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L'INVITATION AUX MUSÉES - FRANCISCO TROPA
de 24 NOV 2018 a 25 NOV 2018
A convite do CND Centre national de la danse, espaço dedicado exclusivamente ao arquivo, estudo e divulgação da Dança em Paris (Pantin), o Serviço de Artes Performativas de Serralves irá apresentar um projeto artístico, comissariado pela sua coordenadora, Cristina Grande, do artista Francisco Tropa, integrado no projecto "L'invitation aux Musées”, a que se juntaram seis museus internacionais.

O projeto, constituído exclusivamente por propostas externas, investidas no edifício brutalista do CND, decorrerá de novembro a dezembro, assente num calendário semanal onde coexistirão alguns dos Museus convidados.

O convite recaiu sobre instituições museológicas que fundamentam as suas colecções e programações na transdisciplinaridade e no cruzamento das artes contemporâneas, visuais e performativas.

As características arquitetónicas singulares do emblemático edifício do CND converteram-se num desafio determinante e num ponto de partida para o convite ao artista visual Francisco Tropa no contexto desta iniciativa, em representação do Museu de Arte Contemporânea de Serralves.

Francisco Tropa é um escultor cuja prática se associa frequentemente às artes performativas, privilegiando a experiência de ocupação do espaço expositivo através da apresentação de dispositivos que executam ações, ou são ativados durante a exposição ou que, mesmo inertes, denunciam exemplarmente os gestos que lhe deram origem. Constituídos por objectos e matérias vitais, fazem referência à história de arte e à origem do fazer artístico, questionando o seu destino e a sua natureza.

Movimento e permanência, figuração e abstração, fisicalidade e simbolismo, tempo e suspensão são qualidades determinantes na percepção das suas obras pelo espetador e na transformação dos lugares onde se inscrevem.
O programa que iremos apresentar integrará um conjunto de obras atravessáveis num percurso que se propõe estimulante e representativo da obra escultórica de Tropa.

A este conjunto junta-se ainda uma peça inédita, participada pela dupla de coreógrafos e performers Sofia Dias e Vitor Roriz, convidados pelo artista a constituírem uma nova partitura coreográfica, intitulada Choses sans ombre, em coabitação com a escultura objecto Le perchoir du Goëland, em resultado de uma colaboração artística que reflecte as relações entre o visual e o performativo.

A presença do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, dias 24 e 25 de Novembro, coincidirá com as propostas do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia (Madrid). (Madrid/Espanha) e o Centro de Arte Magasin des Horizons (Grenoble/ França).


Imagem: Escargot, escultura 2015 Caracol, serigrafais, fio de seda, crochet metálico.
  • LocalCentre National de la Danse, Pantin
  • Dias 24 NOV 2018 - 25 NOV 2018
Lisboa, Portugal, 1968. Vive e trabalha em Lisboa.
A escultura tem sido um interesse constante no percurso de Francisco Tropa, artista que começou a expor no início da década de noventa e cujo trabalho tem obtido uma significativa atenção por parte das instituições e da crítica. Foi o representante de Portugal na edição de 2011 da Bienal de Veneza, e participou ainda na Bienal de Rennes (2012), na Bienal de Istambul (2011), na Manifesta (2000), na Bienal de Melbourne (1999) e na Bienal de São Paulo (1999).  
Diversos meios são utilizados por Tropa, como a própria escultura, o desenho, a performance, a fotografia ou o filme, para convocar uma série de reflexões introduzidas por diferentes tradições da escultura. Temas como o corpo, a morte, a natureza, a paisagem, a memória, a origem ou o tempo, estão sempre presentes nos seus trabalhos, num processo interminável de remissão a ideias da história da arte, a outras obras de arte, a trabalhos anteriores do próprio artista, e a autores específicos.
As noções de dispositivo e de espectador são também fundamentais para a compreensão da sua prática, que desafia as categorias tradicionais da arte quer de representação quer de percepção.

Sofia Dias & Vítor Roriz são uma dupla de coreógrafos a colaborar desde 2006 na pesquisa e concepção de vários trabalhos apresentados em mais de 17 países. Os seus trabalhos centram-se na articulação entre a voz, a palavra, o som e os objectos com o corpo, o gesto e o movimento. Em 2011 foi-lhes concedido o Prix Jardin d'Europe pelo espectáculo Um gesto que não passa de uma ameaça, um trabalho que questiona a hierarquia entre a palavra e o movimento. Enquanto dupla têm colaborado com diversos artistas tais como, Catarina Dias, artista visual e colaboradora de longa data, Lara Torres, Marco Martins, Clara Andermatt, Mark Tompkins e desde 2014 que apresentam António e Cleópatra de Tiago Rodrigues e Sopro (2017) do mesmo director. Leccionam regularmente aulas e workshops e têm vindo a organizar residências e encontros de reflexão entre artistas em diferentes contextos. Sofia & Vítor foram convidados a fazer a curadoria da segunda edição do PACAP - Programa Avançado de Criação em Artes Performativas, Fórum Dança (2018/2019). Estrearam o seu mais recente espectáculo O que não acontece, no Festival Alkantara 2018.

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