China torna-se verde: ambientalismo coercivo para um planeta problemático

Pluralizando o Antropoceno

26 ABR 2021

Horário: 14:00 - 15:30 (UTC + 1)

A sessão será em Inglês

Evento online, de acesso gratuito, com inscrição obrigatória através deste link

O link de acesso será enviado após conclusão do período de inscrições

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Yifei Li (New York University Shanghai) and Judith Shapiro (American University) 

Moderador: Gonçalo Santos (CIAS/ Sci-Tech Asia)


O que significa para o futuro do planeta, quando um dos sistemas de governos autoritário mais duradouro do mundo, procura a "civilização ecológica"? A China, apesar dos seus altos níveis de poluição e da sua colossal utilização de recursos naturais, desenvolveu um modelo de ambientalismo estatal que concentra o poder político, económico e epistémico sob uma liderança centralizada. Perante isto, a China parece consubstanciar a esperança de uma nova abordagem radical para a governação ambiental. Nesta sessão, os autores investigam os mecanismos concretos do ambientalismo coercivo da China para mostrar como "tornar-se verde" ajuda o estado a promover outras agendas, como a vigilância dos cidadãos e a influência geopolítica. Através de iniciativas, regulamentos e campanhas implementadas de cima para baixo para mitigar os impactos da poluição e da degradação ambiental, as autoridades chinesas também promovem a monitorização do comportamento dos indivíduos e das empresas, a pacificação das regiões fronteiriças e a expansão do poder e influência chineses ao longo da nova rota da seda, bem como nos bens comuns globais. Devido ao pouco tempo que resta para a mitigação das alterações climáticas e a proteção de milhões de espécies em extinção, precisamos considerar se um autoritarismo verde pode mostrar o caminho e quais são as suas promessas e riscos.

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