JOANA SÁ - CORPO : TERRITÓRIO — VARIAÇÕES SOBRE INQUIETAÇÃO
O MUSEU COMO PERFORMANCE
Acesso:
Mediante aquisição bilhete Serralves
Desconto de 25% na aquisição de bilhetes para os dois dias. Cumulativo com os descontos habituais (Estudantes e >65 anos).
Entrada gratuita para Amigos de Serralves.
Comprar Bilhete

"Corpo : território — variações sobre inquietação" para piano semi-preparado, bombo e caixa, transmutados por excitadores
Enraizada na geologia eruptiva dos Açores, esta obra escuta o planeta como um corpo inquieto e explora a ‘inquietação’ como condição planetária, corporal e relacional: vibracional, tectónica e imaginativa. O solo em constante mutação sob os nossos pés ecoa um tempo em que a extração se tornou a relação dominante, mas em que o corpo-planeta resiste ao controlo, anunciando outras forças e desfechos. Desenvolvida a partir de gravações de campo, investigação colaborativa, improvisação e experimentação em residências no Faial, em São Miguel e na Fundação Serralves, a peça é também muito marcada pela experiência do incêndio traumático de 2025 na sua aldeia de Frádigas (Parque Natural da Serra da Estrela) — o maior de sempre em Portugal, em termos de área ardida.
Como em todas as peças a solo de Joana Sá, o piano é transmutado num outro apparatus instrumental. Em "Corpo : território — Variações sobre inquietação", o piano é, antes de mais, um instrumento de captação — uma pele sintonizada com movimentos geológicos subterrâneos, um lugar onde forças invisíveis convergem.
As gravações de campo foram captadas em diversos contextos: durante o incêndio de agosto de 2025 na aldeia de Frádigas; nas ilhas do Faial, São Miguel e Pico; em manifestações em Lisboa e Ponta Delgada; foram usadas gravações do coração de Joana Sá e do bebé de Teresa Silva, antes de nascer e fragmentos de gravações de "Inquietação" de José Mário Branco pelo fadista Camané com arranjo para piano de Joana Sá.
Ficha técnica:
Criação, direção artística, composição musical, gravações de campo & performance — piano semi-preparado, bombo, caixa & excitadores: Joana Sá
Cocriação — apoio à criação musical e estruturas de luthieria de cena: Luís J Martins
Cocriação — apoio ao movimento/performance: Teresa Silva
Cocriação — concepção visual do projeto e consultoria para desenho de luz: Daniel Costa Neves
Desenho e operação de luz: Tela Negra
Desenho e operação de som: Suse Ribeiro
Fotos: Daniel Costa Neves
Design: Ana Viana
Produção: Menos Muito Mais CRL
Este projeto tem o apoio da DGArtes e República portuguesa e é uma coprodução Culturgest, Walk & Talk, Fundação de Serralves, Gnration.

Relacionado



Compositora e pianista, o seu trabalho é marcado pela transdisciplinaridade, experimentação e procura de (des)formatos artísticos. A solo, criou ‘a body as listening – resonant cartography of music (im)materialities’, recente trabalho com múltiplos outputs e formatos, assim como a trilogia de solos à escuta | o aberto (2010-2016), central no seu doutoramento (2020) em Performance/Música desenvolvido na UA com bolsa da FCT. Apresenta-se em espaços de referência nacional e internacional, é ativa em diversos ensembles e conta com vários discos e um livro editados. Com Luís J Martins fundou e é codiretora artística de à escuta, colectivo de criação artística e reflexão interdisciplinar, desenvolvido em e com comunidades da Serra da Estrela. www.joana-sa.com