FIGURE IN A CLEARING, ON THE OTHER OCEAN E VIEW FINDER, DAVID BEHRMAN FEAT. ARS AD HOC

Open Space: Focus on David Behrman

Auditório do Museu
27 NOV 2021

Horário: 17:30

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 On the Other Ocean foi o primeiro álbum de estúdio de David Behrman, editado em 1978. Considerado um marco na história pela forma como combinava a eletrónica e os músicos em instrumentos acústicos, o álbum era constituído pelo tema título e por Figure in a Clearing


 



On the Other Ocean, David Behrman (1977)

On the Other Oceancentra-se em seis tons que, quando tocados, ativam circuitos eletrónicos de sensíveis aos tons. O computador pode sentir qual a ordem e o tempo em que os seis tons são tocados e pode então reagir enviando sinais de mudança de harmonia para dois sintetizadores musicais desenhados para este efeito. A relação entre os dois músicos e o computador é interativa, com o computador a alterar as harmonias produzidas eletronicamente em resposta ao que os músicos tocam, e os músicos a serem influenciados na sua improvisação pelo que o computador faz.


On the Other Oceanfoi criado depois de David Behrman ter contactado com o KIM-1 (abreviação de Keyboard Input Monitor, o primeiro "microcomputador" barato, um pequeno computador de placa única desenvolvido e produzido pela MOS Technology, Inc. e lançado em 1976.)

A primeira gravação de On the Other Ocean foi feita no Center for Contemporary Music do Mills Collegeem setembro de 1977, com Maggi Payne na flauta, Arthur Stidfole no fagote e com "Blue" Gene Tyranny como engenheiro de som.

 

Figure in a Clearing, David Behrman (1977)

Figure in a Clearing, criada alguns meses antes de On the Other Ocean, foi a primeira peça de Behrman a usar um computador. Em Figure in a Clearing, o “microcomputador” KIM-1 controlava as configurações de um sintetizador musical caseiro que trabalhava com geradores de ondas triangulares, amplificadores controlados por voltagem e moduladores de frequência. O computador corria um programa que fazia variar os intervalos de tempo entre as mudanças de acordes. Os intervalos de tempo foram modulados com base no movimento de um satélite em órbita elíptica descendente em torno de um planeta. A única "partitura" do violoncelista era uma lista de 6 tons a serem usados na performance e um pedido para que este não acelerasse quando o ritmo controlado pelo computador o fizesse. A riqueza tímbrica e a eloquência concentrada da realização da peça provinham assim das suas próprias fontes.

Figure in a Clearingfoi gravado pela primeira vez por David Gibson, tocando frases no violoncelo que se moviam lentamente contra os ritmos flutuantes do sintetizador controlado pelo KIM-1.

 


View Finder, David Behrman (2002 – 2020)

View Finder encontra as suas raízes nas peças para sintetizadores analógicos do início da década de 1970 que incluíam um elevado número de ondas triangulares flutuantes, tendo evoluído lentamente nas últimas décadas.


Em 2002, View Finder era apresentada no formato de uma instalação na qual uma câmara sensível ao movimento despoletava alterações no som eletrónico presente no espaço.

Nas versões atuais, sons realizados em instrumentos acústicos ou vozes são misturados com as texturas de sons eletrónicos.

A peça providencia situações para os performers explorarem, em vez de uma composição fixa com instruções para serem seguidas. 


 


David Behrman: eletrónica

 

ARS AD HOC

Álvaro Pereira: violino

Gonçalo Lélis: violoncelo

Horácio Ferreira: clarinete

Beatriz Ribeiro: flauta


A DECORRER

TERMINADAS