Vexation of Spirit. The Duerckheim Collection x Serralves

Damien Hirst Father (Divided), 2011. Vidro, aço inoxidável pintado, acrílico, silicone, abraçadeiras de plástico, monofilamento, aço inoxidável, touro Luing e solução de formaldeído Fotografia de Prudence Cuming Associates Ltd. © Damien Hirst and Science Ltd. All rights reserved, DACS 2025
Vexation of Spirit. The Duerckheim Collection x Serralves [Aflição de espírito. A Coleção Duerckheim x Serralves] é o título da exposição dedicada à primeira apresentação em Serralves da coleção de arte contemporânea formada pelo colecionador Conde Duerckheim e recentemente depositada na Fundação. Reunida ao longo de quatro décadas, esta coleção inclui obras de alguns dos artistas mais importantes do final do século xx e do início do século xxi. Considerada uma das coleções privadas mais significativas da Europa, reflete uma visão artística marcada pela inquietação moral e pela consciência histórica.
Estruturada tematicamente em torno da religião, da sociedade e da guerra, a exposição Vexation of Spirit propõe desencadear o debate, articulando a criação artística contemporânea com as transformações da história e a urgência do presente.
O título da exposição remete-nos para uma expressão simultaneamente intrigante e sugestiva que, quando traduzida para português, Aflição de espírito, introduz uma nota de estranheza, evocando um estado de ansiedade existencial, seja ele de natureza física, moral ou espiritual. No entanto, para esclarecer o eventual debate em torno do significado de “vexation of spirit” e da sua tradução mais adequada, importa compreender que o título da exposição provém do livro de Eclesiastes, texto sagrado da Bíblia Hebraica e integrado também no Antigo Testamento cristão.
A exposição, pensada como testemunho que questiona o devir histórico, evidencia de forma singular temas relacionados com a evolução das crenças, as estruturas sociais e os conflitos políticos na história contemporânea dos últimos 70 anos, reunindo cerca de 90 obras de 34 artistas. Constitui, assim, um momento de particular relevância no contexto da arte contemporânea em Portugal, nomeadamente com a inclusão de artistas referenciais que não estavam presentes na Coleção de Serralves.
Organizada pela Fundação de Serralves e apresentada no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, a exposição tem curadoria de Marta Moreira de Almeida, diretora-adjunta do Museu, em estreito diálogo com o colecionador Conde Duerckheim.
Lista de artistas: Darren Almond, Tommy Ballestrem, Georg Baselitz, Isaak Brodski, Roman Buxbaum, Leon Delarbre, Dinos and Jake Chapman, Cerith Wyn Evans, Theaster Gates, Gilbert & George, Antony Gormley, Francisco de Goya, Peter Gut, Damien Hirst, Zhang Huan, Stefan Hunstein, Anselm Kiefer, Alfred Kremer, Michael Landy, Konrad Lueg, Markus Lüpertz, Raoef Mamedov, Hermann Nitsch, Haralampi G. Oroschakoff, Blinky Palermo, A.R. Penck, Sigmar Polke, Gerhard Richter, Sam Taylor-Johnson, Matthias Wähner, Carl-Heinz Wegert e Rémy Zaugg.
Mecenas da Exposição
