CONFERÊNCIA DE RAQUEL SCHEFER: AUTORREPRESENTAÇÃO E CO-REPRESENTAÇÃO NO CINEMA

A POLÍTICA DAS FORMAS E AS FORMAS DA POLÍTICA

Auditório da Casa do Cinema Manoel de Oliveira
27 FEV 2023 | 19H00

Acesso

Bilhete (1 sessão): 3€

Estudante/Jovem, Maiores de 65 e Amigos de Serralves: 1,5€

O acesso ao Auditório da Casa do Cinema é feito pela Rua de Serralves nº 873, 30 minutos antes do início da sessão.

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CONFERÊNCIA A POLÍTICA DAS FORMAS E AS FORMAS DA POLÍTICA
Zulay, Facing the 21st Century” (1989) de Jorge Prelorán, Mabel Prelorán e Zulay Saravino

Desenhando e percorrendo uma cartografia histórica e estética em diálogo com os filmes do ciclo “O que é um autorretrato?”, a conferência debruçar-se-á sobre a autorrepresentação e a co-representação no cinema.

Se autores como Michel Beaujour e Raymond Bellour consideram que a evolução do autorretrato, género transdisciplinar atravessado pela dialética entre mesmidade e alteridade e entre memória e invenção, reflete as flutuações da formação do sujeito moderno, tratar-se-á, num primeiro tempo, de examinar de que maneira a estruturação e a desestruturação do autorretrato no cinema (dos seus modos narrativos e procedimentos estéticos, mas também a transformação dos seus modos de produção na sua relação com a tecnologia, em particular videográfica) que ocorrem a partir do fim da década de sessenta permitem reconsiderar as deslocações da linha de separação entre o cinema de vanguarda e experimental e o cinema militante e engajado, bem como as suas determinações político-estratégicas.


Num segundo tempo, a política das formas e as formas da política da autorrepresentação serão repensadas quer a partir de questões epistemológicas, quer em função da diversificação dos modos de produção. Se filmes como “The Laughing Alligator” (1979), de Juan Downey, deslocam o autorretrato para um contexto etnográfico, desintegrando, através de lógicas de reciprocidade, a conceção binária da relação entre mesmidade e alteridade que a autorrepresentação punha já em causa, obras como as de Raymonde Carasco e Régis Hebraud, María Barea e o Grupo Warmi, Jorge Prelorán ou o coletivo Ogawa Pro adotam um sistema de co-representação em que tende a dissolver-se a relação convencionalmente vertical, hierarquizada e não-recíproca entre o sujeito e o objeto de representação e conhecimento, o observador e o observado. Se essa deslocação tem importantes consequências formais, o chamado “Quarto Cinema” redefine a própria noção de “autorrepresentação” ao operar uma revolução dos modos de produção.

- Raquel Schefer

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