Pedro Melo Alves - Triggering Memory
Vexation of Spirit. The Duerckheim Collection x Serralves
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Nesta performance site-specific de 60 minutos integrada na exposição "Vexation of Spirit. The Duerckheim Collection x Serralves", a bateria acústica apresenta-se como um sistema de contraponto político e estético. Em diálogo direto com as obras que habitam a galeria, marcadas por reflexões sobre memória, trauma e as estruturas de poder dos últimos 70 anos, a articulação percussiva aciona e molda em tempo real um arquivo sonoro de samples e discursos da cultura contemporânea.
Partindo do vocabulário da bateria acústica de Pedro Melo Alves, cada ataque e dinâmica funciona como um disparador para uma camada eletrónica paralela, desconstruindo fragmentos sonoros com carga sociopolítica. A acústica do instrumento serve de vetor para a emergência de vozes, ruídos e amostras do presente, criando uma arquitetura de som em constante metamorfose. Entre a improvisação rigorosa e o controlo tecnológico, a performance estabelece um diálogo vivo com as obras em redor, transformando a galeria num território de ressonância crítica, onde a memória histórica da arte contemporânea converge com as urgências do mundo atual.
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Pedro Melo Alves é um dos bateristas e compositores em maior destaque na cena musical vanguardista dos últimos anos em Portugal. Explorador das possibilidades expandidas da percussão, improvisador, compositor para pequenas e grandes formações e programador, o seu trabalho é conhecido pela atitude exploratória e pelo cruzamento ambicioso de circuitos estéticos, do jazz e erudita à música eletrónica e experimental. O seu trabalho tem sido reconhecido com diversas distinções (Prémio de Composição Bernardo Sassetti, El Intruso Banda Revelação 2021, Premio Internazionale Giorgio Gaslini) e tem colaborado com artistas internacionais nas áreas da música, performance e cinema como Tony Malaby, Sun Ra Arkestra, Ingrid Laubrock, Peter Evans, Leo Genovese, Camila Nebbia, Eve Risser, Susana Santos Silva, Mark Dresser, Sara Serpa, Jim Black, Ra Kalam Bob Moses, Hery Paz, Joe Morris, Meg Stuart, Vera Mantero, Peter Kleinert ou Gaya de Medeiros. Ao longo dos anos tem percorrido palcos como The Public Theatre (EUA), Suoni Per Il Popolo (Canadá), Funarte (Brasil), Jazzahead! (Alemanha), Europe Jazz Conference (Portugal), Europavox (França), Le Botanique (Bélgica), Bimhuis (Holanda), Porgy&Bess (Áustria), Budapest Music Centre (Hungria), RoteFabrik (Suiça), Dampfzentrale (Suíça), Saalfelden Jazz Festival (Áustria), Ljubljana Jazz Festival (Eslovénia), Belgrade Jazz Festival (Sérvia), 12 Points Festival (Irlanda), Südtirol Jazz Festival (Itália), Primavera Sounds (Portugal), Paredes de Coura (Portugal), Alkantara (Portugal) ou Jazz em Agosto (Portugal). Nascido em 1991 no Porto, Pedro Melo Alves estudou Bateria Jazz (ESMAE, Porto, 2011), Piano Jazz e Clássico (ESTAL, Lisboa, 2014) e Composição Musical (ESML, Lisboa, 2015). Um atual bolseiro da Civitella Ranieri Foundation, Pedro lidera e compõe para projetos como a sua Omniae Large Ensemble, o projeto multimedia ΞllllllΞ:MATER, The Rite of Trio ou In Igma. Foi artista residente na Galeria Zé dos Bois com o ciclo de improvisação Conundrum, toca nos duetos de percussão com João Pais Filipe ou Pedro Carneiro, e pertence a vários projetos internacionais como HIIT, Luís Vicente Trio, Alma Tree com Ra Kalam Bob Moses e Vasco Trilla e bandas indie como Surma ou Memória de Peixe. Em paralelo, Pedro compõe para Teatro, Dança, Cinema, recebe encomendas de música erudita e programa ciclos de música no Água Ardente (Lisboa).
Imagem Crédito: © Renato Cruz Santos
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