Visita guiada por Manuel Loff

PARA UMA TIMELINE A HAVER

Museu
18 JUN 2021

Horário: 19:00

Local: Foyer do Auditório do Museu

Lotação: 12 pessoas

Inscrição obrigatória para ser.educativo@serralves.pt, até às 16:00 do dia anterior.



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Visita guiada à exposição pelo historiador e ensaísta Manuel Loff


Acesso:

Bilhete Visita Orientada

Adulto residente em Portugal: 10€

Adulto não residente em Portugal: 12€

Entrada gratuita para crianças até aos 12 anos;

Desconto de 50% para Amigos de Serralves, jovens até aos 18 anos e maiores de 65 anos


A Fundação de Serralves inaugurou a 22 de abril, na 6ª edição do Festival DDD – Dias da Dança Para uma timeline a haver: genealogias da dança como prática artística em Portugal, uma exposição que interroga o desenvolvimento e a disseminação da dança como prática artística em Portugal, nos séculos XX e XXI , da autoria dos artistas e investigadores Ana Bigotte Vieira,  João dos Santos Martins e Carlos Manuel Oliveira .

Levada a cabo intermitentemente desde 2016 e para sempre em aberto, a exposição relaciona eventos de matriz social, política, cultural, biográfica e artística, possibilitando uma leitura comparada e contribuindo para criar alguma familiaridade com obras, autores, cânones, corporalidades, épocas e mundividências, ao mesmo tempo que os interroga estética e politicamente. Neste âmbito, foi programado um conjunto de visitas guiadas e de conversas em que coreógrafos, bailarinos, ensaístas e historiadores tanto “lêem” e apresentam a exposição como relacionam as suas vivências com o que nela é dado a ver. A exposição torna-se assim espaço crítico e de partilha, gerador de múltiplas abordagens e possibilidades de leitura.


Dia 18 será a vez do historiador Manuel Loff partilhar uma análise ao século XX português a partir do ponto de vista particular que a dança enquanto forma artística e o seu ensino oferecem - e em que se cruzam aprendizagens de gestos e intensidades, cinéticas e corporalidades, dando a ver sujeitos e o processo intrincado da formação das suas subjectividades. Da fúria modernista à formação das meninas de sociedade, do jovem da legião portuguesa ao rapaz ostracizado por querer dançar ou aos bailarinos que, em 1975, vão dançar para as fábricas em autogestão, em causa encontram-se formas de vida e o papel que nelas a arte - e, em particular,  a  dança -  ocupa. O que é indistinguível do próprio alargamento da ideia de dança. 

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Manuel Loff
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Manuel Loff nasceu em 1965. É licenciado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1988); Mestre em História dos séculos XIX e XX, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1994) e doutorado em História e Civilização, pelo Instituto Universitário Europeu de Florença (2004).

Atualmente, é professor associado no Departamento de História e Estudos Políticos e Internacionais da FL/UP e investigador integrado do Instituto de História Contemporânea (IHC-FCSH/UNL).

Dedica-se há mais de 20 anos ao estudo do século XX, especialmente as ditaduras da Era do Fascismo e os processos de construção social da memória da opressão ou das experiências da sua superação.