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Há Luz no Parque 2019
de 18 JUL 2019 a 21 SET 2019
Há Luz no Parque - todas as quintas, sextas e sábados
Horário: 21h30 – 00h00 (último bilhete: 23h00)
Entrada: R. Dom João de Castro, 210

Na sua V edição, a instalação "Há Luz no Parque” representa um momento especial de programação do Parque de Serralves. Nos meses de verão, o Parque é aberto ao público em horário noturno, convidando os visitantes a participar de experiências e vivências ambientais e culturais diferenciadoras. Para tal, vários percursos, árvores e elementos construídos icónicos, são decorativamente iluminados, projetando um jogo de luz na criação de novos cenários que se centram na Alameda dos Liquidâmbares, no Lago e na Quinta. O programa de atividades que acompanha o período de vigência da instalação, apresenta visitas orientadas ao Parque, que numa experiência noturna, realçam e mostram a convergência entre o plano natural e artístico e, em simbiose, contam histórias e reforçam o património natural notável, numa descoberta da vida que desperta à noite.

O CONCEITO DO HÁ LUZ NO PARQUE 2019
Na iluminação de um ambiente exterior, podemos apenas considerar a luz como forma de garantir a funcionalidade do espaço, respondendo a exigências básicas na área da visibilidade e segurança. Porém, a conciliação de tais princípios funcionais com uma dimensão mais expressiva permite explorar as múltiplas potencialidades criativas, lúdicas e pedagógicas que a luz artificial pode deter sobre as pessoas, a natureza e os espaços construídos.

Há Luz no Parque Para:

ORIENTAR
A simples premissa de que só há espaço se houver luz, transforma este elemento num dos mais poderosos instrumentos e meios de expressão ao nosso dispor. Uma das principais funcionalidades da iluminação noturna do Parque traduz-se, antes de mais, na capacidade em organizá-lo e em sugerir direções aos visitantes, ao longo das diversas vias e percursos disponíveis.
Otimizando as condições de visibilidade e segurança das pessoas, este tipo de iluminação exterior permite redescobrir as linhas estruturantes do Parque e a geografia geral da paisagem, assim como orientar os visitantes para determinadas passagens ou lugares-chave. 
Com o mínimo de presença e poluição visual possível, a luz surge neste campo como um verdadeiro instrumento de revelação e organização espacial.

CONTEMPLAR 
A iluminação artificial permitiu ao ser humano ‘prolongar o dia’ e iluminar o seu ambiente para além dos limites ao alcance do sol.
Mas para além de princípios meramente funcionais, outro importante objetivo da iluminação do espaço exterior é o de criar diferentes ambientes luminosos para o prazer e conforto visual do visitante, viabilizando a observação noturna de determinados cenários ou elementos naturais, edifícios ou objetos artísticos. Neste âmbito, a luz torna-se criadora de pontos referenciais no Parque, atraindo o olhar e observação do visitante para determinadas árvores notáveis, lugares de destaque ou jogos de luz e sombra. 

INTERAGIR
A luz poder ser igualmente transformadora de energia em vida, comunicação e arte.
Introduzir o humor e o lúdico numa intervenção de luz realça o poder deste material enquanto ferramenta capaz de gerar ambiências festivas ou cenários efémeros. Em certos pontos do Parque, os visitantes serão convidados a manipular a luz, transfigurando os efeitos desta na paisagem ou mesmo nas pessoas. 

RELAXAR 
A presença da luz gera distintos efeitos sensoriais, psicológicos e emocionais, desencadeando no observador inúmeras reações: pode levá-lo a sentir-se desconfortável ou descontente sob alguns tipos de iluminação ou muito confortável e estimulado face a outros. Muitas vezes, são estas mesmas sensações que permanecem na memória do indivíduo sobre um determinado local ou acontecimento. Neste sentido, determinados pontos no Parque procuram recriar um ambiente lumínico que convida à pausa e ao relaxamento do visitante, fazendo-o sentir-se "em casa” e disfrutar de um confortável momento de conversa ou de simples introspeção. 

PROVOCAR
Le Corbusier definiu a Arquitetura como "o jogo sábio, correto e magnífico das formas sob a luz”. Mesmo de fonte artificial, a luz também é um precioso material imaterial, de estado presente mas não tangível e ausente de gravidade, podendo desempenhar um papel significativo na perceção exterior de um edifício arquitetónico. 
- Que portuense alguma vez concebeu que o Museu de Serralves não fosse branco ou a Casa Art Déco não fosse cor-de-rosa?
Intervindo na Arquitetura de forma provocadora e efémera, a luz revela nesta intervenção o seu poder enquanto instrumento de transformação visual ou verdadeiro material de construção.

EDUCAR
Jogando com perceções sensoriais e imaterialidade, a iluminação detém ainda o poder de reproduzir simbologias, simular situações, impor referências.
Neste campo de ação, a luz é usada com objetivos pedagógicos, uma vez que tem a capacidade de penetrar na nossa memória e alertar-nos para assuntos vitais da nossa sociedade contemporânea. Deste modo, certas intervenções no Parque reforçam simbolicamente a importância de dois elementos naturais no nosso planeta: a água e o fogo.
A água, presente ao longo de todo o Parque, escorre por sumidouros, é guiada por regos e contida em espelhos de água, chafarizes ou tanques. A iluminação destes elementos pretende relembrar o visitante da importância deste bem, que embora essencial à sobrevivência do planeta, é cada vez mais escasso. Para a qualidade de vida presente e para a sobrevivência das gerações futuras, é urgente proteger os ciclos naturais da água, recuperar rios poluídos, incentivar a educação ambiental e o uso consciente da água.
O fogo, elemento que contrariamente à água tem de ser combatido, é simbolicamente reproduzido através da luz, no final do Parque, de forma a sensibilizar os visitantes para o perigo que os incêndios florestais representam, anualmente, no nosso país e para o planeta em geral.  

Desenho de luz: Rita Mier

Nota: Durante o Há Luz no Parque, a Casa de Chá estará aberta às sextas-feiras e sábados, das 21h30 às 23h30.
Acesso: 5€ (gratuito até aos 12 anos), 50% desconto para Estudantes e >65 
Amigos de Serralves: entrada gratuita

Actividades Relacionadas
INAUGURAÇÃO | 18 JUL (QUI), 21H30

Durante a inauguração terá lugar um concerto do grupo Danças Ocultas.
Apoio à inauguração: Super Bock Group
A entrada é gratuita.
Artur Fernandes, Filipe Cal, Filipe Cardoso e Francisco Miguel, quarteto que celebra 30 anos de carreira assinada como Danças Ocultas, apresentam o novo espectáculo onde os seus temas mais conhecidos se juntam aos temas do seu recém-editado disco Dentro Desse Mar, produzido por Jaques Morelenbaum. Uma série de novas obras e uma nova atitude, sempre ancorada na larga experiência recolhida ao longo destas três décadas de carreira e, na reconhecida genialidade técnica e artística de cada um dos membros do quarteto.

"Um oceano também é um mar de sons, e o instrumento pode ser a nossa nave. Há fluxos e refluxos, nessa imensidão.
Há marés e bons ventos – que são o alento dos viajantes – e miríades de fulgores entre longínquas margens.
E há vozes, outros tons e inflexões, outras pessoas e cidades, uma azáfama grande. Poemas (e poetas).
Procura-se o caminho: é em diante, onde a surpresa talvez seja constante.
E há Danças Ocultas dentro desse mar.”

Jorge Pereirinha Pires

  • Horário21h30 - 00h00
  • Dias 18 JUL 2019 - 21 SET 2019

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