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FALAR SEM PALAVRAS: DESTRUIÇÃO E RECOMEÇO - ARTE E ESPIRITUALIDADE
16 JAN 2020
A palavra é a partilha de sentidos entre sujeitos, o instrumento por excelência através do qual expressam informações a seu respeito, do estado das coisas e do mundo. Mas antes de falado, o pensamento é ainda a liquidez do mistério, a transcendência que a materialidade do discurso, por ser sentido, destruirá. Na Poesia a palavra é lugar da possibilidade total, da apropriação silenciosa do que jamais poderá ser reduzido à substância limitada da comunicação. A Arte é, assim, o último reduto onde a fala se faz por dentro e o que para uns é paz, para outros é confronto.
Pedro Abrunhosa
A sessão contará com uma atuaçãoo ao vivo de Pedro Abrunhosa acompanhado pelo Coral de Letras.

Oradores:
Pedro Cabrita Reis
Maria Teresa Cruz

Moderador:
Miguel von Hafe Pérez


Pedro Cabrita Reis nasceu em Lisboa em 1956, cidade onde vive e trabalha. Com reconhecimento internacional consolidado, o seu trabalho tornou-se crucial para o entendimento da escultura a partir de meados da década de 1980. A sua complexa obra, caracterizada por um idiossincrático discurso filosófico e poético, engloba uma grande variedade de meios: pintura, escultura, fotografia, desenho e instalações compostas de materiais encontrados e de objectos manufacturados. Utilizando materiais simples e submetendo-os a processos construtivos, Pedro Cabrita Reis recicla reminiscências quase anónimas de gestos e acções primordiais repetidos no quotidiano. Centradas em questões relativas ao espaço e à memória, as suas obras adquirem um sugestivo poder de associação que, transpondo o visual, alcança uma dimensão metafórica.
A complexa diversidade teórica e formal do trabalho de Pedro Cabrita Reis procede de uma reflexão antropológica contrária ao reducionismo do discurso sociológico. De facto, é sobre silêncios e indagações que assenta a obra de Pedro Cabrita Reis.
Participou em importantes exposições internacionais, tais como na Documenta IX em Kassel, em 1992, nas 21ª e 24ª Bienais de São Paulo, respectivamente em 1994 e 1998, e no Aperto na Bienal de Veneza de 1995. Em 2003, representou Portugal na Bienal de Veneza e em 2009 participou na Xème Biennale de Lyon, "The Spectacle of the Everyday”.

Premiado em vários festivais internacionais e dirigido, desde a sua fundação, por José Luís Borges Coelho, o Coral de Letras da Universidade do Porto conta com mais de 50 anos de intensa e ininterrupta actividade.
É um dos mais prestigiados grupos corais da actualidade, tendo realizado centenas de concertos em Portugal e no estrangeiro, alimentando-se naturalmente do repertório a capella de todas as épocas e também de géneros como a cantata, a oratória ou a música coral sinfónica.

Doutorada em Comunicação e Artes e professora na Universidade Nova de Lisboa leciona nas áreas da Teoria da Imagem, das Artes e da Estética dos Media. É investigadora no Instituto de comunicação da UNL (ICNOVA), fundadora da Revista Interact - Arte, Cultura e Tecnologia, e tem coordenado projetos no âmbito do património e das artes contemporâneas, com ênfase no papel dos media digitais e em práticas culturais participativas. Publicações: Media Theory and Cultural Technologies (Cambridge Schcolars,2017); Novos Media - Novas Práticas (Vega, 2011).

Nasceu no Porto em 1967. Licenciado em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Entre 1988 e 1995 colaborou com a Fundação de Serralves, onde coordenou o Serviço Educativo e foi assistente do director artístico.
Entre 1995 e 1998 foi director artístico da Fundação Cupertino de Miranda em Vila Nova de Famalicão.
Foi responsável pela área de Artes Plásticas, Arquitectura e Cidade do Porto 2001, Capital Europeia da Cultura. 
Entre 2002 e 2005 fez parte da mesa curatorial do Centre d’Art Santa Mónica em Barcelona, onde era co-responsável pela programação da instituição e comissariou projectos de artistas portugueses e internacionais, entre eles os de Antoni Abad, Graham Gussin, Maria Nordman, Runa Islam, Helena Almeida, Francisco Queirós, Filipa César e João Tabarra.
Foi responsável pelo projecto de arquivo sobre arte contemporânea em Portugal intitulado anamnese (www.anamnese.pt) - o site e o livro, desenvolvido para a Fundação Ilídio Pinho.
Através de um concurso internacional foi eleito director do Centro Galego de Arte Contemporánea (CGAC) de Santiago de Compostela (2009-2015). 
Recentemente editou para a Fundação de Serralves uma antologia de textos críticos de Fernando Pernes (Dizer a imagem) e comissariou as exposições Julião Sarmento. No fio da respiração para a Galeria Municipal de Matosinhos e Álvaro Lapa. No Tempo Todo, no Museu de Serralves.
Sócio fundador da Inc. – livros e edições de artistas, Porto.
Curador do projecto Right Cloud@Wrong Weather no Porto.
Desde 2013 é assessor do Conselho de Compras da Colección Fundación Arco.

Mecenas do Ciclo de Conferências
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  • LocalAuditório
  • Horário21h30 - 23h00
  • Dias16 JAN 2020

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