FESTIVAL DDD: DIAS DA DANÇA - COMPANHIA DE JOÃO DOS SANTOS MARTINS

Auditório de Serralves
05 MAI 2019
Em colaboração com: Ana Rita Teodoro, Clarissa Sacchelli, Daniel Pizamiglio, Filipe Pereira, Sabine Macher
Companhia marca o reencontro de João dos Santos Martins com a equipa de Projeto Continuado (2015), dando continuidade aos processos de colaboração e investigação então iniciados e marcados por relações de afeto e labor. Companhia investe esteticamente na ideia de dança enquanto trabalho, utilizando, para isso, casos de estudo que examinam, por exemplo, a sistematização do movimento operário na relação estabelecida com as máquinas, de onde surge um conceito de coreografia enquanto tecnologia ou prótese. Em paralelo, reflete-se sobre como determinadas estéticas de dança, de ambições libertárias e democráticas, estão implicadas na redução dos pontos de tensão do corpo, implementando técnicas de eficácia na concretização do movimento, utilização energética e redução de esforço como alternativa ao modernismo rígido e ideologicamente "exterior” ao corpo.Interessa, com isto, refletir sobre trabalho e bem-estar, a forma como a dança, enquanto cânon de produção recíproca de prazer (do espectador, mas também do bailarino) e difícil de identificar socialmente como labor, interage com os seus modos e agentes de produção. E se a ideia de "companhia” aqui invocada pondera uma forma hegemónica de organização estrutural e administrativa em dança, ela implica também um modo de labor comum: companhia como facto ou condição de ser e estar com o outro, como forma de providenciar amizade ou prazer a um grupo de pessoas numa sociedade.
[Imagem: José Carlos Duarte] João dos Santos Martins João dos Santos Martins (Santarém, 1989) estudou dança e coreografia em várias instituições na Europa entre 2007 e 2011, incluindo a P.A.RT.S. e o e.x.er.c.e. Trabalha como coreógrafo e bailarino desde 2008, articulando a sua prática em diversas colaborações expressas em peças como Le Sacre du Printemps (2013) com Min Kyoung Lee, Autointitulado (2015) e Onde está o Casaco? (2018) com Cyriaque Villemaux, e Antropocenas (2017) com Rita Natálio. João colaborou também em espetáculos do Teatro Praga, fez uma adaptação do solo Conquest (2011) de Deborah Hay produzido pela Fundação de Serralves, e dança atualmente em obras de Eszter Salamon, Xavier le Roy, Moriah Evans e Ana Rita Teodoro. Em 2017 organizou o ciclo Nova—Velha Dança em reflexão sobre a história recente da dança em Portugal onde, juntamente com a historiadora Ana Bigotte Vieira, desenvolveu uma timeline para documentar colectivamente estas práticas. A sua peça Projecto Continuado (2015) recebeu o prémio da Sociedade Portuguesa de Autores para Coreografia em 2016.
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