SESSÃO DE CINEMA: DAGUERRÉOTYPES | LES DITES CARIATIDES


RETROSPETIVA AGNES VARDA
Auditório da Casa do Cinema Manoel de Oliveira
16 OUT 2022 | 17H00

Todos os filmes serão apresentados na sua língua original e legendados em português.

Por motivos de força maior o programa poderá ser alterado.


__________


Acesso

Bilhete (1 sessão): 3€

Estudante/Jovem, Maiores de 65 e Amigos de Serralves: 1,5€

O acesso ao Auditório da Casa do Cinema é feito pela Rua de Serralves nº 873, 30 minutos antes do início da sessão.

Pad2 800x450 cover

16 OUT | DOM | 17H00
LES DITES CARIATIDES |
DAGUERRÉOTYPES

FR, W-GR, 1975-1984, 90 min.


LES DITES CARIATIDES
FR, 1984, 12 min.


"Foi uma encomenda para um programa do canal de televisão TF1. Propuseram-me que realizasse um documentário sobre as cariátides, estátuas de mulheres, colunas humanas, que, nuas ou seminuas, carregam varandas, batentes, sacadas e toda a sorte de elementos arquitetónicos muito pesados. Pensei na origem delas e disse a mim mesma: Chic, vão me mandar para o Parthenon! Mas o programa tinha pouco dinheiro, tive que me ficar pelas cariátides dos edifícios de Paris. Andei por aí, descubri algumas, filmei-as e apercebi-me de que a maioria data da década de 1860. Não pude deixar de pensar em Baudelaire, que escreveu poemas muito bonitos e que podiam combinar bem com esse sonho de mulheres de pedra.” – Agnès Varda


DAGUERRÉOTYPES
FR, W-GR, 1975, 78 min.


Daguerréotypes não é um documentário sobre o primeiro processo de revelação fotográfica com sucesso comercial inventado por Louis Daguerre, nem sobre a aura fantasmática dessas primeiras imagens. Também não é um filme sobre toda a Rue Daguerre, uma pitoresca via do 14.º bairro de Paris, onde Agnès Varda viveu e trabalho durante várias décadas numa casa que era habitação própria, escritório, loja, ponto de encontro e atração turística. É, sim, um filme sobre um pequeno pedaço dessa rua, entre o número 70 e o número 90 (Varda vivia no número 88, e é la que permanece a sede da sua empresa, a Ciné-Tamaris). O filme é, nas palavras da própria realizadora, “um documento modesto e local sobre alguns pequenos comerciantes meus vizinhos, um olhar atento sobre a maioria silenciosa. É um álbum de bairro, são retratos estéreo-daguerreotipados, são arquivos para os arqueo-sociólogos do ano de 2975.”

A DECORRER

TERMINADAS