TRABALHO

DIOGO TUDELA + DINIS DUARTE, FRANCISCO ANTÃO, JUAN TOBOSO, MARCELO REIS, MARIA COUTINHO, RICARDO JACINTO

Instalação

Auditório de Serralves
17 DEZ 2023 | 10:00 – 19:00

Bilheteira

Bilhete: 3€ 
Estudante/Jovem, maiores de 65 e Amigos de Serralves: 1,50€                       

TRABALHO  DIOGO TUDELA

“For the producer has neither privileged access to nor a monopoly on the symbol’s function”

— Catherine Z. Elgin (1993) Understanding: Art and Science


(0) Qualquer coisa pode ser um símbolo;

               (0.a) Um símbolo refere-se a tudo o que um símbolo se refere;

               (0.b) Qualquer símbolo pode ter mais de um referente;

               (0.c) Qualquer símbolo pode referir-se a qualquer coisa;

               (0.d) O conjunto de referentes de um símbolo é então um conjunto de todos os conjuntos;


(1) Sendo um símbolo, TRABALHO compreende as contradições de ser um conjunto de todos os conjuntos;

               (1.a) Para evitar as contradições inerentes ao conjunto de todos os conjuntos, um subconjunto desse conjunto deve ser imposto através de uma matriz de compromissos;

               (1.b) Da nossa parte, gostaríamos de evitar a ficção de tais compromissos, a referida matriz e, portanto, qualquer subconjunto resultante;

               (1.c) Como tal, permanece, como é, que TRABALHO refere o conjunto de todos os conjuntos, facto empregue de forma a garantir o mais elevado grau de liberdade;

               (1.d) O mais alto grau de liberdade, baseado numa coisa, produz uma mobilidade auto-centrada investida na construção de um contra-domínio não-teleológico de jogo livre;


(2) Ao referir o conjunto de todos os conjuntos, TRABALHO refere tudo o que refere, incluindo a si mesmo, a sua negação e absolutamente nada (ε);

               (2.a) Como tal, TRABALHO, como qualquer outro símbolo, pode ser um verdadeiro espaço de acolhimento para qualquer coisa que possa ser acolhida;

               (2.b) Segue-se que tudo o que pode ser considerado “coisa” pode ser depositado em TRABALHO a qualquer momento;

               (2.b.1) Essa condição regulou a ficção que foi a construção de TRABALHO;

               (2.b.2) Esta condição regula a ficção que é a implantação de TRABALHO;


(3) Para poder referir qualquer coisa, TRABALHO deve traduzir-se enquanto marca;

               (3.a) “TRABALHO” pode ser uma marca para TRABALHO;

               (3.b) Outra marca para TRABALHO pode ser:

                              “Instalação para bastidores e auditório composta por uma série de arquivos de vídeo manipulados computacionalmente e projetados em uma estrutura de aço sem                               ordem específica, representando uma série de exercícios coreográficos realizados a partir de peças sonoras de diversas durações que estão sendo reproduzidos

                              simultaneamente em um sistema multicanal.”

               (3.c) O conjunto de marcas que podem referir-se a TRABALHO, ou seja, os símbolos que significam TRABALHO, é também um conjunto de todos os conjuntos;


(4) Uma marca para TRABALHO poderia ser a aparência de TRABALHO, ou seja, a sua imagem manifesta;

               (4.a) A aparência de TRABALHO consiste no seu tamanho, cores, cheiros, formas, som, temperatura (…);

               (4.b) A aparência de TRABALHO pode referir-se a TRABALHO, enquanto que TRABALHO pode referir-se à aparência de TRABALHO;

               (4.c) A aparência de TRABALHO tem as vantagens de ser percebida como o que é dado pelo TRABALHO;


(5) O que é dado pela aparência de TRABALHO é definitivamente dado, mas não será certamente verdade;

               (5.a) O que compõe o TRABALHO não pode ser definido de forma homogénea;

               (5.b) Ainda assim, o que constitui a aparência da OBRA constitui a aparência da OBRA;

               (5.c) Significando que o que refere TRABALHO, TRABALHO, e o que TRABALHO refere é simultaneamente auto-evidente e, em última análise, não verdadeiro;

               (5.c.1) O que nos levará de volta ao ponto (0);

A DECORRER

TERMINADAS

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