Novo Banco Revelação 2019

O Prémio NOVO BANCO Revelação é uma iniciativa do NOVO BANCO em parceria com a Fundação de Serralves, que já distinguiu 44 artistas e tem como objetivo incentivar a produção e criação artística de jovens talentos portugueses, até 30 anos, tendo por base uma lógica de divulgação, lançamento e apoio a todos os artistas que recorram ao meio da fotografia.

Ao apostar com Serralves numa iniciativa que promove o surgimento de novos criadores, o NOVO BANCO reforça a sua estratégia de mecenato e promoção da cultural na área da fotografia e, simultaneamente, intervém na comunidade, através de formas inovadoras de dinamização da arte, nomeadamente no contexto dos jovens artistas contemporâneos portugueses.





No âmbito de uma política de partilha com a sociedade portuguesa do seu património, através do NBCultura o NOVO BANCO promove uma estratégia de mecenato cultural por via de um conjunto de iniciativas, designadamente com o Museu de Serralves através deste Prémio.  

Lançada em 2005, esta iniciativa já distinguiu e premiou 39 jovens artistas.
Ao apostar com o Museu de Serralves numa iniciativa que promove o surgimento de novos criadores, o NOVO BANCO reforça a sua estratégia de mecenato cultural na área da fotografia e, simultaneamente, intervém na comunidade, através de formas inovadoras de dinamização da arte, nomeadamente no contexto dos jovens artistas contemporâneos portugueses. 
Sobre os projetos dos artistas finalistas

Nas suas pesquisas, Diogo da Cruz tem vindo a explorar o diálogo entre arte e ciência – em outubro de 2018 iniciou um grupo independente de pesquisa interdisciplinar sediado em Munique, o SFB42, que junta 10 artistas da Academia de Belas Artes com 10 físicos da Universidade Técnica. Determinadas experiências científicas, nomeadamente aquelas associadas à investigação sobre matéria negra, servem-lhe para uma reavaliação da imagem fotográfica. Para o NOVO BANCO Revelação o artista propôs uma instalação performática intitulada a shot in the dark que, classificando uma máquina inventada por cientistas para "registar o que nunca foi detetado” (elementos constituintes do universo que ainda desconhecemos) como uma câmara fotográfica, validando as suas medições como fotografia, nos interpela sobre o estatuto da fotografia na conceção da verdade, na sua relação com o conhecimento.

Luís Ramos, por seu lado, apresentou a concurso uma proposta em que explora várias abordagens à fotografia e a dispositivos de captação de imagens. Através de constantes remissões irónicas e cheias de humor a determinados artistas e movimentos artísticos, Ramos cria trabalhos em que joga inteligentemente com as (in)capacidades dos aparelhos de vídeo para captar e projetar convenientemente determinadas imagens, ou com a atual ubiquidade da fotografia – numa altura em que todos somos, mais do que meros consumidores, produtores de fotografias –, num projeto em que coleciona e valoriza as fotografias que tiramos acidentalmente com os nossos telemóveis e que são por isso usualmente apagadas.

A proposta vencedora de Alice dos Reis põe em causa a relação tradicional e extremamente hierarquizada entre o Homem e os animais, pretendendo refletir, através de um filme e de um vídeo, "o processo de captação de imagens como um exercício não exclusivamente humano”. A potencial colaboração entre espécies posta em marcha no seu projeto pretende questionar as noções de natureza e cultura, pelo caminho repensando o estatuto e as funções da fotografia. Escreve a artista: "Parafraseando John Berger, em vez de olhar para animais, proponho questionar de que modo é que a fotografia pode facilitar um espaço de mediação crítica que nos permita ver com animais.”  


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