3 contra 2: Psico Trópicos
Improvável Produções / Marcela Levi & Lucía Russo
7,50 euros
50% para Estudante/Jovem, Maiores de 64 e Amigos de Serralves

Conceção e direção Marcela Levi & Lucía Russo Performance e cocriação Lucas Fonseca (Legendary 007), Martim Gueller e Romec Texto Joana Levi Assistência Lucas Fonseca Preparação corporal Lucas Fonseca, Lucía Russo e Marcela Levi Direção técnica e desenho de luz Laura Salerno Desenho de som Levi, Russo e Gueller FigurinoLevi & Russo Técnico de som Luciano Siqueira Produção Improvável Produções Coprodução Julidans, CCN de Caen en Normandie dans le cadre de l’Accueil-studio, Sítio Canto da Sabiá e Something Great Apoio Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro/Secretaria Municipal de Cultura, O Rumo do Fumo e Retomada Cultural RJ 2/ Estado do Rio de Janeiro/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa
Os ritmos de 3 contra 2 são uma polirritmia muito presente na música afro-brasileira e na música eletrônica. No discurso feminista, a noção de polirritmia é usada para visualizar o ritmo de grupos tradicionalmente ignorados e para desafiar as histórias que foram escritas do ponto de vista de um ritmo que se fez dominante. 3 contra 2: Psico Trópicos, criação recente da Improvável Produções, toma emprestado da música a noção de polirritmia - a justaposição de ritmos - para pensar-praticar a convivência entre diferentes de forma não separatista, permitindo assim que ritmos diferentes soem juntos e produzam outros acordes. Segundo o pensador indígena Ailton Krenak, a floresta tropical é teia de vidas entrelaçadas. Na floresta os caminhos são curvos. Há sombras, há as plantas que matam e as que curam, as rasteiras e as frondosas. A floresta balança, é cheia de meandros, desníveis, sons, muitos sons. A Floresta delira, sob a terra as raízes tramam, perfuram e enredam seus braços que crescem para baixo, para cima e para os lados. A floresta tropical sussurra mitos, pulsa e expulsa rumores e miragens: Psico Trópicos. A floresta é cruzo, é polirritmia. 3 contra 2: Psico Trópicos é um exercício de imaginação que busca entrelaçar distâncias. A peça é tecida entre três performers como uma rede onde linhas em tensão e distorções temporais contornam espaços vazios, intervalos, suspensões, pausas, espaços de ressonância de uma narrativa não linear que busca aproximar geometria e psicodelia. O estilo Old way do movimento Vogue é caracterizado pela formação de linhas, simetria e precisão e é inspirado nos hieróglifos egípcios. L’Après-midi d’un faune, a primeira coreografia de Nijinsky foi inspirada nos movimentos de frisos gregos, afrescos egípcios e assírios. Em ambos, Old Way e L’Après-midi d’un faune, o erótico está fortemente presente. E se o Fauno, entidade híbrida e encantada das florestas, dos mitos e do balé de Nijinsky, se cruzar com a geometria Queer do estilo Old way do movimento Vogue e com rotações e serpenteios inspirados em Oxumaré, orixá feminino e masculino que se move entre o céu e a terra?
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Em 2010, as coreógrafas Marcela Levi (Rio de Janeiro, Brasil) e Lucía Russo (Patagónia, Argentina) fundaram, no Rio de Janeiro, a Improvável Produções, uma plataforma de formação, pesquisa e criação. Levi & Russo apostam em uma direção polifônica em que diferentes posições inventivas se entrecruzam em um processo que acolhe linhas desviantes, dissenso e diferenças internas como força crítica construtiva e não como polaridades autoexcludentes. Com um repertório que cruza danças, músicas, vozes e pensamentos de diferentes tempos e lugares, a Improvável afirma a dança contemporânea como um campo expandido de convivência, invenção e pensamento crítico. A Improvável é responsável, entre outros, pela conceção, criação e produção das peças de dança "Natureza Monstruosa" (2011, Fomento à Dança, SMC RJ, 2011 + Iberescena 2011 + Circuito Estadual das Artes, SEC 2012); “Mordedores” (2015) incluído na lista do jornal O Globo como um dos espetáculos de dança de destaque em 2015 (Coprodução Iberescena / Funarte 2014 + Fomento a Cultura Carioca 2014 | SMC + Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, 2015); “Boca de Ferro” (2016) incluído na lista do jornal O Globo como um dos espetáculos de dança de destaque em 2018 e indicado ao Prêmio Cesgranrio de Dança nas categorias “melhor coreografia” e “melhor bailarino”; “Deixa Arder” (2017) incluído na lista do jornal O Globo como um dos espetáculos de dança de destaque em 2017; “HARM-ONY” (2018) coprodução fundo Iberescena/Funarte e NAVE (Santiago do Chile); “c h ãO | grrRoUNd” (2021) coprodução Kunstenfestivaldesarts, Kaaitheater, Julidans, Pact Zollverein e Something Great; “3 contra 2: Psico Trópicos” (2023) coprodução Julidans, Centre Chorégraphique National de Caen en Normandie e Something Great, “o que é o coro. coro” (2024) peça comissionada para os 32 bailarinos do Balé da Cidade de São Paulo e “Fora de Quadro” (2025) Indicada ao Prêmio Internacional Rose, do Sadler’s Wells, Londres (segunda edição, 2027); pela intervenção urbana “Sandwalk with me” (2012) desenvolvida entre Londres e Rio de Janeiro com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura do RJ e com a coprodução do Festival Panorama 2013; pela leitura coletiva “Palavras Dadas” (2021) com patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro através da Lei Aldir Blanc e pelo filme “curto, curto, longo e às vezes curto, longo, curto” (2021) coproduzido pelo Panorama Raft. Paralelamente ao núcleo de criação, Levi & Russo orientam workshops em centros de arte e universidades no Brasil e no exterior.