ARS AD HOC

Obras de György Kurtág, Jonathan Harvey, Salvatore Sciarrin, Helmut Lachenmann, Natacha Diels, Mark Andre, Inés Badalo

Auditório do Museu
11 OUT 2026 | 18:00

Bilhete: 7,50€

Estudante/Jovem, maiores de 64

Amigos de Serralves: 3,75€

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1110 ARS AD HOC

A nona temporada do ars ad hoc tem como fio condutor a presença de obras do compositor siciliano Salvatore Sciarrino (1947) e a estreia de obras de compositores portugueses. Centrado na exploração dos limites do timbre, do silêncio e das infinitas possibilidades do arco, este primeiro concerto propõe uma viagem pela sensibilidade da música dos séculos XX e XXI. A miniatura Doloroso [1992], de György Kurtág (1926), contrasta com o enérgico “Little Duo” [2010], de Jonathan Harvey (1939 - 2012), peça em que os instrumentos se imitam e cujos registos se cruzam, abrindo caminho para “Malinconia” [1980], de Sciarrino, outro duo em que o som se dissolve numa poética de micro-texturas e fragilidade expressiva.A investigação radical sobre as possibilidades físicas e acústicas dos instrumentos de cordas ganha corpo em “Pression” [1969], peça seminal de Helmut Lachenmann (1935), e na dimensão performativa e teatral de “2.5 Nightmares, for Jessie” [2015], de Natacha Diels (1981). Por sua vez, a monumentalidade reflexiva de “iv 8” [2009/10], de Mark Andre (1964), aprofunda a escuta através de uma arquitectura sonora de grande densidade espiritual.O programa encerra com a estreia absoluta de “Rust II” [2026], para trio de cordas, da compositora luso-espanhola Inés Badalo — uma co-encomenda da Arte no Tempo e do MPMP Património Musical Vivo, financiada pela Direção-Geral das Artes e pela Fundação Ernst von Siemens para a Música —, reafirmando o compromisso do ars ad hoc com a criação musical.


PROGRAMA
György Kurtág (Lugoj, 1926)“Doloroso (nº 14 do ciclo Jelek, játékok és üzenetek)” [1992] ca 2’para viola solo
Jonathan Harvey (1939 - 2012)“Little Duo” [2010] 2’para violino e violoncelo
Salvatore Sciarrino (1947)“Malinconia” [1980] ca 4’para violino e viola
Helmut Lachenmann (1935)“Pression” [1969/2010] ca 8’para violoncelo solo
Natacha Diels (1981) “2.5 Nightmares, for Jessie” [2015] 10’para violoncelista e 2 assistentes
Mark Andre (1964)“iv 8” [2009-2010] 17’para trio de cordas
Inés Badalo (1989)“Rust II” [2026]* ca 12’ [estreia absoluta] para trio de cordas


Estreia absoluta - co-encomenda

Arte no Tempo e MPMP Património Musical Vivo, financiada pela Direcção-Geral das Artes e a Fundação Ernst von Siemens para a Música.

Diogo Coelho > violino

Francisco Lourenço > viola

Gonçalo Lélis > violoncelo
Diana Ferreira > programação

Arte no Tempo > produção


A Arte no Tempo é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura Juventude e Desporto / Direcção Geral das Artes.

O ars ad hoc é um projecto apoiado pelo Banco BPI e a Fundação “la Caixa”. A partir de 2026 conta também com um apoio da Fundação Ernst von Siemens para a sua mini-temporada de concertos na Fundação de Serralves.

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Apoio

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Surgido em 2018, o ars ad hoc é o projeto de música de câmara da Arte no Tempo. A partir de 2021, a música contemporânea assumiu maior proeminência no trabalho regular do grupo, que tem desenvolvido as suas residências artísticas e realizado concertos regulares na Fundação de Serralves, para além de outras apresentações em que combina a interpretação de música contemporânea com obras do grande repertório clássico/romântico/modernista. Com programação de Diana Ferreira, o ars ad hoc é formado por um corpo estável de músicos versáteis que, depois de se terem notabilizado em Portugal, complementaram os seus estudos no estrangeiro. A sua atividade central é uma mini-temporada de 3 programas exclusivamente compostos por música contemporânea, que apresenta na Fundação de Serralves (Porto) e para a qual conta com o apoio da Fundação Ernst von Siemens. Soma-se a participação nas bienais da Arte no Tempo e em diferentes festivais nacionais, bem como a interpretação de programas ‘clássicos vs contemporâneos’ em diferentes localidades, com o apoio do Banco BPI | Fundação "la Caixa". Realiza ainda audições comentadas para escolas do ensino regular na região de Aveiro, no âmbito do programa ‘crescer com a música’, da Arte no Tempo. O ars ad hoc concentra-se na interpretação de nova música para diferentes formações, com e sem eletrónica, interpretando e estreando obras de compositores nacionais e estrangeiros, trabalhando sempre que possível em contacto directo com os criadores que, por vezes, escrevem música propositadamente para este grupo. Mais do que procurar estrear muitas partituras e de diversos compositores, o ars ad hoc preocupa-se, contudo, em aprofundar a sua interpretação de diferentes obras, proporcionando-lhes diferentes leituras ao longo do tempo. A Arte no Tempo é financiada pela República Portuguesa - Cultura / Direcção-Geral das Artes.


O ars ad hoc é apoiado pelo Banco BPI | Fundação “la Caixa” e a Fundação Ernst von Siemens. Ricardo Carvalho (flauta) | Horácio Ferreira (clarinete) | Diogo Coelho e Matilde Loureiro (violino) | Ricardo Gaspar e Francisco Lourenço (viola) | Gonçalo Lélis (violoncelo) | João Casimiro Almeida (piano)

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