Joan Miró / Alexander Calder: Espaço em movimento

Casa de Serralves
22 JUN 2023 - 25 JUN 2024
<p>Joan Miró, <em>Homage to Alexander Calder</em>, 1977. Photo © Successió Miró / SPA, Lisboa 2023</p>

Joan Miró, Homage to Alexander Calder, 1977. Photo © Successió Miró / SPA, Lisboa 2023

O encontro entre Joan Miró e Alexander Calder representou uma das mais férteis amizades artísticas e diálogos visuais continuados do século XX. Os dois artistas conheceram-se em Paris no final de 1928 e permaneceram em contacto próximo até à morte de Calder, em 1976. Já em 1936, o jornal The New York World-Telegram descrevia os móbiles de Calder como “abstrações de Miró vivas”. Esta descrição é particularmente pertinente para as Constelações de mesa e de parede que Calder produziu em 1943 e que apresentam uma forte afinidade com a série homónima de Miró de 1940–41, embora tenham sido concebidas de forma completamente independente. Um imaginário em constelação era um princípio formal do trabalho de ambos. Em vez de construírem as suas imagens em torno de um núcleo central, como acontece nas abordagens tradicionais à pintura e à escultura, Joan Miró e Alexander Calder concebiam as suas obras como estruturas abertas, em que as formas flutuam livremente no espaço ou estão distribuídas uniformemente pela superfície da tela.


O trabalho de Joan Miró e Alexander Calder foi frequentemente alvo de exposições a dois. Quando próximos, os móbiles, stabiles e esculturas de parede ou de base de Calder parecem ativar as qualidades espaciais inerentes às pinturas de Miró, tal como o universo imagístico de Miró, com os seus signos e apontamentos esquemáticos de figuras, explora em duas dimensões muitas das sugestões das esculturas de Calder. Em conjunto, Miró e Calder representam duas das mais importantes conquistas do século XX em pintura e escultura, cada um abrindo novos caminhos formais que seriam explorados por artistas na Europa, na América e no Japão nas décadas subsequentes.



A exposição é organizada pela Fundação de Serralves em colaboração com a Fundació Joan Miró, Barcelona, e tem curadoria de Robert Lubar Messeri.


Apresenta obras de Joan Miró pertencentes às Coleções do Estado Português, à guarda do Município do Porto e em depósito de longo prazo na Fundação de Serralves, e um importante grupo de obras dos dois artistas emprestadas pela Fundació Joan Miró, Barcelona.

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