moderação de Artur Pimenta Alves

Por Ismael Augusto, engenheiro, ex-director de produção da RTP, actualmente, consultor da ANACOM, especialista em serviços avançados de comunicações.
Moderação de Artur Pimenta Alves.

A transformação do modo de difusão broadcast, em distribuição de conteúdos para acesso individual, suportado em múltiplas plataformas (“wired” ou “wireless”) e para modos de recepção livres ou condicionados, induz uma profunda mudança na natureza dos conceitos e práticas associados a toda a cadeia do negócio dos sectores da convergência digital. O utilizador é definitivamente o centro de toda uma estratégia que visa a organização de ofertas que sejam eficazes, inspirem confiança, sejam as convenientes e as mais acessíveis e, de forma a resolverem um problema que seja importante para o consumidor, ou a satisfazerem uma necessidade objectiva e a custos concorrenciais.

É muito claro hoje que a distribuição ou difusão de conteúdos pela Internet ou por redes móveis (de forma autónoma ou combinada) e os modos de acesso, estão a modificar profundamente a forma como os operadores de broadcast encaram o negócio.

Poderão o broadband ou o broader-casting, ser o fim do broadcast?

Que papéis jogam as tecnologias, sejam de alta, super ou ultra definição, em 2D ou 3D, os modos de acesso (linear e não linear) e os terminais, tanto para recepção fixa como móvel? Falar de convergência é falar de quê? Tentaremos dar algumas respostas apesar da forte dinâmica dos sectores em apreço e a muita rápida desactualização do que se considera serem as certezas de hoje. 

Veja aqui o registo da sessão.
17 MAR - As indústrias culturais e criativas portuguesas / orador: Augusto Mateus, com moderação de Alberto de Castro

Por Augusto Mateus, economista, professor catedrático convidado do ISEG. Ex-Secretário de Estado da Indústria (Outubro 1995-Março 1996) e ex-Ministro da Economia (Março 1996-Dezembro 1997). Autor de relatórios e estudos sobre indústrias culturais e a economia criativa.
Moderação de Alberto de Castro.

Delimitação do sector cultural e criativo e contributo para a riqueza e para o emprego nacionais. Retrato do tecido económico cultural e criativo português. Dinâmicas desiguais de crescimento no ciclo 2000-2006. Posição de Portugal no comércio internacional de bens e serviços culturais e criativos.

Para adquirir bilhete para esta sessão, por favor clique aqui.

28 ABR - O futuro da ficção no século XXI / orador: António-Pedro Vasconcelos, com moderação de Francisco José Viegas

Excepcionalmente, esta sessão terá início às 22h00. As restantes sessões deste Ciclo mantêm a hora de início programada: 21h30.

Por António-Pedro Vasconcelos, cineasta, crítico, especialista do audiovisual.
Moderação de Francisco José Viegas.

A grande ficção no Ocidente criou-se à volta de meia dúzia de temas e mitos. Há várias teorias sobre isso: uns apontam para umas dezenas de paradigmas, outros, como Queneau, dizem que há apenas dois: a Ilíada e a Odisseia. Mas todos concordam que, ao longo dos séculos, os mesmos mitos e temas se repetem, renovam e declinam em formas diferentes, em épocas diferentes, em civilizações diferentes e por meios de expressão diferentes. Resumindo e simplificando: depois de Homero e da tragédia grega, e após um longo período em que a Igreja, na Idade Média, consolidou o seu poder através da elaboração da fantástica ficção da Vida e da Paixão de Cristo, a escultura e a pintura em Florença e depois em Roma, que recuperam o humanismo greco-romano, o romance com Cervantes ou Rabelais, que inventam, depois do bloqueio à imaginação imposto pelo Cristianismo, o realismo e a sensualidade, o teatro, na Inglaterra do século XVII, que descobre o Mal, a ópera, nos finais do século XVIII, depois novamente o grande romance no século XIX, que convive novamente com a ópera, de Verdi até Puccini. E, no século XX, o cinema.

Acontece que estas épocas de fulgor são geralmente curtas: as novas formas artísticas evoluem em períodos que correspondem sensivelmente à idade de um homem - 80 anos - e sofrem a mesma evolução - juventude, maturidade e declínio -, e muitas vezes, há um génio imenso que incarna em si próprio essas três idades: Ticciano, Tolstoi, Verdi, John Ford, que vivem os anos suficientes para passar por todas estas fases.

Põe-se agora o problema de saber qual o futuro da ficção (das ficções federadoras, entenda-se), numa época em que a sociedade se está a transformar, de uma comunidade, num somatório de indivíduos, por efeito da net e do mundo em rede, onde todos comunicam mas onde não há rostos, e quando a própria ideia europeia de Nação se diluiu numa Europa que, paradoxalmente, perdeu qualquer identidade.

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12 MAI - A arte da governança / orador: Daved Barry, com moderação de Delfim Sardo

Por Daved Barry, licenciado em Psicologia e Doutorado em Gestão Estratégica e Criativa na Escola de Economia e Gestão da Universidade Nova de Lisboa. PhD em Gestão Estratégica e Psicologia Organizacional pela Universidade de Maryland, professor na Copenhagen Business School.
Moderação de Delfim Sardo.

Nesta conferência serão discutidas algumas das maneiras como o artístico está a ser utilizado na governança das empresas, entidades públicas, no sistema educativo, ONGs, etc.. A nossa orientação é no sentido do pensar arte hoje e não da sua técnica: se utilizarmos esse pensar nos ambientes menos atractivos do trabalho, o que é que acontecerá ? Vamo-nos concentrar em especial no gestor-artista, discutindo como vários executivos europeus, norte-americanos e australianos estão a viver a utilização do pensar e da acção artísticos para enfrentar problemas difíceis do mundo do trabalho. Iremos analisar as razões porque estas experiências são, em certos casos, bem sucedidas, e noutros falhanços redondos.

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26 MAI - A produção de Valor Público / orador: Artur Castro Neves, com moderação de Nuno Morais Sarmento

Por Artur Castro Neves, comissário do ciclo, sociólogo e antropólogo da economia. Especialista da economia audiovisual. Trabalha na área das políticas públicas.
Moderação de Nuno Morais Sarmento.

O conceito de Valor Público nasceu nos USA e teve os seus principais adeptos no gabinete do Primeiro-Ministro britânico Tony Blair e na BBC.

O conceito tentou responder à problemática da Nova Gestão Pública que pretendia introduzir nas organizações administrativas alguns dos métodos das empresas privadas, pretextando denominadores comuns nas áreas da eficiência e da racionalidade funcional.

O criador do conceito, Marc Moore, opostamente, desenvolveu em Harvard na Kennedy School of Government, uma distinção entre os fins prosseguidos pelas organizações do sector público, definidos pelos poderes políticos legítimos, de avaliação complexa e de mensurabilidade não intuitiva, dos fins prosseguidos pelas organizações do sector privado, facilmente mensuráveis em termos de volume de resultados financeiros ou de valor bolsista.

Numa sociedade dependente de valores democráticos e com uma economia cada vez mais assente em bens públicos, serviços industriais de natureza intangível, capital humano e propriedade intelectual, o papel do sector público ganha uma importância decisiva e o conceito de Valor Público torna-se um instrumento muito útil nos processos de decisão, de desenho e avaliação das políticas públicas.

O autor utilizará exemplos resultantes da sua mais recente experiência nas áreas do serviço público audiovisual.

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09 JUN - A estratégia de Lisboa: os europeus sonharam-na; os chineses realizaram-na / Orador: Élie Cohen, com moderação de Serras Gago

Por Élie Cohen, economista, director de investigação do CNRS (Centro Nacional para a Pesquisa Científica, em França) e membro do Conseil d´Analyse Économique. Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra. Moderação de Serras Gago.

O fracasso europeu:
1. As contradições de uma estratégia declarativa reveladora dos disfuncionamentos da governança europeia;
2. Análise do fracasso e a evolução divergente dos diversos países europeus em razão da sua própria integração;
3. O fracasso como expressão agregada dos fracassos nacionais, analisados em função das especializações e das trajectórias tecnológicas nacionais.

O sucesso chinês:
1. Os benefícios de uma estratégia integrada prosseguida no longo prazo;
2. Os efeitos de aprendizagem originados em partenariados;
3. A exploração plena de um mercado totalmente integrado;
4. A política de abertura/protecção que permite captar as tecnologias estrangeiras.

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30 JUN - O financiamento global da inovação / orador: Carlos Costa, com moderadoração de Fernando Teixeira dos Santos
Por Carlos Costa, economista e administrador financeiro, ex-vice Presidente do BEI-EIB; Governador do Banco de Portugal.
Moderação de Fernando Teixeira dos Santos.

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PREÇÁRIO

Bilhete conjunto: por apenas 30 euros garanta já o acesso a todas as 10 sessões deste Ciclo e poupe 20 euros.
Bilhete normal: 5 euros
Bilhete estudante e maiores de 65: 2,50 euros
Amigos de Serralves em todas as categorias: entrada gratuita

Bilhetes disponíveis no Balcão de Informações do Museu de Serralves e em Compra Online.

Para mais informações contacte: m.ferreira@serralves.pt

17 FEV - Cartografia da criação intelectual - o Norte de Portugal / oradores: António Figueiredo e Elisa Babo, com moderação de Vitor C. Simões

Por António Figueiredo, licenciado em Economia pela Universidade do Porto e Professor Auxiliar Convidado da mesma Universidade. Autor de estudos sobre economia regional e territórios, nomeadamente sobre a Região Norte.
Por Elisa Babo, licenciada em Economia pela Faculdade de Economia do Porto (1980) e mestre (pré-Bolonha) em Planeamento do Território - Inovação e Políticas de Desenvolvimento, pela Universidade de Aveiro (2010), com a dissertação “Cultura e Desenvolvimento: novos desafios para as políticas urbanas", é consultora e integra o Conselho de Administração da Quaternaire Portugal – Consultoria para o Desenvolvimento, SA e, desde Julho de 2009, é Presidente do Conselho de Administração da Fundação do Museu do Douro.
Moderação de Vítor C. Simões.

Análise de correspondência e de potencial sinérgico entre o sistema regional de inovação (em estruturação esperada na sequência de opções de programação QREN no período 2007-2013) e o sistema de criação artística (artes e património, indústrias culturais – cinema e vídeo, televisão e rádio, música, edição e publicidade e indústrias criativas – arquitectura, design, edutainment, jogos electrónicos, software interactivo e de lazer, software, moda); políticas públicas e contexto legal e regulamentar dos direitos de propriedade intelectual: a promoção do conhecimento como bem público puro ou impuro; pode o resultado do investimento público na promoção do conhecimento ser patenteado? Relações entre o universo dos “scientific commons” e a criação artística. Mapeamento: uma análise de correspondência entre contextos e estruturas favoráveis à criação e produção intelectual e dinâmicas emergentes nesse domínio; bases para uma quantificação rigorosa de uma nova realidade; perspectivas de evolução: factores críticos e principais drivers de mudança.

Veja aqui o registo da sessão.
MECENAS DO CICLO DE CONFERÊNCIAS
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  • LocalAuditório
  • Publico AlvoGeral
  • Horário21h30 - 23h00
  • Dias 20 JAN 2011 - 30 JUN 2011

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