CONVERSA COM VALTER HUGO MÃE

Auditório da Casa do Cinema Manoel de Oliveira
28 NOV 2022 | 19H00

Acesso

Bilhete (1 sessão): 3€

Estudante/Jovem, Maiores de 65 e Amigos de Serralves: 1,5€

O acesso ao Auditório da Casa do Cinema é feito pela Rua de Serralves nº 873, 30 minutos antes do início da sessão.

CONVERSA COM VALTER HUGO MÃE CICLO ANIKI-BÓBÓ - 80 ANOS

28 NOV | SEG | 19H00

CONVERSA COM VALTER HUGO MÃE

Escritor, editor e artista plástico

A 18 de dezembro de 1942, estreava no Cinema Éden Aniki-Bóbó, a primeira longa-metragem de Manoel de Oliveira. O filme não teve a receção que se esperava, nem por parte de alguma crítica, nem por parte do público, o que fez com que o realizador ficasse 14 anos sem filmar. Entretanto, o filme adquiriu o estatuto de "clássico", tendo-se tornado no mais acarinhado e popularizado dos filmes de Oliveira. Para assinalar os 80 anos dessa estreia, a Casa do Cinema Manoel de Oliveira apresenta uma exposição documental no foyer do seu auditório* e organiza um ciclo de conversas em torno do legado de Aniki-Bóbó. No dia do aniversário haverá uma sessão especial do filme.

 

Valter Hugo Mãe é o nome artístico do escritor Valter Hugo Lemos. Além de escritor é editor, artista plástico e cantor. Nasceu na cidade angolana outrora chamada Henrique de Carvalho, atual Saurimo. Passou a infância em Paços de Ferreira e, em 1980, mudou-se para Vila do Conde. Licenciou-se em Direito e realizou uma Pós-Graduação em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Em 1999 fundou com Jorge Reis-Sá a Quasi edições, na qual publicou obras de Mário Soares, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, Manoel de Barros, António Ramos Rosa, Artur do Cruzeiro Seixas, Ferreira Gullar, Adolfo Luxúria Canibal e muitos outros. Em 2001, ainda na Quasi, co-dirigiu a revista Apeadeiro e, em 2006, fundou a editora Objecto Cardíaco.

 

Em 2007 recebeu o Prémio Literário José Saramago, durante a entrega do qual o próprio José Saramago considerou o romance o remorso de baltazar serapião um verdadeiro "tsunami literário". Os Os seus quatro primeiros romances são conhecidos como a tetralogia das minúsculas: todos os livros, incluindo o nome do autor, foram escritos sem letras capitais. O seu objetivo foi valorizar a natureza oral dos textos e reaproximar a literatura do pensamento.

 

Para além da escrita tem-se dedicado ao desenho, com uma primeira exposição individual de 2020, no Convento de Corpus Christi, em Vila Nova de Gaia, e à música, tendo-se estreado como voz do grupo O Governo em janeiro de 2008, no Teatro do Campo Alegre, no Porto. Apresentou um programa de entrevistas num canal de televisão e escreve para o Público e Jornal de Letras.

 

*Acessível sempre que decorram atividades no Auditório da Casa do Cinema Manoel de Oliveira.

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