Performance

STEPHEN O’MALLEY & CONTRECHAMPS

FOCO STEPHEN O’MALLEY

Avaeken / But Remember What You Have Had II

Auditório do Museu
13 SET 2026 | 19:00

Bilhete: 10€ Amigos de Serralves, Estudantes, Jovens, e >65 anos: 5€

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1309 STEPHEN O’MALLEY & CONTRECHAMPS
atividade: © Jamie Hawkesworth biografia: ©Regis Golay

But Remember What You Have Had II (2024); (2025; arr. Simon Aeschimann) 35′


"But Remember What You Have Had II" é um arranjo para ensemble instrumental da obra eletroacústica original de Stephen O'Malley, "But Remember What You Have Had", criada em 2023 para o Groupe de Recherches Musicales (GRM). Encomendada pela Contrechamps e orquestrada por Simon Aeschimann, esta nova versão transpõe a linguagem composicional característica de O'Malley para um contexto acústico, preservando as qualidades imersivas e espaciais do original.Com base na vasta experiência de O'Malley tanto como compositor como intérprete, bem como nas suas décadas de trabalho de produção e mistura em estúdio em projetos como SUNN O))), KTL e a sua carreira a solo, "But Remember What You Have Had" explora as relações complexas entre polifonia, entonação, timbre e melodia. Inspirando-se no seu universo sonoro inconfundível de texturas amplificadas, tons instrumentais sustentados e energia física bruta, a obra desenrola-se através de motivos rítmicos e cíclicos que evoluem gradualmente ao longo de quatro andamentos, traçando um percurso desde a abstração harmónica até ao surgimento melódico."But Remember What You Have Had II" reinterpreta estes princípios composicionais para um ensemble que inclui flautas, clarinete baixo, tuba, trompa, contrabaixo, teclado e quatro guitarras elétricas. Concebida como uma experiência espacial imersiva, os intérpretes rodeiam o público em dois níveis, dando continuidade à longa exploração de O’Malley em torno da amplificação, da ressonância e da audição coletiva. Rica em texturas sobrepostas e transformações harmónicas subtis, a obra revela a profundidade e a versatilidade da linguagem musical de O’Malley, marcando um desenvolvimento significativo com uma das suas composições recentes mais ambiciosas e cativantes.



Avaeken (2020) 20’


"Avaeken" (2020) é uma obra de Stephen O'Malley para quatro guitarras elétricas, encomendada pelo quarteto belga de guitarras elétricas ZWERM. Dedicada à organista Kali Malone e ao compositor Alvin Lucier, a peça deve o seu nome ao antigo carvalho de "Avaeken", na ilha sueca de Fårö — um dos carvalhos mais antigos da Europa, com uma história que se estende por mais de um milénio. Inspirado pela extraordinária longevidade da árvore, O'Malley concebeu a obra como uma meditação sobre o tempo, a memória, a resistência e a presença física do som.Como explica o compositor, "Avaeken" foi «concebida para testar a memória mental e física da estrutura composicional e da pressão sonora, bem como a sensação flexível da passagem do tempo, da familiaridade e da evaporação do som». Estas ideias desdobram-se através de uma exploração altamente refinada da microtonalidade e da afinação justa, na qual cada guitarrista executa uma afinação independente utilizando guitarras elétricas padrão, e-bows e slides. Os tons sustentados são executados com precisão excecional, evitando ruídos mecânicos acidentais para que a cor harmónica natural moldada pelos amplificadores possa emergir plenamente.A cada intérprete é atribuído um amplificador dedicado, posicionado no espaço de atuação, permitindo que os padrões subtis de batimento criados pela interação de harmónicos afinados com precisão se desdobrem arquitetonicamente por toda a sala. Em vez de se basear numa melodia ou num pulso convencionais, a obra gera ritmo através da interferência harmónica, transformando o ambiente de audição num campo dinâmico de ressonâncias que envolvem tanto o espaço como os corpos do público.Ao longo dos seus vinte minutos de duração, "Avaeken" cria uma experiência sonora imersiva, na qual estruturas em lenta mudança circulam pela sala com contenção contemplativa e intensidade silenciosa. Característica da prática artística mais ampla de O’Malley, a obra investiga as relações entre amplificação, ressonância, perceção espacial e a fisicalidade da audição, convidando o público a experimentar o som como um fenómeno vivo e temporal.

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O Contrechamps é um ensemble de solistas especializado na criação, desenvolvimento e divulgação de música instrumental dos séculos XX e XXI. O conjunto dedica-se a destacar a diversidade de estéticas e formatos que compõem a cena contemporânea e experimental. Há mais de 40 anos que o Ensemble Contrechamps trabalha em estreita colaboração com um grande número de compositores, maestros e artistas – Rebecca Saunders, Pierre Boulez, Chiyoko Szlavnics, Christine Sun Kim, Michael Jarrell, Jacques Demierre, Olga Kokcharova, Sofia Jernberg, Vimbayi Kaziboni ou Heinz Holliger, entre outros. O ensemble também dá a conhecer as múltiplas competências e os talentos únicos dos seus músicos. O Contrechamps empenha-se em desenvolver formatos inovadores, tais como performances-instalação, concertos radiofónicos, laboratórios de investigação ou processos colaborativos. O Ensemble é um híbrido, simultaneamente orquestra e coletivo, o que lhe permite adaptar-se a uma variedade de contextos artísticos e às propostas dos artistas com quem trabalha. Reconhecido pelo seu trabalho e convidado a atuar em palcos internacionais, o Contrechamps apresenta-se regularmente em eventos como o Festival d’Automne em Paris, o Festival de Salzburgo, o Wien Modern, o MaerzMusik em Berlim, o Donaueschinger Musiktage, o Ultima em Oslo, o Festival de Música Contemporânea de Huddersfield, a Bienal de Veneza, no Institute of Contemporary Arts em Londres e no Ircam-Centre Pompidou em Paris.

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