JORGE PINHEIRO. BABEL
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JORGE PINHEIRO, Babel, 2010/2017 . Col. Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação do artista, com o apoio de Ottima Art Works, em 2018 . Fotografia: Ricardo Raminhos
Jorge Pinheiro (Coimbra, 1931) é um dos nomes mais influentes do contexto artístico português da segunda metade do século XX, e integrou o coletivo efémero “Os 4 vintes”, juntamente com Ângelo de Sousa, Armando Alves e José Rodrigues, que concretizaram a sua primeira exposição em 1968. Ao longo de uma carreira de mais de cinco décadas, Jorge Pinheiro tem vindo a desenvolver uma obra caracteristicamente teórica e intelectual, traduzida num corpo de trabalho visualmente diverso e distinto no contexto português.
A sua prática articula-se em princípios de matemática e semiótica, sendo particularmente inspirada na sequência de Fibonacci, segundo a qual cada número sucessivo resulta da soma dos dois números anteriores. A escultura/objeto Babel (2010/2017), é construída a partir de um esboceto em plexiglass projetado no início da década de 1970. Quarenta anos após o seu ensaio, foi materializada a obra para exposição monográfica Jorge Pinheiro: D’après Fibonacci e as coisas lá fora, realizada no Museu de Serralves em 2017. Babel integra um conjunto de esculturas abstratas, correspondentes a um período de reflexão formal mais estruturalista, relativo à função de um quadrado ou de um cubo.
Esta iniciativa integra o Programa de Exposições Itinerantes da Coleção de Serralves que tem por objetivo tornar o acervo da Fundação acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.
