Conversa

VISITA ORIENTADA À EXPOSIÇÃO MANOEL DE OLIVEIRA E O CINEMA PORTUGUÊS 3

MANOEL DE OLIVEIRA E O CINEMA PORTUGUÊS 3

COM JOÃO MÁRIO GRILO, CO-CURADOR DA EXPOSIÇÃO

Auditório da Casa do Cinema de Oliveira
13 SET 2026 | 12:00

Acesso gratuito

1309 VISITA ORIENTADA À EXPOSIÇÃO MANOEL DE OLIVEIRA E O CINEMA PORTUGUÊS 3

Visita orientada à exposição MANOEL DE OLIVEIRA E O CINEMA PORTUGUÊS: 3. VOLTAS DA VIDA - ONTEM COMO HOJE, por João Mário Grilo, cineasta e co-curador da exposição.

Esta é a terceira e última parte de um ciclo de três exposições iniciado em 2023, que tem por objetivo colocar o arquivo pessoal de Manoel de Oliveira, integralmente depositado em Serralves, em diálogo com uma cartografia do cinema português que lhe foi contemporâneo. Rematando a trilogia, esta mostra examina os vinte e cinco anos decorridos entre 1990 e 2015, ano do seu falecimento, completando também a cronologia do cinema português que constitui o pano de fundo desta revisão. Neste arco final do seu longo percurso, já depois de ter ultrapassado os oitenta anos de idade, Manoel de Oliveira concluiu trinta e um filmes (vinte deles longas-metragens de ficção), número consideravelmente superior ao que havia realizado nas seis décadas precedentes (catorze). Entre a maturidade, marcada pelo aprimoramento do seu vocabulário autoral, e a fase tardia, caracterizada por um crescente despojamento, estas duas últimas décadas constituem o momento em que Oliveira combina a serenidade clássica, finalmente alcançada, com a síntese, variação e radicalização de muitas das configurações estéticas e temáticas da sua obra anterior.

Nesta visita, o cineasta e co-curador da João Mário Grilo conduzir-nos-á pelas várias questões formais e concetuais que definiram a estrutura deste momento que fecha este ciclo de três exposições.

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João Mário Grilo
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João Mário Grilo

João Mário Grilo (Figueira da Foz, 1958) é Professor Catedrático na NOVA FCSH, onde fez o seu mestrado e doutoramento (Ciências da Comunicação/Cinema). Dá aulas de Realização de Cinema (seminário) e é coordenador dos Doutoramentos em Estudos Artísticos e em Digital Media e do Mestrado em Cinema/Televisão. Publicou inúmeros artigos sobre cinema e arte contemporânea em Portugal e no estrangeiro (em particular, na revista Traffic). É autor de vários livros, entre eles A ordem no cinema: vozes e palavras de ordem no estabelecimento do cinema em Hollywood (1997), As Lições do Cinema. Manual de Filmologia (2006), O Cinema da Não-Ilusão (2006), O Homem Imaginado (2006). Como realizador, fez o primeiro filme, Maria, em 1978, ao qual se seguiram títulos como A Estrangeira (1982), O Processo do Rei (1989), O Fim do Mundo (1993), Os Olhos da Ásia (1996) ou Duas Mulheres (2010). Em 1982 recebeu o prémio Georges Sadoul, em 1999 o prémio Especial do Júri no Rio de Janeiro, o prémio do público e do júri em Biarritz, o prémio PROCIREP em Cannes, o prémio de melhor documentário no festival Indie Lisboa (2012) e, no Porto, em 2012, o prémio Paz dos Reis pela sua carreira. Já foram apresentadas retrospetivas do seu trabalho cinematográfico no Festival de Cinema de La Rochelle, no Festival da Figueira da Foz e uma retrospetiva integral no LEFFEST.

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