Segurança na era da (In) Humanidade

Pluralizando o Antropoceno

Parque
10 MAI 2021

Horário: 14:00 - 15:30 (UTC + 1)

A sessão será em Inglês

Evento online, de acesso gratuito, com inscrição obrigatória através deste link

O link de acesso será enviado após conclusão do período de inscrições

Pad2 800x450 cover

Michael Herzfeld (Harvard University)

Moderador: Gonçalo Santos (CIAS/ Sci-Tech Asia)


Os apelos à "segurança" são feitos por representantes estatais em todo o mundo como justificação para o controlo excessivo, e este modelo funcionou bem também para os operadores neoliberais e para os que são suficientemente ricos para poderem pagar pelo encerramento dos seus espaços contra um perigo potencial do “lado de fora”. Foi universalizado como "segurança planetária", dando legitimidade a uma ampla sucessão de atos arbitrários de exclusão social, cultural e racial e, em última análise, para uma rejeição da responsabilidade coletiva da Humanidade pela biodiversidade, bem como pela diversidade linguística e cultural. Formas de soberania diferentes, mas mutuamente paralelas e que se reforçam mutuamente são invocadas para justificar práticas discriminatórias, que ofendem a própria ideia de uma humanidade comum e troçam do termo "Antropoceno," sugerindo a necessidade de uma reconsideração da sua utilidade e uma avaliação do perigo de ser deliberadamente mal interpretado. Concomitantemente, as expropriações do espaço de vida comum acontecem simultaneamente com os abusos do direito à liberdade de expressão e de ação, ignorando o contrato social e as responsabilidades mútuas associadas que fundamentam tais conceitos e os subjugam a impulsos totalitários a todos os níveis. E se questionarmos o que significam os apelos à segurança planetária para os sem-abrigo e para indivíduos sem posses? E se questionarmos o que significa a liberdade de expressão para aqueles que são mais prejudicados pela sua incorreta utilização? Como é que as diferenças culturais - por exemplo, aquelas reveladas em hábitos locais de etiqueta e pedidos de desculpa e conceitos de culpa e de causalidade – moldam as respostas a essas perguntas, e como é que os antropólogos podem contribuir para um debate global, recentrando o planetário nos detalhes de acordos sociais locais?

S 800xnull Contain
Gonçalo D. Santos
S 800xnull Contain
Michael Herzfeld
Image
Image mobile

Gonçalo D. Santos is an Assistant Professor of Social-Cultural Anthropology in the Department of Life Sciences and a full member of the Research Centre for Anthropology and Health (CIAS) at the University of Coimbra. He held previous positions at the London School of Economics and Political Science, the Max Planck Institute for Social Anthropology, and the University of Hong Kong. His research on China explores new approaches to questions of modernity, moral subjectivity, and social and technological transformation. He is the author of Chinese Village Life Today (Univ. of Washington Press, In Press) and the co-editor of Transforming Patriarchy (Univ. of Washington Press, 2017). He is the founder and the director of the international research network Sci-Tech Asia, and a participant in the Initiative for U.S.-China Dialogue on Global Issues Research Group on Culture and Societyat Georgetown University.

 

Gonçalo D. Santos

University of Coimbra

Department of Life Sciences

Calçada Martim de Freitas

3000-456 Coimbra (Portugal)

Personal Website: https://gdsantos.com/

Network Website: https://www.scitechasia.org