João Vieira

DA COLEÇÃO DE SERRALVES NO PALÁCIO DA BOLSA
Palácio da Bolsa, Porto
12 MAI A 12 SET 2021

 

João Vieira (Vidago, 1934 ― Lisboa, 2009), artista incontornável no panorama artístico nacional desde o final dos anos 1950, afirmou-se não só no campo da pintura, mas também como um dos precursores da performance e da instalação em Portugal. O seu trabalho é marcado pela exploração plástica da letra como símbolo pictórico, transformando o texto em imagem. Se na sua pintura investe na gestualidade e expressão da forma caligráfica, nas suas instalações, “happenings” e objetos utiliza as letras do alfabeto como elementos performativos capazes de questionar os códigos da linguagem de forma radical e subversiva.

 

Nesta mostra no Palácio da Bolsa são apresentadas duas obras icónicas do início dos anos 1970 que expandem a investigação do artista em torno de signos linguísticos para lá do campo da pintura. Caixa Branca (1971) propõe criar, a partir do acaso e com a participação do público, uma nova linguagem. A obra contém um sistema rudimentar de lâmpadas e interruptores através do qual as letras do alfabeto podem ser acesas ou apagadas, ao sabor da invenção lúdica de novas palavras e sintaxes.

 

A obra A” grande (1970) constitui o único vestígio conservado e restaurado por Vieira da sua primeira performance, intitulada O espírito da letra. Nesta “ação-espetáculo” apresentou uma série de letras de grande formato que foram posteriormente destruídas pelo artista e por um conjunto de crianças. Ao romperem com os limites da pintura bidimensional, as letras de Vieira ganharam corpo e estabelecem uma confrontação física com os espectadores e com os agentes da destruição performativa, deixando subentendida uma crítica à linguagem enquanto suporte do discurso.

 

Estas obras históricas são apresentadas no Palácio da Bolsa no âmbito do programa nacional de itinerâncias da Coleção de Serralves, que tem por objetivo tornar o acervo da Fundação acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.

 

Produção: Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto

Fotografia: Filipe Braga


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DA COLEÇÃO DE SERRALVES NO PALÁCIO DA BOLSA

 

João Vieira (Vidago, 1934 ― Lisboa, 2009), artista incontornável no panorama artístico nacional desde o final dos anos 1950, afirmou-se não só no campo da pintura, mas também como um dos precursores da performance e da instalação em Portugal. O seu trabalho é marcado pela exploração plástica da letra como símbolo pictórico, transformando o texto em imagem. Se na sua pintura investe na gestualidade e expressão da forma caligráfica, nas suas instalações, “happenings” e objetos utiliza as letras do alfabeto como elementos performativos capazes de questionar os códigos da linguagem de forma radical e subversiva.

 

Nesta mostra no Palácio da Bolsa são apresentadas duas obras icónicas do início dos anos 1970 que expandem a investigação do artista em torno de signos linguísticos para lá do campo da pintura. Caixa Branca (1971) propõe criar, a partir do acaso e com a participação do público, uma nova linguagem. A obra contém um sistema rudimentar de lâmpadas e interruptores através do qual as letras do alfabeto podem ser acesas ou apagadas, ao sabor da invenção lúdica de novas palavras e sintaxes.

 

A obra A” grande (1970) constitui o único vestígio conservado e restaurado por Vieira da sua primeira performance, intitulada O espírito da letra. Nesta “ação-espetáculo” apresentou uma série de letras de grande formato que foram posteriormente destruídas pelo artista e por um conjunto de crianças. Ao romperem com os limites da pintura bidimensional, as letras de Vieira ganharam corpo e estabelecem uma confrontação física com os espectadores e com os agentes da destruição performativa, deixando subentendida uma crítica à linguagem enquanto suporte do discurso.

 

Estas obras históricas são apresentadas no Palácio da Bolsa no âmbito do programa nacional de itinerâncias da Coleção de Serralves, que tem por objetivo tornar o acervo da Fundação acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.

 

Produção: Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto

Fotografia: Filipe Braga