Conferência

Maguy Marin: Repertório(s)

FOCO Maguy Marin

Com Lia Rodrigues e apresentação e mediação de Maria José Fazenda

Teatro Nacional de São João
21 NOV 2026 | 16:00

Acesso gratuito

2111 Maguy Marin: Repertório(s)

Nome fundamental da Nova Dança Europeia, autora de May B., obra-prima inspirada no universo literário de Samuel Beckett, Marin vem falar-nos da sua influente obra coreográfica, distinguida com o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, em 2016. No livro de conversas com Olivier Neveux, Toucher au nerf, publicado em 2023, a artista confessa: “Num momento decisivo da minha vida, decidi começar a exprimir, sem constrangimentos de nenhuma espécie, o que sentia e o que pensava com as minhas próprias palavras.” Às palavras livres de Maguy Marin (que participará por videoconferência) juntam-se as da coreógrafa e bailarina brasileira Lia Rodrigues – que integrou May B. na estreia (1981), antes de regressar ao Brasil para fundar a sua companhia – e as da investigadora na área da dança Maria José Fazenda, a quem cabe a apresentação e a mediação.

Conferência em língua francesa, com tradução simultânea para língua portuguesa.


A conferência Maguy Marin: Repertório(s) integra-se no Ciclo de conferências sobre repertório, programada pelo Teatro Nacional de S. João







2111 Maguy Marin: Repertório(s)

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Bailarina e coreógrafa nascida em Toulouse, Maguy Marin estudou dança clássica no Conservatório de Toulouse, tendo depois ingressado no Ballet de Estrasburgo, antes de se juntar à Mudra (Bruxelas), a escola pluridisciplinar de Maurice Béjart. Em 1978, fundou com Daniel Ambash o Ballet-Théâtre de l’Arche, que se tornaria, em 1984, a Companhia Maguy Marin. O Centro Coreográfico Nacional de Créteil e Val-de-Marne surge em 1985: ali prossegue um trabalho artístico assíduo e intensa divulgação por todo o mundo. Em 1987, o encontro com o músico e compositor Denis Mariotte inicia uma colaboração decisiva que abre o campo de experimentação. Em 1998, mudam-se para um novo Centro Coreográfico Nacional em Rillieux-la-Pape. Um «nós, no tempo e no lugar» que reforça a nossa capacidade de fazer surgir «essas forças diagonais resistentes ao esquecimento» (H. Arendt). O ano de 2011 marca um momento de reavaliação das modalidades em que se realizavam a reflexão e o trabalho da companhia. Após anos intensos no CCN de Rillieux-la-Pape, surge a necessidade de uma nova etapa para continuar a abrir o espaço imaterial de um «comum» que procurava obstinadamente concretizar-se. No final de um período de três anos em Toulouse, materializou-se a ideia de se instalarem na Ramdam, uma antiga carpintaria adquirida em 1995, graças aos direitos de autor, em Sainte-Foy-lès-Lyon. A mudança da companhia em 2015, dá início à implementação de um novo projeto ambicioso em cooperação com a atual equipa do RAMDAM, UM CENTRO DE ARTE.

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