RUI SANCHES. LINHA E MANCHA, CORPO E MÁQUINA
Centro de Cultura de Lagos

Imagem: Rui Sanches, A morte de Sócrates segundo David, 1987. Coleção de Arte Contemporânea do Estado, em depósito na Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto. Depósito em 2002. Fotografia: Daniel Malhão, EGEAC
Rui Sanches (Lisboa, 1954) desenvolve desde o início dos anos 1980 uma obra inconfundível no panorama da escultura portuguesa. A sua prática artística, ancorada em diálogos cruzados com a história de arte, com a arquitetura e com o corpo humano, questiona os pressupostos da pintura clássica e da escultura contemporânea e investiga fenómenos de perceção que interpelam o olhar e incitam o movimento do espectador.
Rui Sanches: linha e mancha, corpo e máquina examina momentos de continuidade e rutura ao longo do percurso do artista e estabelece pontos de contacto entre o seu trabalho em escultura e desenho. Concebida para o Centro Cultural de Lagos, a exposição inclui um conjunto de obras pertencentes à Coleção de Serralves e a importantes coleções em depósito na Fundação, que abrange um arco temporal de quatro décadas, apresentando trabalhos dos anos 1980 que se relacionam diretamente com temas da pintura clássica e neoclássica, bem como obras das décadas seguintes que evidenciam uma aproximação abstrata ao corpo e à escala humana, estabelecendo uma relação de proximidade com o espectador.
As coleções em depósito em Serralves patentes nesta mostra incluem a Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE); Coleção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD); Coleção Fundação Leal Rios, Lisboa; Coleção Peter Meeker e Coleção Privada.
Esta exposição, com coordenação de Carlos Magalhães, integra o Programa de Exposições Itinerantes da Coleção de Serralves que tem por objetivo tornar o acervo da Fundação acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.
Produção: Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto

