DAY OF DESPAIR
OLIVEIRA, READER OF CAMILO
WITH REGINA GUIMARÃES (WRITER AND VIDEOGRAPHER) AND PEDRO MEXIA (WRITER)

The first screening of the film programme Oliveira, reader of Camilo with feature Manoel de Oliveira's Day of Despair (1992), followed by a conversation with Regina Guimarães, writer and videographer, and Pedro Mexia, writer, moderated by Tânia Furtado Moreira.
O DIA DO DESESPERO | DAY OF DESPAIR
Manoel de Oliveira | POR, FRA | 1992 | 76’
O Dia do Desespero tells the true story of the last years of the eminent 19th-century Portuguese writer Camilo Castelo Branco. This evocation is based primarily on some of his letters. The texts are the thread that runs through the dramatic evolution of a virile, controversial, and romantic man who contrasted with his gloomy and unstable spirit. Camilo sinks irrevocably into an intimate conflict, “a drama in people,” as Fernando Pessoa would say. Filmed at Camilo's house in São Miguel de Seide, O Dia do Desespero is also a skillful example of Manoel de Oliveira's treatment of film space, where, through the structure of a guided tour, the house alternates between the writer's 19th-century residence and its current status as a house museum.
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REGINA GUIMARÃES, aka Corbe, nasceu no Porto, em 1957. A par da sua quotidiana escrita de poemas, tem desenvolvido trabalho nas áreas do Teatro, da Tradução, da Canção, da Dramaturgia, do Desenho, da Educação pela Arte, da Crítica, do Vídeo, do Argumento, da Produção, do Cineclubismo. Foi docente na FLUP, na ESMAE e na ESAD. Foi directora da revista de cinema A Grande Ilusão, presidente e fundadora da Associação Os Filhos de Lumière, programadora do ciclo permanente O Sabor do Cinema no Museu de Serralves. Integrou o colectivo que, a par de outras actividades reflexão, publicou o jornal PREC e também o colectivo que produziu o projecto Nove e Meia, cineclube nómada. É co-fundadora do Centro Mário Dionísio - Casa da Achada. Com Ana Deus, inventou a banda Três Tristes Tigres e empreendeu variadas experiências artísticas. Colaborou com outras bandas, nomeadamente os Clã. Realizou inúmeras acções de criação em torno da palavra dita e cantada. Organiza, de há mais de uma década a esta parte, a LEITURA FURIOSA Porto. Tem orientado oficinas de escrita e de iniciação ao cinema. A sua obra videográfica – sob a forma de «Cadernos» – já foi alvo de retrospectivas. Nos últimos anos, a sua actividade como argumentista e dramaturga intensificou-se e alargou-se ao cinema de animação. Aspira a estar em todo o lugar onde haja uma luta justa a travar. Vive e trabalha com Saguenail desde 1975.