ADDITIONAL TONES: A TRIBUTE TO MARYANNE AMACHER

Amy Cimini, Bill Dietz, Marianne Schroeder & Joana Gama, Thomas Ankersmit, Lisa Rovner

Biblioteca, Auditório de Serralves e Online
08 - 10 JAN 2021
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Additional Tones: A Tribute to Maryanne Amacher constitui-se como homenagem, como partilha e contribuição para um maior e merecido entendimento e visibilidade da obra e pensamento notáveis desta artista.  Incluídos no programa estão a exibição em estreia nacional do filme Sisters With Transistors, um seminário e sessão de audição orientados pelos investigadores Amy Cimini e Bill Dietz e dedicados às séries de trabalhos de Amacher Music for Sound Joined Rooms e Mini Sound Series, a série vídeo de leituras e discussões online Remote Links em colaboração com a New York Public Library celebrando a publicação de Maryanne Amacher: Selected Writings and Interviews, a interpretação da composição para dois pianos Petra pelo duo inédito de pianistas constituído pela histórica Marianne Schroeder e a jovem portuguesa Joana Gama que aqui colaboram pela primeira vez, e a apresentação em mais uma estreia nacional de Perceptual Geography para sintetizador Serge Modular de Thomas Ankersmit, uma peça inspirada por e dedicada a Amacher.

 

Imagem: Maryanne Amacher a trabalhar no Capp Street Project, San Francisco (1985), fotografia e cortesia de Peggy Weil


 

Programa



08 JAN

AMY CIMINI E BILL DIETZ

18:00 Seminário e Sessão de Audição

20:00 “REMOTE LINKS” (Introdução) / Lançamento do livro Maryanne Amacher: Selected Writings and Interviews

As questões do público poderão ser colocadas ao longo da exibição da série Remote Links, enviando para Amacher@nypl.org.

Estas serão abordadas no painel final.

Biblioteca

Assista em direto clicando aqui




 

09 JAN 

“SISTERS WITH TRANSISTORS” (2020), um filme documentário de LISA ROVNER

v.o em inglês

[Estreia nacional]

11:00, Auditório

 


10 JAN

MARIANNE SCHROEDER & JOANA GAMA apresentam “PETRA” de Maryanne Amacher

10:30, Auditório

THOMAS ANKERSMIT apresenta “PERCEPTUAL GEOGRAPHY”

11:30, Auditório

 

 

JAN – MAR

“REMOTE LINKS”

Série de vídeos online com leituras e discussões em torno de Maryanne Amacher: Selected Writings and Interviews.

(apresentado numa parceria entre The New York Public Library, The Maryanne Amacher Foundation, Blank Forms e Fundação de Serralves)



Consulte aqui as regras de segurança Covid-19 em vigor.



Maryanne Amacher (1938-2009) foi uma compositora norte-americana que se destacou na criação de instalações sonoras e ambientes multimédia de grande escala e duração determinada. Estudou com Karlheinz Stockhausen e colaborou com Merce Cunningham e com John Cage. O seu trabalho foi pioneiro e visionário em várias áreas da criação musical e artística como a espacialização sonora, os novos media, a ecologia acústica, a inteligência artificial ou a psicoacústica, entre outras.

Ainda nos anos 1960, Amacher iniciava o trabalho com o que designava por “música de longa distância”, ou telemática, e que se viria a consolidar na série City Links, baseada na mistura em tempo real e num dado lugar dos sons transmitidos a partir de vários lugares e cidades remotos através de linhas telefónicas. Nos anos 1970, especializava-se no trabalho com o sintetizador Triadex Muse desenvolvido por Marvin Minsky usando princípios da inteligência artificial. Na série Music for Sound Joined Rooms (1980 -) ela usava a estrutura arquitetónica do lugar da instalação como medium material da obra, recorrendo a posicionamentos idiossincráticos das colunas de som. A sua Mini Sound Series, explorou o potencial dos sons enquanto personagens, aplicando os princípios dramatúrgicos das séries televisivas e de outras formatos populares ao relacionamento entre os sons e às formas como estes eram percecionados e transformados ao longo dos vários “episódios”.

O notável trabalho The Sounding of Casa de Serralves: Supreme Connections, apresentado em 2002, pode ser enquadrado em ambas as duas últimas séries. Nesta instalação sonora, visual e performativa, a Casa de Serralves foi transformada num lugar de experiências multidimensionais e imersivas. O som difundia-se através da estrutura arquitetónica, pelas salas, quartos, colunas e antecâmaras. A arquitetura dava forma à propagação do som e à sua audição. Os espaços da casa tornaram-se parte integrante do sistema de som e a casa, ela própria, num gigante instrumento musical. Em diferentes salas podíamos encontrar também elementos cénicos, ou vídeos e, desde o interior da casa, observavam-se estranhas criaturas a habitar os jardins no seu entorno. Para além de refletir a investigação de Amacher sobre a materialidade do som e as formas como este se propaga no espaço, este trabalho refletia ainda a exploração da fenomenologia da perceção (incluindo, nomeadamente, os sons emitidos pelo próprio ouvido) e da encenação da experiência enquanto elemento essencial nos processos de perceção. 

O reconhecimento internacional da importância e singularidade da obra de Amacher tem emergido recentemente e vem sendo manifesto em acontecimentos como a aquisição dos arquivos da artista pela New York Public Library for the Performing Arts no Lincoln Center, a constituição da The Maryanne Amacher Foundation e eventos dedicados à sua obra organizados por instituições como a Tate Modern e ICA em Londres, o Stedelijk Museum em Amesterdão e a Bienal de São Paulo.   


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THOMAS ANKERSMIT APRESENTA “PERCEPTUAL GEOGRAPHY”
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“REMOTE LINKS”: SÉRIE VÍDEO ONLINE
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“SISTERS WITH TRANSISTORS” (2020): FILME DOCUMENTÁRIO DE LISA ROVNER
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Amy Cimini e Bill Dietz: Seminário e Sessão de Audição
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MARIANNE SCHROEDER & JOANA GAMA apresentam “PETRA” de Maryanne Amacher
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“PERCEPTUAL GEOGRAPHIES”

THOMAS ANKERSMIT


Perceptual Geography é um projeto solo ao vivo de Thomas Ankersmit para sintetizador Serge Modular, inspirado na pesquisa pioneira de - e dedicado a - Maryanne Amacher, que ele conheceu em 2000 no Bard College. Nestas performances, Ankersmit explora diferentes “modos” de escuta: não apenas que sons e quando são ouvidos, mas também como e onde os sons são experimentados (na sala, no corpo, dentro da cabeça, longe, perto). As chamadas emissões otoacústicas (sons que emanam de dentro da cabeça, gerados pelos próprios ouvidos) desempenham um papel importante. Amacher foi a primeira artista a explorar sistematicamente o uso musical desses fenómenos.

O título do projeto surge de um conhecido artigo publicado por Amacher em 1979, onde ela escreve sobre “múltiplos pontos de vista perceptivos como resposta a eventos auditivos”.

A estreia teve lugar no festival CTM em Berlim e na noite GRM no festival Sonic Acts em Amsterdão.

 

Thomas Ankersmit é um músico e compositor holandês sediado em Berlim. Desde 2006, o seu principal instrumento é o sintetizador analógico modular Serge. Fenómenos acústicos, como reverberações sonoras, vibrações infra-sónicas, emissões otoacústicas e projeções altamente direcionais do som assumem um importante papel no seu trabalho assim como a utilização deliberadamente errada de equipamento. Ankersmit mantém colaborações de longa duração com o minimalista norte-americano Phill Niblock e com o compositor italiano Valerio Tricoli. O seu trabalho foi apresentado em locais como Hamburger Bahnhof e KW, Berlim; Museu Stedelijk, Amsterdão; Kunsthalle, Basileia; MoMA PS1, Nova Iorque; e em festivais de música experimental e contemporânea em todo o mundo.

 

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TERMINADAS

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