SESSÃO DE CINEMA: L’OPÉRA-MOUFFE | SALUT LES CUBAINS | BLACK PANTHERS

RETROSPETIVA AGNES VARDA
Auditório da Casa do Cinema Manoel de Oliveira
30 OUT 2022 | 17H00

Todos os filmes serão apresentados na sua língua original e legendados em português.

Por motivos de força maior o programa poderá ser alterado.


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Acesso

Bilhete (1 sessão): 3€

Estudante/Jovem, Maiores de 65 e Amigos de Serralves: 1,5€

O acesso ao Auditório da Casa do Cinema é feito pela Rua de Serralves nº 873, 30 minutos antes do início da sessão.

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30 OUT | DOM | 17H00
L’OPÉRA-MOUFFE | SALUT LES CUBAINS | BLACK PANTHERS

FR, CU, USA, 1958-1963-1968, 77 min.

L’OPÉRA-MOUFFE
FR, 1958, 16 min.


“A Rue Mouffetard, em Paris, hoje em dia é uma zona com centenas de restaurantes, lojas de roupa, sapatarias e todo o tipo de coisas, não se parece em nada com o que era em 1958: na altura era pobre, suja e cheia de pessoas sem-abrigo que dormiam por toda a parte. Eu tirava fotos e fazia apontamentos, e nesse inverno morreram de frio três homens que por lá viviam. Ia ao mercado quase todas as manhãs e filmava com uma câmara de 16 mm emprestada. Nessa altura estava também grávida. Senti em mim a contradição de esperar um filho, de ter esperança e de andar por este mundo de pobres, bêbados e infelizes. Tentei dar rédea solta a imagens confusas, não exatamente medos, mas uma espécie de fantasias, algo que poderia ser a imaginação da gravidez. Tentei expressar tudo isso no filme. Terminei-o em abril de 1958, e no mês seguinte, em maio, dei à luz a minha filha Rosalie.” – Agnès Varda


SALUT LES CUBAINS
FR, CU, 1963, 30 min.


Socialismo e cha-cha-cha! Este foi o slogan de “Salut les cubains”, filme realizado a convite do então recém implementado regime liderado por Fidel de Castro. Agnès Varda foi desafiada a retratar Cuba quatro anos após a revolução, quando as primeiras mudanças sociais já se faziam sentir e, de câmara em punho, fez mais de 1800 fotografias. Regressada a França, deu-se a si mesma a missão de realizar um filme a partir das fotografias que havia recolhido. O que daí resultou foi um olhar crítico e fascinado sobre as utopias políticas, acompanhado por um estonteante ritmo musical e por uma narração assegurada pelo ator Michel Piccoli.


BLACK PANTHERS
FR, USA, 1968, 31 min.


"Black is beautiful. Negro é negro, e a História ondula de movimento em movimento. 1968. Em França, desde maio, as reivindicações e esperanças eram expressas com violência. Nos Estados Unidos, a comunidade negra estava em polvorosa por causa do julgamento de um líder dos Black Panthers, Huey Newton. Pascal Thomas [realizador e argumentista francês] conseguiu que nos autorizassem a filmar uma entrevista a Newton na prisão. Fui para Los Angeles assim que soube que ia haver uma manifestação, uma reunião ou uma marcha. Dizia ‘Televisão Francesa’, sorria e circulava livremente. Filmei com uma câmara de 16 mm emprestada por ativistas da Universidade de Berkeley. As lideranças fizeram os seus discursos: Bobby Seale, Eldridge Cleaver... As mulheres também expressavam o desejo de agir, de tomar decisões e o orgulho de serem negras. Já as crianças dançavam." - Agnès Varda

A DECORRER

TERMINADAS