SESSÃO DE CINEMA: 3 CURTAS DE CHANTAL AKERMAN | JLG/JLG

Auditório da Casa do Cinema Manoel de Oliveira
29 JAN 2023 | 17H00

Todos os filmes serão apresentados na sua língua original e legendados em português.

Por motivos de força maior o programa poderá ser alterado.

Acesso

Bilhete (1 sessão): 3€

Estudante/Jovem, Maiores de 65 e Amigos de Serralves: 1,5€

O acesso ao Auditório da Casa do Cinema é feito pela Rua de Serralves nº 873, 30 minutos antes do início da sessão.

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DOMINGOS NA CASA DO CINEMA 29jan

29 JAN | DOM | 17:00

3 CURTAS-METRAGENS DE CHANTAL AKERMAN

SAUTE MA VILLE

BE | 1968 | 13 min.


Na curta-metragem de estreia de Chantal Akerman, uma jovem rapariga, interpretada pela própria realizadora, passa o dia a tratar das lides domésticas: lava o chão, cozinha, dá brilho aos sapatos. Entre tarefas vai dançando, cantarolando e bebendo vinho. A certa altura calafeta a porta da cozinha com fita adesiva, liga o gás e rebenta com tudo!


LA CHAMBRE
BE, EUA | 1972 | 11 min.


Influenciada pelo cinema estruturalista norte-americano (nomeadamente o de Michael Snow), Chantal Akerman filma um plano sequência em que a câmara gira duas vezes sobre o tripé, numa panorâmica de 720°. A objetiva percorre lentamente o espaço de um quarto banal onde se encontram vários móveis, objetos, peças de fruta e uma cama onde a própria realizadora está sentada e a partir da qual lança um olhar, tão curioso quanto provocador, em direção à câmara e, consequentemente, a nós, espetadores.


PORTRAIT D'UNE PARESSEUSE
FR, GR | 1986 | 8 min.


ChantalAkerman foi convidada a participar numa longa-metragem coletiva em que sete realizadoras retratam cada um dos sete pecados mortais (“Seven Women, Seven Sins”), sendo que à cineasta belga calhou a preguiça. Como não podia deixar de ser, Akerman filma a sua pouca vontade de cumprir com a encomenda. Não lhe apetece nada fazer um filme, é tão melhor ficar na cama até ao meio-dia... Um filme preguiçoso sobre a preguiça.


JLG/JLG – AUTOPORTRAIT DE DECEMBRE
Jean-Luc Godard
FR | 1994 | 62 min.


A propósito de “JLG/JLG”, o realizador afirmou: “um autorretrato em princípio não pode ser feito em cinema, é qualquer coisa que tem a ver com a pintura. Queria tentar compreender o que significava para mim fazer um autorretrato, ver até onde podia ir no cinema, e até que ponto é que o cinema me podia aceitar”. Jean-Luc Godard filma-se nos primeiros dias do inverno da sua vida (à data da estreia entrava na idade da reforma), exilado e isolado na sua casa suíça, onde lamenta o fim das suas esperanças utópicas e faz o luto do cinema, da Europa enquanto bastião cultural e da arte enquanto arma política. Ou como o põe o próprio, no filme, “a cultura é a regra, a arte é a exceção”, e “faz parte da regra querer a morte da exceção”.


Filmes apresentados no contexto do ciclo Domingos na Casa do Cinema: O Que É um Autorretrato?, concebido em diálogo com a exposição Agnès Varda: Luz e Sombra patente na Casa do Cinema Manoel de Oliveira até dia 12 de fevereiro.

A DECORRER

TERMINADAS

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