AS NANOPARTÍCULAS E O MEIO AQUÁTICO: QUEM SE LIXA É O MEXILHÃO?  

CONVERSAS COM CIÊNCIA

Celeiro – Quinta de Serralves
20 SET 2020

11:00 - 12:30

Acesso gratuito, sujeito a inscrição obrigatória para m.tavares@serralves.pt, até às 17h da sexta-feira anterior

Entrada pela Rua Bartolomeu Velho, 141

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O desenvolvimento tecnológico tem possibilitado a síntese e a descoberta de novas aplicações para partículas à escala nanométrica em diversas áreas. Assim surgem as nanopartículas, ou seja, partículas formadas por elementos ou compostos químicos com tamanho na gama do milhão de vezes inferior ao milímetro!

Nesta conversa iremos abordar a relação das nanopartículas - que cada vez mais estão presentes no meio natural, com os organismos aquáticos. O meio aquático recebe contaminantes de muitas origens e muito distintos. A presença das nanopartículas no meio natural decorre do facto das estações de tratamento de efluentes muitas vezes não estarem preparadas para remover estes contaminantes. A ingestão ou exposição às nanopartículas pode implicar riscos para os organismos aquáticos. Pode também haver exposição dos consumidores através da ingestão de pescado contaminado. Há por isso necessidade de estudar os efeitos da exposição a nanopartículas nos organismos aquáticos e estudar o risco do consumo dos alimentos que possam conter estes contaminantes. Vamos então falar um pouco do que já se sabe e do que ainda falta saber!

Investigador: Mário Jorge Araújo

Mário Jorge Araújo é licenciado em Ciências e Tecnologia do Ambiente (2006) e mestre em Ciências do Mar e Recursos Marinhos (2011) pela Universidade do Porto. É Doutorado em Biologia e Ecologia das Alterações Globais (2019) pela Universidade de Aveiro. Ao longo da sua carreira tem estudado a ecologia e os efeitos diretos e indiretos da pressão humana no meio aquático, tais como sobrepesca, redução do habitat disponível, exposição a contaminantes ou radiação ultravioleta. Ao longo do seu percurso já trabalhou com diversas espécies de peixes das águas nacionais, incluindo lampreia, enguia ou linguado. Atualmente é bolseiro de investigação do projeto Nanoculture no Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto, onde investiga os efeitos de nanopartículas em espécies de aquacultura no Atlântico.