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A obra consiste na estrutura de uma cama de ferro sobre a qual está um monte de lã crua, não cardada. Suporte frequentemente usado na obra de Kounellis, a cama evoca a presença do corpo e os ciclos de nascimento e morte, enquanto a lã evoca sensações de prazer ou conforto.
No início dos anos 1960 Kounellis começou a incorporar vários elementos nas suas pinturas e as suas composições tornaram-se cada vez mais escultóricas. Trabalhos subsequentes dessa década foram marcados pela introdução de plantas, animais e materiais como ferro, carvão, serapilheira e lã, que abandonam a tela para ocupar o espaço da galeria em unidades ritmicamente organizadas. Estes materiais seriam pouco tempo depois associados à arte povera e, a convite de Germano Celant, Kounellis integrou a primeira exposição do movimento em 1967. A sua conceção da galeria como moldura que expande o campo da imagem seria desenvolvida em instalações e ambientes realizados com objetos encontrados, como camas de ferro, mesas, portas e janelas de madeira, e elementos como o fogo, o fumo e a fuligem. O artista usou o espaço da galeria como palco de fusão entre vida real, ficção e arte; como um lugar onde narrativa e objetos confluem para criar imagens. Já em 1968 Kounellis expressara o objetivo fulcral da sua obra: “Uma coisa que temos de conseguir hoje é a unidade entre a vida e a nossa prática artística.”

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