Sardinhas romanas e baleias medievais
CONVERSAS COM CIÊNCIA
Como o DNA antigo permite desvendar o passado da exploração de espécies marinhas na Península Ibérica, com Paula Campos, investigadora do CIIMAR

O DNA antigo (aDNA), a recuperação de informação genética a partir de espécimes históricos, subfósseis e fósseis, abre uma janela para o passado e é capaz de nos fornecer uma variedade de informações que não podem ser obtidas apenas com espécimes modernos. Este material genético pode ser recuperado a partir de uma miríade de fontes diferentes, incluindo ossos e dentes, cabelo, tecidos moles preservados, coprólitos, amostras ambientais (tais como sedimentos e núcleos de gelo), material vegetal preservado, espécimes de herbários, como sementes, e até mesmo cálculo dentário. Desde o primeiro estudo de DNA antigo, com a sequenciação de parte do DNA mitocondrial de uma quaga extinta, o aDNA passou por uma revolução massiva, principalmente devido à introdução da sequenciação de nova geração, mas também a melhorias nas metodologias experimentais e analíticas.
Nesta conversa, serão apresentados dois casos de estudo que evidenciam o potencial do DNA antigo e que nos permite saber mais sobre a exploração pré-industrial da sardinha e da caça Medieval à baleia na costa da Península Ibérica.
Investigadora: Paula Campos
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Bióloga especializada em ADN antigo, com mais de 20 anos de experiência na aplicação de abordagens moleculares e genómicas à investigação em arqueologia, paleontologia e biologia da conservação. Obteve o doutoramento em ADN Antigo e Evolução pela Universidade de Copenhaga em 2009, após formação ao abrigo de uma bolsa Marie Curie, e desde então ocupou cargos de investigação e docência na Universidade de Copenhaga, na Universidade de Coimbra e no CIIMAR–Universidade do Porto, onde é atualmente líder de grupo nas áreas de Paleogenómica e Conservação da Biodiversidade.
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